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Alcântara e um presente de vida
Aqueles dias pareciam cobertos por manto de recordações, passamos horas conversando, não nos cansamos nunca de relembrar, mas havia outra coisa que não me saia da cabeça: Iara.
Domingo, 15 de fevereiro de 2004
- Você está meio saidinha com teu tio filha... - Suely caminhava com Iara - Se continuar assim...
- Ah! Mãe, deixa de besteira... - os braços cruzadas nas costas e a cabecinha cheia de pensamentos - Tu sabes que sempre gostei muito do tio, é quase um pai pra mim...
Mas dentro um sorriso querendo sair, não imaginava como a mãe ia ficar se soubesse de tudo.
- Mas tudo tem limites filha... Não vá com muita sede ao pote... - passou o braço pelo ombro da filha - E nem fazer besteira com ele... Você já viu o tamanho das mandioca dele?
- Deixa disso mãe... - sentiu a face corar - O tio Valdo não é dessas coisas...
Suely abaixou a vista e olhou para os pés descalços enterrados na areia molhada, não tinha medo que acontecesse, mas Iara era muito novinha.
- Mas tem cuidado com essas brincadeiras... - olhou para a filha e sorriu recordando o que tinha sentido na primeira vez - Tu não agüenta aquilo tudo nessa coisinha miúda...
Riu e abaixou a mão, passou entre as pernas da filha que eu um gritinho e empurrou a mãe, saíram correndo, Iara tentava alcançar Suely.
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- Tenho pensado muito esses dias... - Siméria parou - Joaquim é estranho...
- Lá vem tu com teus grilos - olhei a sombra e puxei Siméria, sentamos - O Joaquim trabalha demais...
- É isso o que me deixa preocupada, nunca tem tempo para a família - suspirou e deitou cruzando os braços debaixo da cabeça - Suely não reclama, mas Iara precisa de mais atenção dele...
Olhei para ela e sorri. Nem parecia a caçula falando preocupada com a irmã mais velha.
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- Deixa isso com Suca, ela dá os jeitos dela... - E tu?
Ela calou e ficou olhando as gaivotas esvoaçando em círculos espiando o mar em busca de peixe, piavam agoniadas e se bicavam no ar traçando curvas, vez por outra alguma despencava e mergulhava, saia voando apressada com um peixe debatendo no bico, outras perseguindo.
- Vou vivendo... Acho que o fogo dos dois apagou... - suspirou - Na certa tem outra por aí...
- E ele é doido de trocar uma gostosa como ela?
Ela suspirou e sorriu de novo, o sorriso bonito não dizia dos quase trinta e nove anos, passei a mão na barriga e meti dentro do corpinho do biquíni.
- Isso é falta daquilo...
- Tu não presta Valdo... - olhou séria - Gosto demais de ti meu irmão... - deixou que eu bolinasse o peito - Tu gosta da gente, não gosta?
- Não gosto, amo! - aproximei o rosto e beijei os lábios bem feitos - Vocês suã tudo que mais gosto na vida...
Passou o braço por minhas costas e me puxou, ficamos nos beijando como dois namorados.
- Olha essa sacanagem aí gente! - viramos, Suely estava parada olhando para nos - Lembrem que tem criança por perto.
Mas Iara estava deitada na beira da água se bronzeando ao sol. Suely sorriu e correu sentando em cima de mim.
- Tua irmã está preocupada contigo, eu também... - falei.
- Tem nada que ficarem queimando os miolos... - deixou o corpo cair entre nos dois – Estou na vida que pedi a Deus...
Parecia nunca falar séria, sempre brincando com tudo e dando asas para a imaginação.
- Que foi dessa vez? - olhou para a irmã - Não lembro de qualquer problema...
- É o Joaquim Suca... - Siméria sentou e cruzou as pernas - Nunca vejo ele com vocês... Está acontecendo alguma coisa?
- Não se preocupa com isso não Mérinha... - sentou - Deixa que cuido disso, devias te preocupar é com isso que anda meio enferrujado...
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Levou a mão para entre as pernas da irmã e empurrou o dedo, Siméria se assustou e gritou puxando a mão.
- Tu só pensa nisso menina! - riu - Vai ver que o Valdo está dando assistência, não é seu sacana!
Suely sempre foi assim, nunca sabia se falava sério ou se brincava. Mas era e é a luz que nos faz seguir avante, sem ela seriamos três irmãos enfadonhos como milhões que existem sem viver, sem saber o que é ser feliz...
- Falando sério... - pararam - Estou desconfiada de Iara...
Limpou as mãos e olhou para a filha deitada sozinha.
- Acho que essa moleca está apaixonada... - olhou para mim - Ela está diferente Valdo, meus grilinhos dizem que tem um tio mexendo com o coraçãozinho dela...
- Lá vem ela de novo! - Siméria balançou a cabeça - Deixa dessas brincadeiras, tua filha ainda é uma criança...
- Conheço uma que deu o rabo com nove anos... - abraçou a irmã.
Riram, Suely voltou enfiar o dedo por cima do biquíni, olhei as duas e me senti feliz apesar de saber que muita coisa ainda iria acontecer.
- Tinha dez anos e não nove sua depravada... E tu que adorava chupar o picolé dele? - rolaram na areia - Tu também deu a bundinha sua sonsa...
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- Falei sério Valdo... - Suely apertou minha mão.
Siméria sentiu que ela queria conversar e foi deitar do lado de Iara, saí de mãos dadas com Suely, era quase quatro horas e o barqueiro nos buscaria cinco. Não respondi, continuamos andando pela praia deserta, a maré começava subir.
- Ela está apaixonada por ti... - olhava as canoas retornando da pesca - Vive falando que adora tua casa e quando fala de ti é de maneira diferente.
- É uma garota Suely, tem só quatorze anos... Tu sabes que gosto muito dela...
- Sei sim Valdo, mas dizer a idade não representa nada... - ondas pequenas jogava água em nossas pernas - A gente começou brincar criança ainda...
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- São outros tempos... Éramos só nos três o tempo todo...
- E é só ela e você...
- Tu está pensando que...
- Estou... Estou pensando que tu és um homem gostoso, um tio que ama... - parou e puxou minha mão - Tu já pensou em comer Iara?
Olhei para ela e fiquei preocupado, mas ela não tinha como saber, fazia pouco tempo e tinha certeza de que Iara não falara nada.
- E se eu tivesse, o que tu farias?
Ela me olhou e voltamos a caminhar, paramos e olhamos para trás, as duas deitadas longe parecia também conversar animadas.
- Senta Valdo... - sentei e ela sentou escanchada em meu colo - Ela ia adorar esse pau... Mas não ia agüentar, a florzinha é pinininha... - riu.
- Tu agüentou...
Ficamos calados, em nossos pensamentos nossos momentos, todos esses anos nos amando de verdade. Ela suspirou forte e tirou meu pau, estava meio duro, afastou um pouco o corpo e segurou. A mão quente era a mesma de tantos anos, de tantas vezes. Movimentou até ficar duro, afastou a beirada do biquíni e encostou, olhava para nossos sexos, para a vagina depilada, não falamos nada nem quando ela levantou, colocou no lugar e sentou.
- Sempre gostei de teu pau enfiado... - movimentou o corpo - O Joaquim não sabe nada de trepar, só fez Iara...
Olhei para ela, não era costume falar do marido naqueles momentos. Subiu, olhou para baixo, o pau enfiado, a xoxota madura parecia tremer, sentou e ficou subindo e descendo. Siméria e Iara conversavam alheias ao que acontecia a poucos metros delas.
- Aprendi gozar com esse tua coisa gostosa... - a voz entrecortada - Só gozo de verdade contigo Valdo...
A face ganhou outra cor, o nariz dilatado, os olhos fechados, voei para trás, voltei no tempo...
• • • • •
- Olha teu marido doida! - fiquei com medo que Joaquim aparecesse.
Era sábado, dia 9 de janeiro de 1989. Suely me convidou para passar o final de semana com eles.
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- Deixa Valdo... - tornou sentar no colo do irmão - Ela bebeu demais e está dormindo... Por favor, deixa...
Olhou para ela sem acreditar, ainda estava em lua de mel, nem uma semana depois do casamento.
- Quero gozar meu irmão, quero gozar... - abraçou, beijou os olhos, o nariz e depois a boca - Só gozo contigo...
- E teu marido Suca... Vocês não transam?
Ela suspirou, os braços apertados colando nossos corpos, era noite sem lua, as ondas quebrando ruidosas na areia úmida.
- É diferente Valdo... - sussurrou - Contigo é melhor...
Se afastaram, a praia deserta, as casas pareciam perto demais, mas estavam há quase cem metros.
- Agora tu és uma mulher casada Suca... - passou o dedo no contorno do rosto - Não pode ser como antes...
- Não mudou nada... Largo ele! - falou séria - Se for pra te perder deixo ele...
Suspirou, mesmo quando casou não deixaram de transar, bastava uma folga para se meterem na cama e Susana, minha mulher, morria de ciúmes dela, também de Siméria.
- Somos dois sacanas - falou - Nunca vamos tomar jeito, não é doidinha?
Riram e tornaram se abraçar, Suely meteu a mão no calção e tirou o pau, apertou e olhou para ele.
- É desse que eu gosto... - ficou de cócoras, afastou o biquíni e sentou - Só gozo contigo mano, só gozo contigo...
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De noite no chalé Iara reclamou, tinha tomado muito sol, estava queimada demais.
- Fica assim mesmo filha... - olhou os seios pequenos e durinhos da filha - Teu tio não vai te atacar, não deixo...
Riu e saiu do quarto, Siméria estava sentada no chão frio e eu deitado na rede.
- Iara está toda assada... - sentou na rede comigo - Tu trouxestes creme Méria? - Siméria entrou e entregou a bisnaga.
- Não consegue nem deitar direito... - tornou sentar - Vai ser uma noite dos diabos pra ela.
Suely foi para o quarto e mandou a filha deitar.
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- Tira a calcinha, deixa eu passar creme...
Iara ficou nua e deitou na cama grande, Suely espalhou um fio de creme e passou com cuidado, pediu que virasse e passou nos ombros, no peito e barriga. Iara fechou os olhos sentindo um pouco de alívio, Suely passou nos pés, pernas e coxas, Iara abriu as pernas e ela viu, sentiu o corpo tremer e a vista empastar. Tirou a mão e olhou no rosto da filha de olhos fechados, tornou olhar para a vagina da filha e, com cuidado, aproximou a mão, tocou na vagina, Iara abriu mais as pernas e ela teve certeza. Levantou, fechou a porta com chave e voltou.
- Quem foi filha?
Iara abriu os olhos, fechou as pernas, mas Suely segurou.
- Quem foi o que mãe?
- Você andou... - suspirou - Quem foi que... Que... Que...
Gaguejou, não conseguiu falar a palavra chave, Iara forçou e fechou as pernas, não sentiu medo ou vergonha da mãe ter visto, mas tinha medo de dizer com que foi.
- Que é isso mãe? - sentou e cobriu o colo com o travesseiro.
- Foi o Valdo não foi? - tinha certeza de que tinha sido o irmão.
- Não?! - respirou forte, os pequenos seios tremeram - Não foi o titio não mãe...
Suely olhava fixo o rosto da filha, não sentia raiva nem nada, se tivesse mesmo sido ele sabia que não se importaria.
- Foi ele sim... - um sorriso no rosto abrandou o clima - Tu é mesmo uma pirralha peralta menina!
Iara olhou para ela sem entender, não tinha como saber do passado, da época em que não passava de um tiquinho de gente...
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Continua