Adélia tinha 30 anos, casou-se bem nova como muitas moças de seu bairro, e talvez por isso não abandonara muitos costumes de sua vida solteira. Ela não era tão gostosa como relata a maioria dos contos, mas era formosa emagra, mas longe de se parecer com aquelas topmodels horríveis de tão sem graça; era morena clara e tinha longos cabelos encaracolados. Seria uma típica moçoila casadinha de subúrbio se não fosse seus polêmicos shortinhos colados. Todos os seus familiares mais próximos (ou ném tanto); começando por seu marído, um auxiliar de escritório metido a rico só porquê ganha um pouco a mais de um salário mínimo, lhe chamavam a atenção sobre aqueles shortinhos ínfimos que usava, mas ela ném dava atenção e aumentava o volume do pagode, todas a vezes em que o assunto vinha a tona. Seus shortinhos eram tão deliciosamente escandalosos que certa vez quando tomava conta de um de seus sobrinhos de dez anos, ela presenciou uma cena inusitada. Sem querer, quando limpava o chão do corrredor próximo ao banheiro, a mesma olhou pela fresta da porta que era meio empinada, e flagrou o moleque tocando uma senhora punheta com um de seus shortinhos enrolado no peruzinho; ela achou engraçado, mas se recompondo puxou o moleque pela orelha, lhe fez ameaças, mas acabou dizendo que não contaria para os pais dele e que ele não repetisse aquilo com as roupas da tia. Adélia deixava a vida lhe levar como cantava a música que mais gostava, ela varria ou lavava a calçada com seus shortinhos, fazia feira com os mesmos, e só não foi à igreja com eles porquê aí já era demais até para ela e sua meninice de meia-idade. O tempo passa até que chega o verão( o que não quer dizer muito para Adélia que usa seus shortinho ínfimos em qualquer tempo), mas como todo o verão é a época do famingerado Adedes aegypt o mosquito da dengue, e ela já estava alerta para mais uma visita dos agente de controle de endemias. Até que numa certa manhã um dos agentes bateu em sua porta, ela varria a sala ouvindo pagode, e quando notou, correu cheia de simpatia(ou fogo) para atender o rapaz, um mulato alto de rabo de cavalo, que mais parecia um cafetão do que um agente de saúde; então o mesmo a saudou, disse à que veio com toda a cortesia, e em seguida foi convidado para entrar, pela simpática Adélia que era o borógodó em pessoa com o shortinho que escolhera para aquela manhã.
Ao encaminhá-lo até onde ele poderia colocar o veneno contra os mosquitos, Adélia percebeu um cheiro forte de álcool, mas não ligou achando que se tratasse do perfume vagabundio do homem, que seguiu colocando aquele estranho pó nos vasos de planta nos ralos e onde mais encontrasse algum risco de fóco do mosquito. E depos de toda a cortesia e praxe de seu ofício, no quintal o homem já mudava de feições, e Adélia tranqüila, mas já querendo se livrar dele, pergunta:_Mais alguma coisa? E louco de tesão o homem juntando seu corpo ao dela responde_sim, vou comer essa tua bocetona de égua! A vassoura com o solavanco da açaõ cai no chão e enquanto é beijada loucamente pela face e pescoço pelo agente tarado ela diz:_ Que isso, socorro, pára! Ele põe a mão em sua boca se deita no chãocom ela e sobre a mesma, estoura seu shortinho colan estampado, que para a sorte do tarado ela usava sem calcinha para não maracar talvez?! E começa a estuprá-la, e como era de manhã ela não havia tomado banho, aquele cheirinho de cama(suor e outros fluídos corpóreos) o deixava mais louco ainda. A cada atochada, Adélia urrava e balançava a cabeça negativamente, mas tudo em vão, em algum momento, ela chegou a pensar nos conselhos que recebia acerca de seus shortinhos infímos, mas nada justificaria aquilo que lhe acontecia, o barulho do bater de coxas das estocadas se podia ouvir de longe, tamanho a sanha do tarado, mas nenhum vizinho notou o parangolé que acontecia na casa da moçoila. E aquela piroca grossa entrava, rasgava e saía daquela xoxota apertada de moça comum, até que o indivíduo gozou, esguichando dois jatos abundantes de seiva daquela peroba, deixando Adélia toda gozada e arreganhada no chão do quintal e fugindo em seguida.Ela resolveu por vergonha e por um certo sentimento de culpa em tudo aquilo, não contar para ninguém; e meses se passaram até que ela descobre que está grávida e de trigêmeos, que serão criados como filhos pelo seu marído metido a esperto, que não sabe de nada! Adélia agora usa saias longuete e eventualmente se masturba quando pensa naquele episódeo que ela sabe que lhe excitou um pouco.