Compare Preços de: Fogão | Forno | Frigobar | Microondas | Geladeira
Lembranças que fazem gozar
Imagens do passado brincavam em minha mente e os tempos de aventuras irresponsáveis explodiam em luzes fortes, vivi e vivemos momentos que nunca vamos esquecer e nem queremos que se apaguem de nossa memória...
• • • • •
Tomaram café como se não tivessem tempo, quase se esqueciam das broas de tapioca. Saíram correndo para os pés de mangueiras centenárias, as galinhas de patos fizeram barulho e saíram da frente batendo asas.
- Quem chegar derradeiro é mulher do padre! - Suely gritou rindo, corria feito uma cabrita.
Subiram na mangueira sem se importar de cair, ninguém queria ser mulher do padre. Siméria passou pelos irmãos como se fosse um pé de vento, pulou segurando a galha arrastando no chão e subiu parecendo uma macaca. Suely olhou a irmã passar e apertou os passos, começaram subir quase no mesmo tempo, o irmão resfolegava segurando os galhos, folhas caiam.
- É tu! - falaram ao mesmo tempo, tinham sentado no mesmo momento.
Siméria riu, tinha empatado, os dois eram mulheres do padre. Respiravam agoniados, parecia que a carreira tinha sido maior.
- Tu dormiu aonde Mérinha? - Suely respirou forte - Tu não dormiu na rede...
Olhou para o irmão com um risinho moleque.
- Fui prá rede do Valdo... - olhou para a irmã - Fez muito frio...
Suely olhou para um e depois para o outro, tinha uma coisa esquisita, nunca a irmã dormiu com ele, sempre entrava em sua rede.
- Vamos brincar de que? - Siméria mudou de assunto, a irmã queria saber demais.
Lembrou de ter visto Valdo tirar a roupa dela na caverna, também era estranho, lembrava que a irmã tinha vergonha dele. Sentia uma pontada de ciúmes, era ela quem fazia as coisas, sempre puxou as brincadeiras e nunca teve vergonha do irmão.
- Vamos brincar de casinha... - respondeu com a cabeça cheia de idéias - Mas vai ter de ser no poço...
Ache solteiros sexy em sua cidade...de graça!!!
Olharam para ela estranhando, sempre brincavam na casinha que o avô tinha feito de alvenaria.
- E a do vovô? - Siméria perguntou.
- Não tem graça... A vovó vive espiando agente... - respondeu - A gente pega umas palhas e faz outra só nossa, vamos?
Não esperou que eles aceitassem, era assim o tempo todo. Bastava ter uma idéia que os irmãos tinham de seguir.
Desceram da mangueira e foram para o poço, bastante afastado da casa grande e nem o avô costumava ir lá. Pegaram os dois facões metidos na cerca dos porcos para cortar as forquilhas. Siméria buscou as palhas e os dois se encarregaram dos paus cortando galhos de maria-mole, pensava fazer uma casinha maior e mais alta, terminaram com um barracão que dividiram em três
- Tu é a filha e eu sou a mãe... - Suely sentou no chão - O Valdo é o pai...
No começo a brincadeira tava chata, era a de sempre, fingiam ser família e faziam de contas um bando de situações.
- Vá já pro colégio minha filha... - entregou um papelão como se fosse a pasta de livros - Não quero filha analfabeta...
Siméria saiu, sabia que tinha de esperar até a irmã chamar de volta, correu para a casa grande, a avó fazia doce de banana mexendo o tacho de cobre, quase esqueceu da brincadeira ajudando a avó e dona Sinhá com as coisas da cozinha.
- Agora vamos tomar banho pra dormir... - arrumou o papelão como cama - Nossa filha só vai voltar amanhã...
Tirou a roupa e fingiu tomar banho em um poço imaginário nos fundos da casa, Valdo esperou que terminasse para também fingir banhar. Entrou no quarto, a mulher estava deitada coberta com o pedaço de pano que tinham tirado do varal da avó.
- Já é tarde meu amor, deita logo... - afastou.
Valdo deitou e fingiu dormir, Suely esperou um pouquinho escutando para ver se não ouvia passos. Girou o corpo e passou a perna por cima do marido.
Aproveite a vida, viva grandes romances ai na sua cidade!!!
- Tu não me quer hoje meu bem? - falou sussurrando.
- Estou cansado demais mulher, vamos dormir que amanhã tenho lida na roça - respondeu virando as costas para ela.
Suely olhou para ele e lembrou da irmã caçula, não tinha certeza direito de ter visto, mas sabia que tinham feito alguma coisa na lagoa, estavam muito animados e Siméria se roçava nele o tempo todo.
- Tu não quer mesmo me usar meu marido... - passou a mão na cabeça dele - Se tu quiser eu quero...
Osvaldo lembrava da irmã na rede, do pedido e de como reclamou quando forçou o dedo pra dentro dela. Virou e olhou para Suely, não viu cara de brincadeira, não era como das outras vezes.
- Tu me quer? - a voz tremida - Vem meu amor, vem fazer tua mulher feliz...
Deitou direito e tirou a coberta, abriu as pernas e o irmão viu que estava nua, tremeu, sentiu aquele mesmo frio da barriga da noite com Siméria.
- É de brincadeira ou é de fazer mesmo? - perguntou sem saber.
- Se tu quiser a gente brinca, mas se tu quiser também é de verdade... - olhou para ele, sentia um fogo subindo por dentro da periquita - Como é que tu quer? De brincadeira ou de verdade?
Olhou nos olhos dela tentando descobrir alguma coisa, os peitinhos duros subiam e desciam, a barriga parecia tremer.
- Tu é que sabe... - um sussurro.
- Então a gente brinca de verdade... - abriu as pernas, sentia o fogo tomando conta das partes - Tu quer?
Respirou agoniado, olhou para o buraco que servia de porta, escutou pra ver se ouvia algum modo de gente chegando.
- E como tu quer? - perguntou, a piroca dura apontava para cima.
- Do jeito que tu quiser... - não sabia direito o que era aquilo, já tinha ouvido falarem no colégio quando se reuniam no banheiro pra falar de coisas proibidas - Tu sabe fazer?
Balançou a cabeça, só sabia bater punheta e passar a mão nas periquitas das garotas. Já tinha visto desenhos e uma foto que um colega guardava dentro do livro de gramática de uma mulher com as pernas abertas com um homem passando a língua.
Encontre as mais gostosas morenas em sua cidade!!!
- Tu mexeu com Merinha, não mexeu? - tinha de perguntar - Faz o mesmo comigo...
Olhou para a irmã e para as pernas, a periquita aberta e alguns poucos cabelos finos aqui e ali. Se arrastou para entre as pernas dela e olhou nos olhos, não falaram mais nada e ele lembrou do homem botando a língua no buraco da mulher. Abaixou e sentiu o cheiro saindo de dentro, Suely olhava sem saber o que ele ia fazer e o corpo tremeu quando ele lambeu e continuou lambendo.
- Tu gosta assim? - ele perguntou, um sabor estranho dentro da boca.
Suely balançou a cabeça.
- Foi assim que fez assim com ela?
- Não... Vi num retrato que o Januário tem...
• • • • •
Rolou na areia fina e deu saudades do tempo de criança. Iara pulava parecendo ela e Valeria corria chutando as ondas.
- A gente brincou muito... - Suely suspirou - Tu eras um boboca...
Sorriu para ela, Siméria afagou os cabelos do irmão sujos de areia fina. Gostava de ficar sem fazer nada e relembrar dos tempos de infância.
- Era tudo muito inocente... - Siméria espiava a filha correndo de mãos dadas com a prima - Não tinha esse negócio de internet, televisão só até dez horas...
- Na fazenda nem isso... - Suely cortou.
- Mas tinha as brincadeiras na areia... Preto fugido, lembra? Boca de forno, amarelinha...
Siméria voltou para aqueles tempos, voou nas asas das lembranças.
- Tu de lembra da Gracinha? - Suely riu - Tu vivia escondido com ela seu safado... E essa sonsa uma diabinha... - deu um peteleco no joelho da irmã que riu o olhou para mim - E eu pensando que a perdida era eu... Teve um dia que vi vocês dois no depósito...
---------------------------
Continua