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Suely
Sábado, 11 de julho de 1981.
Me senti estranho e um pouco sujo por ter aqueles pensamentos com minha sobrinha, filha de minha irmã que tanto eu amo e, naquele momento que ela falou de meu pau lembrei daquela noite de lua na fazenda do vovô há mais de vinte e cinco anos...
Estavam todos cansados, tinham passado o dia todo cavalgando pelas capoeiras tangendo gado pra ferra no dia seguinte, Siméria foi quem chamou pra irem para o galpão da casa de farinha pra conversarem e fumarem o cigarro roubado - os pais se soubessem que fumavam escondidos, por certo lhes presentearia com uma boa sova.
Estava deserto, como imaginavam, e a lua cheia esparramava uma claridade fria e gostosa, a brisa sacudindo as folhas das palmeiras enchia o mundo de uma sussurrar macio e repleto de vida, o piar da coruja, o chacoalhar das rãs na lagoa dos patos e, vez por outra, um mugido de alguma vaca reclamando o aconchego da cria. Foi Oswaldo quem acendeu o cigarro “gaivota” que tinha tirado escondido da carteira do avô, deu uma tragada longa - o alumiar da brasa parecia uma candeia espalhando o aroma adocicado do fumo. Depois passou pra Suely que estava agachada perto do cocho de mandioca podre que fervilhava.
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- Puta merda! - falou tirando um talo de mandioca do cocho - Parece um pau de burro... - riu e mostrou para os irmãos.
Brincaram com a mandioca enquanto o cigarro passava de mão em mão, de boca em boca até não restar quase nada e foi Oswaldo quem deu a ultima tragada na bagana quase queimando o beiço.
Conversaram sobre as carreiras por entre os espinhais, dos trancos dos cavalos e da maestria dos caboclos arrebanhando o gado. Siméria olhou para o monte de sacos vazios e correu, atirou-se e ficou deitada com os braços cruzados às costas. O vestido de algodão verde cana com bolinhas vermelhas tinha subido e a calcinha estava toda à mostra, não se importava de se deixar olhar pelos irmãos. Suely também quis deitar no monte de sacos de estopa e começou uma luta entrecortada de gargalhadas. Oswaldo continuou sentado no tamborete espiando a brincadeira das duas.
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- Vem pra cá mano... - Suely chamou e Siméria se ajeitou pra deixar espaço entre as duas - Tu ainda tem cigarro?
Tinha, tinha surrupiado três cigarros, não tirara mais porque eram apenas onze e o avô poderia notar. Acendeu outro e deitou entre as irmãs, fumaram calados com tragadas fortes que logo deram por fim ao gaivota e ficaram quietos, sentindo o frescor da brisa noturna fazendo eriçar os pelinhos dos braços.
Não pensavam em nada em especial, apenas estavam ali deitados no monte de sacos vazios esperando o tempo passar, o somo gostoso começou a chegar, Siméria bocejou alto e Suely se mexeu e passou a perna sobre o corpo dos irmãos, o rosto ficou coladinho com Oswaldo.
- Se a mana não tivesse aqui eu ia querer um beijo na boca... - Suely sussurrou no ouvido do irmão - Tu pensa que eu não vi tu passando a mão na bunda da Marieta?
Oswaldo fechou os olhos, sentiu o corpo aceso e estremeceu quando a irmã meteu a língua em sua orelha.
- Tu já comeu ela? - perguntou assoprando dentro do ouvido do irmão.
Não! Não tinha comido ainda a moreninha fogosa filha do vaqueiro, mas tinha vontade e, sem se importar com a irmã caçula tascou um beijo na boca de Suely que se espantou com a ousadia do irmão. Não tinha falado de verdade sobre o beijo, apenas tinha falado só pra atiçar ele, mas não fez nada para impedir que a língua dele entrasse em sua boca.
Siméria estava cochilando e não viu os dois se beijando.
- Tu és doido mano? - Suely falou baixinho depois que ele desgrudou a boca da dela - Olha a Siméria aí...
- Ela tá cochilando... - falou depois de olhar para a irmã - E foi tu quem pediu!
Suely olhou séria para ele, já tinha pensado muitas vezes em fazer coisas com o irmão, mas Siméria sempre estava por perto.
- Tu és muito doido maninho...
E voltou a colar a boca na dele, dessa vez em um beijo carregado de desejos. A perna esfregava na cintura dele e sentiu o pau do irmão ficando duro, aquilo lhe deu mais tesão e pareceu enlouquecida, a mão nervosa farfalhava os cabelos loiros do irmão, a língua entrava e explorava os cantos gostosos da boca, e se chupavam com as respirações fortes, os corações martelando em batuques que se ouvia no ouvido, sentia a boceta ficando melada e um frio correndo serelepe pela espinha explodia bem no centro da vagina e sentiu a mão, quente e nervosa, segurando o peito por debaixo da blusa folgada e gemeu baixinho quando ele beliscou a pontinha inchada.
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Siméria tinha despertado com os movimentos nervosos dos irmãos e arregalou ou olhos os vê-los se beijando na boca, mas não falou nada, não disse nada e ficou quietinha como se ainda tivesse dormindo.
- Ai! - Suely sentiu uma pontada de dor quando ele apertou de novo o bico do seu peito - Assim dói... Não aperta... Não...
Mas ele não ouvia e voltou a beliscar o pequenino bico do peito da irmã, na verdade ele queria mesmo era estar lambendo e chupando os peitos pequenos e bem feitos de Suely.
- Deixa eu chupar... Deixa...
Ele pediu e, antes que ela lhe deixasse, levantou a blusa e viu as duas pequenas montanhas que era o alvo de seus desejos. Suely ainda tentou baixar a blusa, mas ele foi mais ágil e lambeu o biquinho róseo e ela sentiu-se desfalecer, o corpo estremeceu.
- Olha a Siméria... - falou baixinho - Não Valdo, não...
Mas não tentou mais abaixar a blusa, as sensações gostosas em sentir-se mamada pelo irmão foram mais fortes que o medo em ter a irmã caçula deitada do lado.
- Não Valdo... Não...
As mãos voltaram a acariciar a cabeça do irmão, a boca aberta e arfante era a certeza de que estava gostando.
- Espera... Espera... - pediu baixinho e arrancou de vez a blusa deixando livres os seios duros - Vem... Chupa... Vem... - pediu e guiou a cabeça do irmão para seu corpo.
Oswaldo parecia estar vivendo um sonho, um sonho que tinha sonhado por muitas noites e que voltava a sonhar toda vez que via a irmã nua em sua frente quando se trocava, ou ao vislumbrar a pontinha da sunga olhada de esguio quando, sem maldade alguma, ela abria as pernas em sua frente.
Siméria continuava de olhos fechados, mas escutava tudo, percebia os movimentos balançando o monte de sacos de sisal, naquele momento transformado em cama aos desejos sem freio. Ela mesma estava sentindo uma coisa estranha como se pequenos choques importunassem bem dentro da boceta, a respiração também estava forte, o corpo estremecia a cada contato inadvertido de um ou de outro.
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- Ai... Ai Valdo... Ai... - Suely gemia e suspirava - Não morde... Não... Ai...
O pau de Oswaldo estava duro e chegava a doer dentro do calção sem cuecas, espremido pelo corpo sedento da irmã.
- Chupa maninho... Isso... Ai... Isso...
E Siméria abriu os olhos e viu a irmã mais velha sem a blusa, com a saia desalinhada e com o irmão chupando seu peito e deitado entre suas pernas escancaradas.
E os peitos estavam avermelhados de tantas chupadas e pequenas mordidas e voltou a colar a boca à boca da irmã. Para os dois o tempo parecia não existir, apenas a realização de um pecado desejado lhes importava.
- O que tu vai fazer Valdo?
Suely estremeceu ao ver que o irmão tinha tirado o pau de dentro do calção e, com as mãos nervosas, tentava afastar a beirada da calcinha de algodão.
- Não Valdo... Não! Isso não... Não Valdo... Não...
Tentou afastar-se dele, fazê-lo largar a calcinha. Mas ele era mais forte e o desejo insano subjugara de vez suas forças.
- Não Valdo... Não Valdo... Não mete... Não... Não...
No rosto uma mistura de pavor e desejo, uma vontade louca de chorar ou de sorrir numa salada de sentimentos que não conseguia discernir o que realmente deveria fazer. Não queria seguir em frente, mesmo morrendo de desejos era maior o medo do que lhes pudesse acontecer, mas não fechou as pernas, pelo contrário, abriu mais sem sentir e fechou os olhos quando o primeiro toque da cabeça do pau de Oswaldo espremeu bem entre os grandes lábios encharcados pelos líquidos abundantes de fluíam de dentro da vagina morna e trêmula.
- Espera Valdo... Não maninho, não mete... Não maninho... Isso não... Não... Ai... Não... Ai...
E escancarou de vez as pernas sentindo que o pau do irmão ganhava terreno em direção ao seu interior, sentiu o roçar estranho do membro e um gostinho gostoso fez seu corpo estremecer e gemeu, prazerosa extasiada com a descoberta do gozo e gozou como ainda não tinha gozado nem quando se roçava a boceta ou dedilhava o clitóris nas noites fantasiadas.
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- Espera... Está doendo maninho... Dói Valdo, espera... Não! Ai! Está doendo...
Oswaldo não escutava nada, apenas agia por instinto metendo o pau na xoxota desejada da irmã.
- Ai... Maninho... Ai... Ai!
Deu um grito mais forte quando ele deu um tranco e meteu, de vez, até se colarem.
- Espera Valdo... Espera Valdo... Tira merda! Está doendo...
Ele parou por fim. Ficou parado, forçando o pau dentro da xoxota da irmã.
- Poxa Valdo... Olha... Entrou tudo... - ela sentiu algumas lágrimas singrando o rosto bem feito - Ai maninho... Tu quebrou meu cabaço... Ai... Espera...
E ele buscou seis lábios e se beijaram como dois amantes completamente tomados pelo desejo.
Siméria não sabia o que fazer, tinha visto o irmão comer a irmã e ela própria morria de vontade em ser ela, e não a irmã, sendo fodida por Oswaldo.
- Não goza dentro... Não goza dentro... - Suely pediu.
Aos poucos o irmão retomou os movimentos, entrava e tirava, ia e voltava cada vez mais nervoso fazendo a cama improvisada balançar com as estocada.
- Isso maninho... Isso... Eu... Vou... - a respiração ficou forte, bufava pelas narinas um ar quente e trêmulo - Ai... Ui... É... Gozei... Gozei... Não... Não Goza dentro... Não...
Os movimentos bruscos, as estocadas firmes e os gemidos de prazer da irmã era a única coisa que preenchia a mente de Oswaldo. Não queria também gozar dentro dela, sabia que uma gravidez seria a perdição total dos dois e, ao sentir que explodiria, arrancou-se rápido e nervoso e viu jorrar longos jatos de gala que bateram no rosto da irmã amante...
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Lembro como se fosse hoje a sensação gostosa e depois o medo terrível pelo que tínhamos feito.
Ainda ficamos deitados por muito tempo, voltamos a nos beijar e Suely, que ainda estava nua e com as pernas abertas - eu ainda entre elas - chorou baixinho querendo, como eu, entender como chegamos tão longe.
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Siméria foi quem nos chamou dizendo que já era tarde e que a gente tinha de ir dormir. Ela não falou nada, nem a favor e nem contra e ajudou Suely a se limpar.
Essa foi a primeira vez que fiquei com uma irmã... Eu tinha quinze anos e Suely dezessete.
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Continua