Noite esperada, noite amada.
O sol ja começava a dar-se por vencido, e esconder-se, tímido, no horizonte. Grilos ja começavam a prenunciar a chegada da noite lasciva que costuma por enebriar o coração dos apaixonados, ávidos por um parceiro que desse um toque caliente a sua vida. Temperando seus sentimentos e imaginações.
Movia-me através dos arbustos, fitando meus olhos em coisa alguma, imerso em pensamentos, quando vejo uma amazona longe a cheirar as flores que ja começavam, algumas, a fecharem devido ao seu tempo de maestria ja ter acabado, e para descansarem após uma longa exposição ao sol.
Aquela mulher, de seios pequenos, pele queimada do sol, olhos levemente puxados, cabelos longos, possuia uma sensualidade sem limites, que acabou por me atrair a seu encontro.
Cheguei perto, e como ja soubesse de meus pensamentos, olhou-me com um sorriso malicioso, como se me convidasse para algo mais íntimo.
Moveu sua mão como me chamasse, e entrou pela floresta a fora, parando em um local onde a grama estava baixa, e de difícil acesso devido a floresta densa que rodiava aquele local. Eu, obviamente, me aproximei, e perguntei:
-Como te chamas?
-Isso é o que menos interessa agora.
-Afinal, de onde vieste,? Nunca te vi por esse local. Uma mulher de extrema beleza como tu.
-Vim de longe, atraída por um vaga-lume que voava, solene, por entre as árvores, e acabei por chegar neste local, perdida.
Eu mexi minha mão para arrumar seu cabelo atrás de sua orelha, que ja bagunçara devido ter passado pelos arbustos; pedindo licensa para tal feito, e, a recebendo, coloquei a mão em sua nuca, e aproximei meus lábios vagarosamente, explodindo em um beijo que ja a muito almejava.
Desde então, todos nossos movimentos, frenéticos, seguiam ordens que ja não as nossas, parecendo seguir um instinto voráz que antes nos era oculto.
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Passava a mão em sua bunda, apertando-a levemente, acariciava sua nuca, beijava seu pescoço... Desnudei-me em segundos, algo que escusei em fazer com a minha dama, amazona; desejada, "degustada" minuto a minuto por mim, que tirava suas roupas vagarosamente, esperimentando cada sensação que era tê-la em meus braços, cada sabor de sua pele...
Tirei a peça de cima de sua roupa, e comecei a sugar e lamber seus seios, causando gemidos altos, porém, inaudíveis por alguém que estivesse a alguns metros de distância, mas que ja aumentava o tesão de ambos. Arranquei sussurros sensuáis ao pé do ouvido, sem algum nexo lógico, mas que apimentavam o momento em que um casal, imerço no torpor sexual, exploravam os meandros mais profundos de seu parceiro.
Sem maiores serimônias, a deixei totalmente nua, pronta para receber meu sexo, rijo, e sedento para penetrar em sua gruta, sedenta por ter-me. Mas não, desço beijando sua barriga, macia e chego em seu sexo ja úmido devido ao tesão. Sugo cada gota de seu elixir do sexo, e exploro seu clitores das mais diverças formas. Sugando, lambendo...
Eis que o primeiro gozo se da.
Esmero-me para não deixar escapar de meus lábios uma só parte de seu líquido, apreciado por mim, mais do que qualquer espumante francês, ou qualquer vinho, dos mais conhecidos.
Ja tomada por um tesão sem limites, começa a pedir, implorar para que seja penetrada. pedido que é atendido prontamente. Começo a penetrá-la, centímetro por centímetro, até que, sem me aperceber, meu corpo ja tinha tomado movimentos ritmados, retirando da boca da princesa, gemidos de um prazer indescritível.
O corpo dela, em espasmos, anuncia um novo gozo, e que da início a um orgasmo conjunto, que enche todo seu sexo de meu esperma.
Insatisfeita, impassível, levanta, se põe de joelhos, começando a chupar meu membro que embora ja tenha feito todo seu trabalho, ainda permanecia rijo, devido a toda a sensualidade que emanava daquela amazona. Ela começa a usar de sua profunda sabedoria no sexo, dando lambidas em meu testículo, indo até a ponta de meu pênis, chupando vorazmente todo meu membro, enquanto afago seus cabelos, e a elogio das mais diversas formas. Anuncio o gozo, e explodo em vários jatos que, embora seja em menor quantidade, ela cuida para não escapar-lhe nem ua gota.
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Terminamos então, ali, abraçados por mais algum tempo, olhando a lua que assistiu, austera, aquele momento em que dois apaixonados, pela calada da noite, entrelassavam seus sentimentos, e se tornavam um só ser, embebedado pelo sexo a dois, iniciado no lusco-fusco, que acabou sabe-se la quando; Sedento por mais um início, lascivo como o anterior, porém, praticamente indescritível...
Acho linda esta história de amor impossível de dois amantes que estão destinados a nunca se encontrarem enquanto humanos devido a um terrível feitiço que os transformou em lobo e falcão.
Excepto enquando acontece o lusco-fusco...
Bjs doces
Lusco-fusco: passagem do dia para a noite com uma duração de 5/7 segundos...
Seu conto me fez lembrar algo belo:
Nsses breves segundos são o momento em que Isabeau e Etienne Navarre conseguem vislumbrar-se num olhar desesperado e emocionante, transformando-se em seguida ele em lobo e ela novamente em mulher...
continua
Imaculado erotismo... gostei muito!
Contrapos os dois tempos luz e escuridão, sexo e paixão.
Parabéns Apollo.
hummm que deliciaaaaa.... beijinhos
Muito grato pela Penélope por seu comentário, e desde ja, muito grato também, a aqueles ou aquelas que vierem comentar.
Abraços