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Relatos eróticos de Teens

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Mil e Uma Razões Possíveis

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Escrito dia 20 de julho de 2008 na categoria Teens por marcfauvel

Por mais inverossímil que possa parecer a alguns, a narrativa que se segue retrata episódios biográficos do narrador. Não se deixe deter pela barreira escatológica e siga em frente, caro leitor! Não falta erotismo e sexo nessas linhas tão carregadas de verdade.

Quando criança, eu tinha prisões de ventre homéricas. Podia passar horas a fio no banheiro, tentando em vão expelir aquele elemento estranho e quando, por fim, eu conseguia, via com horror, ultrapassando largamente o nível da água do sanitário, por vezes 30cm de um “toco” – vamos chamá-lo assim – duro, de cor sinistra.

Durante a infância, sempre contei com a ajuda exclusiva da minha mãe, que relaxava-me amorosamente o orifício com seus dedos de veludo até que ele se dilatasse o suficiente para comportar o diâmetro máximo do maldito toco. Mas lá pelos onze anos, já pré-adolescente e em plenos inícios masturbatórios, a notícia se espalhara tão bem pela família, que todos os adultos tinham o direito de opinar, quando não de me examinar. Avó, avô, tias, tios... e até empregadas mostravam-se mais solícitos para comigo nessas ocasiões do que em outras, por vezes mais graves, como quando eu tinha febres altas que me levavam ao hospital! Quantas vezes eu não senti as mãos ávidas da parentela separando as minhas nadegazinhas de menino para encontrar o minúsculo orifício de saída e – diziam eles – “ver se já está saindo”. Fosse deitado de costas na cama com as pernas escancaradas e brutalmente empurradas contra o peito, fosse debruçado numa mesa com as pernas a balançar, fosse sentado no próprio vaso sanitário, eu era invariavelmente, repetidamente submetido às humilhantes intervenções adultas, por vezes assaz sofisticadas, como a quela em que minha tia Sofia, grande conhecedora desses inconvenientes, cismou de alargar-me o fiofó com um instrumento ginecológico que achei parecido com um pequeno bico de pato que se alargava por meio de uma alavanca. Ela só conseguiu empurrar de volta para dentro o que já estava para sair por vias naturais, mas com isso, inaugurou-se uma nova era: a família em coro concluiu que, se eu franqueara à minha tia Sofia a passagem do dito instrumento, não teria por que vedar aos demais membros o acesso ao meu âmago. A coisa foi tomada como acordo tácito e, até os meus quase doze anos, creio que poucos foram os parentes mais próximos que não me haviam sodomizado com um dedo.

Mas vamos adiante. As conseqüências de condicionamentos semelhantes nunca são as mesmas em cada indivíduo a eles submetidos. Em mim, a associação da constipação intestinal à manipulação dos meus posteriores por outrem tornara-se perfeitamente natural, embora eu entendesse que a quase totalidade dos meus amigos e colegas, vizinhos, e até parentes do mesmo sexo e da mesma faixa etária que eu jamais compartilhariam a minha opinião, caso eu a manisfestasse abertamente. Todavia, o que rege o comportamento de um menino de doze anos não é unicamente o entendimento; a necessidade fala muito mais alto, quando não berra! Assim foi que, em pleno acantonamento escoteiro, tendo sido acometido de uma violenta crise, vi-me sem outra alternativa senão a de pedir ao meu companheiro mais próximo, o Felipe, que me examinasse o escapamento e relatasse de que tamanho era a coisa. Ele riu quando lhe falei do meu estado, mas não do que lhe pedi para fazer. E lá fomos nós para o banheiro, que estava desocupado porque uma atividade lacustre estava em curso. Mal o Felipe fechou a porta do reservado, dei-lhe as costas, baixei minha sunga e separei as nádegas, puramente concentrado no meu objetivo. Felipe, colado á porta, curvou-se e olhou.

- E aí? perguntei, forçando ao máximo para já ir tentando expelir o indesejável “toco”.

- Dá pra ver a pontinha escura; parece bem dura!

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- Tá muito aberto?

- O cu? Um pouco.

- Vou forçar mais.

- Saiu mais um pouco, mas acho é bem mais grosso lá dentro. Isso dói?

- Dói quando eu forço. Mas nem forçando muito eu consigo sozinho.

- E como você faz, então?

- Lá em casa, todo mundo ajuda, mas aqui não dá, né!

- Caraca! Eles enfiam a mão no teu cu? Pegam no teu cocô?

- Não... Quer dizer, mais ou menos..., respondi embaraçado diante do espanto potencial do Felipe.

- Então o que eles fazem?

- Ah, depende... Não vou ficar explicando agora.

- Então o que é que eu tenho que fazer?

- É só você ficar assim, olhando até a parte mais grossa sair. Quando a ponta sair todinha, é só eu fazer força que o resto passa. Sozinho eu não consigo saber qual é a grossura máxima e fico com medo que machuque.

- Tá legal, então. Tô olhando.

- ...

E ele se agachava e ficava olhando para o meu cu até se certificar do diâmetro máximo do toco. Felipe era de uma paciência à toda prova; não só assistia aos meus “partos” – que se reproduziram algumas vezes em sua companhia – como me consolava quando a dor era tão aguda que me levava às lágrimas e ao adiamento. Acabamos virando amigos graças a essas estranhas circunstâncias. Passamos a nos encontrar fora do escotismo, jogávamos futebol, íamos ao cinema e freqüentávamos a casa um do outro.

Um belo dia, eu fiz treze anos e, subita e inexplicavelmente, meu mal expirou. As semanas após o último episódio de sofrimento foram se sucedendo e não houve mais episódios. Eu estava livre!

Livre? Em termos ou, digamos, livre das constipações, mas não de uma “seqüela” das mais inesperadas. Com o passar do tempo, fui experimentando uma sensação que, na época, eu não conseguia descrever. Era como uma carência de estímulos anais intensos acompanhada de um “vazio” retal. É compreensível; durante anos a fio, meu pequeno orifício fora submetido a extraordinárias dilatações e meu reto fora preenchido por verdadeiras “toras” de fezes endurecidas! Hoje me parece lógico que, na época, eu tenha experimentado alguma estranheza quando da brusca cessassão desses estímulos. Nós aprendemos sempre, não importa a natureza – positiva ou negativa – da experiência. Eu conhecia por demais as funcionalidades do meu aparelho excretor para passar a ignorá-lo do dia para a noite! Foi assim que, ainda aos treze anos, depois de dar uma longa folga aos meus posteriores, voltei a dar-lhes atençaõ, dessa vez mais serenamente.

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Ainda me lembro bem daquele dia, no banheiro da minha casa. Como de costume há algum tempo, eu tirara o pesadíssimo espelho que ficava acima da pia e o pusera no chão para me ver de baixo para cima e, contemplando meu pau, meu saco, minhas coxas e minhas polpas já generosas, de menino fortinho de metro e sessenta, me masturbar até ser tomado pela incomparável sensação do orgasmo, assistir ao espetáculo do esperma sendo ejetado, percutindo a cortina do box e escorrendo rumo à banheira. Foi nesse dia que eu decidi, pela primeira vez, enfiar um dedo no cu com objetivos libidinosos. Olhando para o espelho entre minhas pernas, comecei a acariciar minha bunda, sentindo no fundo do rego os meus dedos resvalarem nas pregas. Ainda com receio, fui entrando só com a extremidade da falangeta do dedo médio, concentrado na resistência do anel, na dilatação, mas, principalmente, na sensação de entrada, oposta àquela que eu conhecia tão bem. Recuei, voltei a avançar, entrei mais fundo, tornei a tirar, percebendo a diferença entre cada sensação. Longos minutos depois e após descobrir que não há lubrificante sexual mais eficaz do que um pouco de saliva bem viscosa, eu conseguia entrar com o máximo de comprimento do dedo em meu cuzinho agora confiante. Graças à minha experiência, eu sabia que o interior era uma cavidade e não um túnel e logo a explorei em todas as direções, dobrando o dedo para sentir a parede interna em toda a circunferência anal. Quanto à sensação de entrada, devo dizer que a considerei uma das mais prazerosas que eu experimentara até então. Contemplando através do espelho o meu pau teso – grosso em relação às minhas coxas ainda em desenvolvimento – e os gomos lisos da minha bunda separados pela mão e só meio dedo médio entrando e saindo do meu cu, cheguei ao pico da exitação e comecei a me masturbar com a mão livre. Em dois minutos, atingi um orgasmo de muitos jatos longos e fartos, ao mesmo tempo que eu redescobria de outro modo as contrações do meu ânus. Quando terminou, tive que ajoelhar no chão, sentindo o gelado do espelho contra a minha bunda e meu saco. Eu estava de pernas bambas, coração aos pulos, cabeça formigando e olhar perdido, incapaz de focalizar. Eu acabara de descobrir que o movimento inverso àquele que me torturara a vida toda me proporcionava um prazer sem igual.

Continuei levando minha vida de menino de bairro, brincando com os vizinhos desde o momento em que eu terminava os deveres de casa até a hora do jantar, freqüentando às reuniões semanais e atividades do grupo escoteiro e saindo muito com meu amigo Felipe. As meninas bonitas começavam a me interesssar, mas eu ainda era muito crianção para despertar qualquer interesse nelas. Meu contato com o sexo feminino ainda era integralmente platônico e limitava-se às masturbações que eu dedicava àquelas que eu via de saia curta na escola, de roupa apertada ou seminuas na piscina ou na praia. De vez em quando, eu participava de uma punheta coletiva no meu prédio, em que uma roda de dez meninos baixávamos a bermuda e só parávamos de nos masturbar depois que tivéssemos ejaculado até a última gota. A visão dos paus duros alheios, todos diferentes e de vários tamanhos, era um estímulo certo e essas ocasiões eram aguardadas com muita impaciência por toda a galera.

Minhas sessões de punheta solitária estavam, porém, indefectivelmente associadas ao prazer anal, a tal ponto que, aos poucos, fui sentindo a necessidade de aumentar o calibre do que eu introduzia no cu. Do dedo, passei brevemente para o cabo da escova de dentes – uma rápida regressão – e logo descobri outros cabos, os das escovas de cabelo, de preferência aqueles cujo diâmetro era maior no centro e bem lisos, facilmente laváveis e perfumáveis. Fiquei mestre em me masturbar com a mão esquerda enquanto, com a direita, socava no cuzinho os grossos cabos manipulados pelas mulheres da família. Isso, aliás, redobrava em intensidade as minha fantasias, que eram cem por cento heterossexuais. Algumas vezes, toquei punheta junto com o Felipe, mas nem com esse amigo tão íntimo eu me concedia o prazer integral, limitando-me a compartilhar o espelho para que ele também se visse de baixo para cima, uma perspectiva que me parece até hoje a mais excitante. Meu melhor amigo tinha as costas empinadas e uma bunda branca, lisa, estreita mas saliente, que produzia duas dobras muito bem definidas no alto das coxas recobertas apenas por uma fina penugem loura. Ela me excitava, mas, apesar da nossa intimidade, eu não tinha coragem de confessar meus novos hábitos. Eu fingia estar completamente concentrado em nossos paus e no assunto feminino que os manteria em riste até a ejalculação. Como todo adolescente, repetíamos as clássicas brincadeiras de tentar passar a mão um no outro, fazendo ruídos sexuais com a boca e fingindo zanga de macho quando o outro conseguia um “touché”.

A verdade é que esse contato eventual com a bunda do meu melhor amigo foi formando em mim um tipo de idéia fixa. Passei a sonhar freqüentemente com o Felipe completamente nu no meu quarto fechado e a sentir um calor e uma excitação extremos durante esses sonhos, a ponto de ter tido algumas poluções noturnas. Esses sonhos não envolviam penetração, apenas nudez, mas acabaram transbordando para a vida real. A partir de um certo momento, a menor oportunidade de ver o Felipe de cuecas em casa ou de sunga na piscina se tornou, para mim, uma ocasião de rememorar sua bunda bem feita e fazer minha libido disparar.

Às vezes, coisas ínfimas desencadeiam grandes desdobramentos. Nós tínhamos treze anos (na verdade, treze eu e doze ele, com seis meses de diferença) e ambos gostávamos de motocicletas. Na garagem do prédio do Felipe havia uma Kawasaki enorme e nosso sonho era montá-la. Como o receio de sermos apanhados em flagrante pelo porteiro mal-encarado era grande, resolvemos montá-la juntos, ele na frente, eu na garupa. Assim que ele fingiu acelerar, meu primeiro gesto foi de agarrá-lo pela cintura e entrar na brincadeira, mas aquilo me lançou de volta à minha fantasia erótica. Sentindo-me tão perto, comecei a me excitar e a agarrar meu amigo com outras intenções. Felipe percebeu instantaneamente, mas, para surpresa minha, só disse que depois ia querer ficar na garupa também. E foi assim que, pela primeira vez, nós aliviamos a tensão sexual um no outro. Me lembro de que terminamos a brincadeira na moto um tanto sem jeito, mas tensos, acalorados, insatisfeitos... E me lembro que que voltamos a nos sarrar no elevador, do mesmo modo como havíamos feito na moto, um de cada vez agarrando o outro por trás. Essa “brincadeira” durou e chegou a ter tal intensidade que eu cheguei a gozar na roupa esfregando-me no Felipe em algum canto de garagem, na “nossa” moto, em elevadores, escadas, sempre lugares públicos, nunca dentro das nossas casas. A brincadeira se estendeu às férias de verão, que a família dele me convidou a passar com eles, numa cidade de praia. Logo notei que eu assediava muito mais o Felipe do que ele a mim. Era como se a minha libido se manifestasse com muito mais intensidade e, por falta de mulheres para descarregá-la, eu estivesse “usando” esse amigo tão condescendente. A cada solicitação minha, ele se limitava a resmungar um pouco, mais por tédio do que por censura, mas logo se virava de costas para que eu o agarrasse por trás. Lembro-me de que as sensações foram especialmente intensas naquelas férias de verão, porque tudo acontecia de sunga ou short de banho. Dentro d’água, no banheiro, no quarto ou em qualquer situação em que estivéssemos sozinhos, dez vezes por dia, eu implorava ao Felipe que se virasse e me esfregava nele, sentindo meu pau duro em contato com a sua bundinha. A coisa era bastante desigual: a cada quatro vezes, ele só exigia a recíproca uma vez. Mas isso não o aborrecia, só impacientava um pouco quando ele tinha alguma diversão em vista e eu o retinha com os meus assédios.

Dois episódios daquele verão são dignos de registro. No primeiro, era noite, nós estávamos indo encontrar os adultos que pescavam até bem tarde e, ao passar pelos chuveiros do campo de vôlei, eu pedi ao Felipe para darmos uma entradinha. Ele assentiu e, pela primeira vez, talvez pela situação única de estarmos na mais total escuridão (os chuveiros eram apenas compartimentos a céu aberto com portas que só escondiam até as canelas), concordou em baixar o short. Eu não via absolutamente nada, mas a sensação do contato direto do meu pau duro contra aquela bunda que eu sabia tão perfeita, minha glande sendo descoberta pelo atrito com os dois gomos, os movimentos um pouco hesitantes do Felipe, que não admitia, é claro, sentir muito prazer numa situação tão flagrantemente homossexual, tudo isso foi para mim tão extraordinariamente erótico e prazeroso que jamais esquecerei de um segundo sequer daquele rápido momento no chuveiro do campo de vôlei.

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O segundo episódio se deu no quarto, nas mesmas férias. Nos deram um beliche e eu fiquei embaixo. Felipe foi o primeiro a deitar e ficamos conversando um pouco, falando do que faríamos no dia seguinte. De repente, me dei conta de que eu estava em plena ereção e a primeira coisa que me veio à cabeça foi mostrar meu pau duro ao Felipe. Sorrateiramente, saí da cama, subi a escadinha e, quando fiquei com a cintura na altura do corpo do meu amigo, pus o pau para fora e mostrei, dizendo: “Olha como está duro!” Felipe reagiu com a fleugma habitual, olhando sem ver muito. Minha réplica veio de estalo: “Quer pegar?” Ele respondeu já se virando para o lado e empunhando o meu pau. Me lembro de ter dito: “Quente, né?” e da resposta lacônica: “É.” Nessas horas, o papo vai embora. Não sei por que preferi não insistir, mas desci do beliche fui direto para o banheiro me masturbar. Era a primeira vez na vida que alguém pegava no meu pau, não pude me conter.

Cheguei a achar que esses episódios criariam algum tipo de “dependência sexual” do Felipe em relação a mim, mas me enganei. Ele era completamente independente, perfeitamente masculino e, logo após a volta ao Rio, ficamos um bom tempo sem nos ver porque ele andou freqüentando bem mais uns outros amigos com os quais ele tinha outras afinidades, acho que desportivas. Além disso, as aulas recomeaçaram, novos amigos apareceram de ambos os lados eu passei meus quatorze anos da maneira mais normal possível. Cheguei a dar meus primeiros beijos numa vizinha, com quem eu teria um namoro tórrido mais tarde.

Mas meus hábitos masturbatórios continuavam exigindo o estímulo anal e eu me tornei um perito em descobrir novos apetrechos alargantes e penetrantes. Durante algum tempo, usei uns tubos de ensaio de grosso calibre (meu polegar cabia neles) e muito compridos, que eu introduzia quase completamente no cu, deitado de bruços na cama, enquanto me masturbava com movimentos da pélvis, vendo revistas pornô, a Playboy ou a Hustler que um colega me emprestava. Para mim, o orgasmo prazeroso continuava indissociável das contrações anais.

Foi aos quinze anos que tomei a decisão mais audaciosa de toda a minha adolescência. Eu ainda não tinha transado com meninas, me masturbava furiosamente (às vezes três vezes por dia) e continuava sendo assediado por sonhos eróticos com protagonistas masculinos nus, com a diferença de que o ator principal desses sonhos já não era exclusivamente o Felipe, mas qualquer colega, vizinho ou amigo que tivesse uma bunda “boa”. E em vez de simplesmente vê-los nus, de costas, eu comecei a sonhar situações realmente sexuais, em que eu os comia em vários lugares, sempre de quatro, fazendo-os gemer com meu pau entrando em suas bundinhas lisas e generosas. Isso foi me deixando num estado de tensão sexual tão grande, que não vi alternativa senão “provocar” a minha primeira relação sexual. Ora, a única pessoa que eu conhecia, capaz de entender profundamente o teor da minha necessidade era ninguém mais do que... Pois é, o Felipe! E a decisão mais audaciosa de toda a minha adolescência foi a de, precisamente, chamar o Felipe à minha casa e, dentro do meu quarto, cara a cara, contar a ele sobre o meu estado.

Não vou tentar convencer o leitor de que tudo isso é verídico; só lhe peço que acredite que se trata da mais pura verdade. Em determinado dia do meu décimo quinto ano, telefonei para o Felipe, que eu só via então nas reuniões do grupo escoteiro, e pedi a ele para vir à minha casa à tarde. Eu estava sozinho e nervosíssimo. Quando ele chegou, fomos direto para o meu quarto, fechei a porta, tomei coragem e, de pé, a dois passos dele, expliquei que estava me sentindo constantemente excitado, tendos sonhos eróticos e que eu queria demais que ele me deixasse, pelo menos uma vez, "botar" o meu pau na bunda dele, de verdade, sem roupa. Eu não disse 'comer'; usei espontaneamente palavras não pejorativas que só revelavam o meu estado físico e a minha desmesurada carência sexual. Talvez tenha sido essa escolha espontânea e sincera das palavras que, para espanto meu, tenha motivado o Felipe a, novamente, responder agindo. Ele simplesmente me olhou com ar de que me conhecia muito bem e foi abrindo o cinto para baixar a calça azul do colégio e a cueca – uma cueca de tecido azul claro de furinhos – e se debruçar na minha cama alta, empinando a bunda branca que tanto me exitava e que ainda era a minha predileta. Eu podia comê-lo!

E comi. E trepamos como só adolescentes trepam, isto é, sem manhas, sem hipocrisia, com toda a naturalidade para expressar tanto o desconforto quanto o êxtase. Inicialmente, “errei o buraco” várias vezes, até que, tateando com os dedos, consegui direcionar meu pau para a apertadíssima entrada. Depois, foi a vez de Felipe descobrir sozinho que só se consegue dar sem dor um ânus relaxado. Quando essas condições estiveram reunidas, pus força no corpo e senti minha glande ser dolorosamente comprimida pelas paredes do ânus. Felipe gemeu, gritou, reclamou, disse que “se era assim”, queria parar. Eu fiz uma pausa, mas pedi para recomeçar. Lembrei da saliva grossa e deixei escorrer um grosso fio que ligou minha boca ao meu pau duro entre os gomos deliciosos da bunda branca e lisa do meu amigo. Foi a solução. Vi a glande vermelha começar a ir sumindo pouco a pouco, sentindo-a ser tragada pelo cuzinho que, embora ainda incrivelmente apertado, concedera enfim acolhê-la, sob os protestos de dor do Felipe, que se contorcia na minha cama, me empurrando para trás com a mão na minha barriga. Parei de novo e esperei, mas não saí de dentro dele. Quando ele se acalmou, peguei-o pela cintura e puxei-a para mim. Meu pau arqueou e fez que ia sair. Tive que segurá-lo firme e fazer ainda mais força. Felipe chegou a ficar quase de pé para combater o desconforto. Quando o convenci a curvar-se de novo, a ficar bem debruçado na cama, abrir as pernas e empinar ao máximo a bunda, fui tão certeiro para empurrar que a cabeça mergulhou para dentro. Felipe exclamou, numa voz assustada: “Entrou tudo, cara! Tá me arrombando! Tira!”

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Rindo e fazendo outra pausa, expliquei que a cabeça tinha passado mas faltava o resto. Felipe queria desistir ali mesmo, argumentando que eu já deveria estar satisfeito e que poderia, inclusive, gozar. Para mim, estava fora de cogitação terminar daquele jeito. Pedi calma e esperei que, em sua infinita paciência, ele se resignasse novamente. Minutos depois, pude tornar a cuspir no pau e prosseguir. Para nosso prazer mútuo, minha saliva e, talvez, o suor anal produzido pelo atrito lubrificaram tão bem o cu que meu pau acabou deslizando lentamente para dentro, até que vi a bunda do Felipe completamente encaixada entre as minhas coxas.

Quando pude enfim me concentrar na sensação do cu pulsando, espremendo energicamente o talo do meu pau, meu amigo deu sinal de que estava começando a sentir prazer. Intuitivamente, iniciei os primeiros movimentos do sexo de toda a minha vida, registrando cada sensação, como a do repuxar do freio da glande, a da pressão do cu percorrendo meu pau, a da umidade do local, a dos odores, a do tato... Éramos jovens, mas soubemos descobrir o que tínhamos que descobrir. Meus movimentos foram se tornando cada vez mais livres e amplos. Eu via meu pau entrar e sair quase todo. Felipe também começou a aprender a extrair o maior prazer possível de cada ida e vinda. A lubrificação aumentou, vi minhas coxas baterem com mais freqüência e mais força nas dele, o relaxamento do ânus chegou ao ideal e nós entramos em harmonia. Estávamos trepando de verdade! Entre nós não havia viado nem macho, passivo nem ativo. Éramos só mais dois caras de sorte descobrindo o sexo na idade em que o sexo tem que ser descoberto.

A harmonia e perfeição dessa primeira penetração me deixaram exultante e Felipe começou a demonstrar um real prazer quando tudo fluiu e não havia mais a mínima dor. Contudo, os minutos foram passando e eu não sentia o menor indício de que ia gozar. Eu me sentia como se pudesse ficar ali a tarde inteira, entrando e saindo do Felipe com a intensidade que fosse. O desejo de gozar estava presente, mas só na vontade, não no corpo. Comecei a procurar uma razão, olhando para baixo e vendo meu pau sumir e ressurgir entre os dois gomos branquinhos da bunda do meu amigo quando, subitamente, me lembrei do meu velho condicionamento. Foi um choque. Seria hora de confessar o segredo mais bem guardado da minha existência? Abaixo de mim, Felipe começava a dar sinal de cansaço, respirando forte e voltando a mexer o corpo, cobrando-me silenciosamente o final da trepada. Mas o final da trepada é o orgasmo, a ejaculação, e nada estava mais longe das intenções do meu corpo do que gozar. Tive que tomar a segunda decisão mais difícil da minha vida na mesma ocasião e a tática que me pareceu mais adequada foi a de entrar na pele do meu amigo e agir em vez de falar muito. Sem parar de penetrá-lo, puxei o Felipe pela cintura e o fiz ficar de pé. Em seguida, peguei a mão dele e pus na minha bunda. Ele se espantou um pouco, mas começou a acariciá-la e, enquanto ele se distraía com isso, eu lubrifiquei bem meu cu com saliva grossa e disse, com toda a naturalidade do mundo: “Mete um dedo, Felipe.” Ele já estava numa espécie de torpor porque eu não parava de socar, mas a mudança de posição foi uma boa idéia e elevou o grau de excitação. Suavemente, ele levou a mão até o meu rego e procurou o cu. Eu disse a ele que já o tinha lubrificado. Ele massageou a entrada e começou a introduzir um dedo. A velha sensação ressurgiu na hora, com toda a carga erótica imaginável. Enquanto eu puxava o Felipe lentamente para mim, deixando apenas que o nosso balanço cuidasse da penetração, fui sentindo meu cu ser sutilmente dilatado pelo dedo do meu amigo e começar a pulsar sobre ele, tentando engoli-lo ao máximo. Felipe me pediu para confirmar se era isso que eu queria, mas só pude responder num gemido, porque a onda do orgasmo mandou aviso, no fundo do meu ser. Felipe tinha se virado para a direita e estava apoiado com o braço livre numa prateleira da estante, enquanto, com o outro, entrava e saía do meu cu, como eu do seu. Me senti na obrigação de agradecer e resolvi “retribuir” afagando-lhe o pau e as bolas com a mão esquerda - a da punheta. Isso trouxe de volta a amobos excitação plena. Felipe recomeçou a gemer sem a componente de cansaço ou desconforto, controlando com seus puxões a minha penetração. Seu pau, estimulado por mim, voltou a ficar duro ao máximo e senti a pele espessa e rugosa do seu saco esticar-se. Tudo isso se passou em dois ou três minutos e, subitamente, a respiração do Felipe mudou, ele começou a anunciar seu gozo e calculei que poderíamos gozar juntos. Acelerei os movimentos em seu cu, apertando-o pela cintura para senti-lo completamente colado em mim, virei-o para o centro do quarto, já segurando ao máximo o meu próprio orgasmo e, assim que ele deu o primeiro jato, senti um espasmo fortíssimo e explodi em seu cu, fazendo Felipe gemer forte a cada vez que o meu pau pulsava e despejava um jato de esperma no seu reto. Fiquei dentro dele, puxando-o com força pela cintura e sem parar de masturbá-lo, sentindo seu pau pulsar na minha mão e dar várias cuspidas no vazio do quarto. O clima erótico ficou tão intenso, que as inibições e barreiras caíram totalmente e nos vimos entregues um ao outro, Felipe forçando sua bunda para trás e puxando meu corpo contra o seu; eu segurando o sexo dele com vontade de proporcionar o maior prazer que ele jamais tivera. Quando os espasmos foram cessando e nossos paus pararam completamente de ejacular, ficamos no meio do quarto, colados, respirando forte, até que meu pau deslizou suavemente para fora e ficou pendurado entre as minhas coxas, semi-anestesiado. Me lembro de ter sentado na cama, um pouco assustado ao ver a cabeça tão vermelha e dolorida. Cheguei a pegá-lo para examinar o local e tive um alívio quando vi que o freio da glande não havia sido rebentado. Felipe, por sua vez, voou para o banheiro e voltou com a mesma cara boa e simpática de sempre.

Senti meu amigo transifgurado, achei seus olhos mais brilhantes e vivos do que de costume. Talvez aquela nova fisionomia se devesse ao fato de que ele tinha acabado de fazer o mais belo gesto que jamais outra pessoa me faria na vida. Felipe foi a pessoa que fez com que eu me conhecesse e me aceitasse como sou. Se não fosse por ele, as mulheres da minha vida, que eu começaria a conhecer a partir de poucos meses depois daquela data histórica, teriam sido outras, teriam sido as mulheres “erradas”, mulheres que não tolerariam o meu modo peculiar de chegar ao meu melhor orgasmo. Foi graças ao Felipe que eu pude encontrar as mulheres “certas”, as mulheres de horizontes amplos, aquelas que entendem perfeitamente a amplidão e riqueza do prazer masculino. É por isso que dedico ao Felipe este relato, através do qual eu quis mostrar o quanto é diversificado o leque das causas possíveis para as atitudes sexuais de cada um.

Uma mudança de cidade nos separou para sempre, mas se porventura algum dos meus leitores ouvir, de algum Felipe, um relato que seja a contraparte deste, queira transmita-lhe a minha mais profunda simpatia e meu eterno agradecimento.

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