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Como o “tratamento de choque” preparado por Gabriel e seus amigos teve um desfecho – digamos assim – não traumático, Bruna concordou em ter um tipo de namoro com Gabriel, que se revelou profundamente apaixonado, atencioso e seriamente intencionado a seu respeito. Bruna sabia que Gabriel não seria seu companheiro definitivo, mas a presença dele era tão agradável e sempre carregada de desejo que ela se sentia preenchida e realmente feliz. Toda tarde, por volta das 5h, ela ia ajudá-lo a fechar a mercearia e eles passavam uma ou duas horas descobrindo o sexo de todas as maneiras possíveis, desde que sua virgindade não fosse ameaçada.
Narcisista, Gabriel gostava de ir para o depósito e fechar a porta para que Bruna o encontrasse completamente nu, de pé no meio do enorme cômodo cheirando a cereal, e fosse se despindo diante dele, olhando seu membro avolumar-se e subir até quase colar no umbigo, expondo o saco redondo e liso contra suas coxas grossas e musculosas, recobertas de pelinhos louros esparsos. Assim que ele batia os olhos naquele corpo moreno claro, tão jovem e ao mesmo tempo tão pronto para o sexo, ele sentia o líquido transparente e abundante da excitação aflorar e gotejar da sua glande vermelha até o chão de cimento. Isso o deixava alucinado de excitação. Gabriel ficava lá, de pé com as pernas entreabertas, esperando que Bruna se aproximasse e, ajoelhando-se, colhesse entre os lábios a sua glande encharcada e brilhante, sorvensse seu néctar e o fizesse fremir de desejo de penetrá-la. Nada o alucinava mais do que vê-la olhando-o diretamente nos olhos enquanto, poucoa baixo, seu pênis deslizava entre seus lindos lábios rosados e carnudos. Invariavelmente, isso provocava uma primeira ejaculação-monstro, em vários jatos fartos, que Gabriel direcionava para onde quisesse ou simplesmente deixava Bruna engolir enquanto contemplava, suas expressões faciais. Sempre sorridente, Bruna já se acostumara ao seu esperma quente, de sabor ligeiramente adocicado e textura sem visco.
Em seguida, eles se amavam, trocando palavras sensuais, carícias íntimas e beijos, até que Gabriel estivesse novamente cheio de desejo. Bruna desaparecia por alguns minutos e voltava preparada para proporcionar ao namorado o prazer mais agradável possível. Gabriel habituara-se à exigência de penetrá-la exclusivamente por trás. Ele respeitava o desejo de Bruna, embora isso o intrigasse e entristecesse um pouco, pois ele não podia deixar de indagar a quem ela concederia sua virgindade. Bruna gostava de sentir-se profundamente penetrada pelo grosso membro de Gabriel, que a abria e preenchia deliciosamente enquanto as duas poderosas coxas espremiam-na com força contra a mesa ou os sacos de cereal em que ela estivesse apoiada, fazendo-a sentir-se frágil e indefesa. Enquanto Gabriel entrava e saía dela rapida e vigorosamente, Bruna se masturbava até o orgasmo, sempre muito intenso porque as preocupações habituais estavam ausentes dessas relações obrigatoriamente anais.
Os meses do décimo-sexto ano de Bruna foram se passando, até que, um belo dia, sua mãe recebeu um telefonema de D. Flora; toda a família viria à fazenda; eles chegariam juntos na sexta-feira da mesma semana, à noitinha. Inebriada de felicidade, Bruna foi à sede todo dia, depois do colégio, ajudar a mãe a preparar tudo. Ela se encarregou dos quartos. Ao fazer a cama de Caio, ela se lembrou do menino bonito de cabelos pretos e olhos serenos, de sua tranqüilidade e do sexo longo e curvo, o primeiro que ela vira e tocara, objeto de seu primeiro contato sexual. Em seguida, no quarto dos gêmeos, Tiago e Flávio, veio-lhe a imagem nítida da aventura a três no banheiro da sede velha. Ela tentou imaginá-los da mesma maneira, ambos nus diante dela, porém mais crescidos, com corpos mais desenvolvidos e membros ainda maiores. Talvez eles quisessem “brincar” com ela durante a próxima estada.
Depois de ficar longos momentos relembrando dessas suas primeiras experiências, que os meses iam carregando para longe, Bruna seguiu para os quartos das meninas. Primeiro o das mais novas, Julia e Clara, ainda decorado de maneira infantil, depois o de Isabel, sua confidente. Como estaria a menina linda e esguia que lhe dera as primeiras dicas sobre os meninos, sobre sexo e até sobre higiene feminina? Bruna mal podia esperar para rever sua amiga da mesma idade, torcendo para que ela não estivesse mudada.
Os dois quartos seguintes lhe inspiravam mais respeito. Luciano devia estar com 19 anos e Augusto com 22, mas Bruna nunca tivera contato com eles, nem quando mais jovens. Augusto era sete anos mais velho que ela e sempre demonstrou considerá-la uma “pirralha”, mal percebendo-a na casa, quando ela ia brincar com seus irmãos. Ela nunca o vira na intimidade, mas se lembrava bem do corpo já adulto estendido numa espreguiçadeira, tomando sol na piscina. Ela reparava discretamente a diferença entre seu sexo e o dos demais, tentando adivinhar, através do volume da sunga, o seu tamanho e indagando-se que tamanho pode atingir um órgão sexual masculino.
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Luciano era mais acessível que Augusto, mas Bruna o considerava inatingível. Extraordinariamente bonito, com seu corpo fino, o cabelo mais claro que o dos irmãos, longo e levemente ondulado, os olhos tão claros que pareciam transparentes, as sobrancelhas retas e inteligentes, Luciano era o mais legítimo representante do pai. Desde cedo enfronhado nas coisas da fazenda e interessado por tudo que ia nela, ele não deixava dúvida de que seria o herdeiro mais ativo do Seu Rodrigo. Bruna se lembrava dele andando a cavalo pela propriedade e de um episódio único relacionado a ela. Cerca de um ano antes, num desses passeios a cavalo, Luciano passara pela casa dela e a surpreendera bronzeando-se no quintal, estendida de bruços numa toalha, usando o menor biquini que Isabel lhe dera. Encabulada, Bruna fez menção de levantar-se ou de virar-se de frente, mas ele, do alto do cavalo, lhe disse: “Está ficando linda, Bruna! Estou gostando de ver!” Ela se lembrou bem do olhar dele, diretamente pousado sobre suas costas, certamente tentando focalizar suas nádegas praticamente nuas, e se lembrou que, durante o final de toda aquela estada da família, ela o evitara, com vergonha. Mas Luciano pareceu não dar a menor importância ao fato e aquela foi a única ocasião em que ele se dirigiu a Bruna.
Por último, já na sexta-feira e com o máximo de cuidado, Bruna preparou o quarto de Seu Rodrigo e Dona Flora, fez a enorme cama de casal com baldaquim de jacarandá e deu por encerrada a sua participação na arrumação da fazenda. A casa estava limpa e arrumada, pronta para receber a família.
Os carros chegaram por volta das seis da tarde. Agora, eram três, porque Augusto e Luciano tinham os seus próprios e iriam embora quando lhes desse vontade. Bruna e a mãe estavam no portão quando todos passaram, os mais novos fazendo algazarra e caretas. Assim que Isabel saiu, quis puxar Bruna pela mão e levá-la para o seu quarto, dizendo que tinha montes de coisas para contar. Isso não impediu Bruna de cruzar de relance o olhar de Caio, que lhe sorriu. Os gêmeos passaram por ela gracejando, Tiago soltou um “oi, gostosa!” e levou safanão de Isabel, que se mostrou chocada e, ao contrário de Bruna, não entendeu por que daquele tratamento. Constatando o quanto eles cresceram, Bruna sentiu seu olhar pousar-se breve e incontrolavelmente abaixo das cinturas dos dois gêmeos, tentando adivinhar aí alguma diferença. Mas eles logo voaram escada acima e entraram na casa. Dona Flora lhe deu um beijo muito afetuoso e simpático, elogiando sua beleza e mostrando-se admirada com seu desenvolvimento. Seu Rodrigo se deteve diante dela, perguntou como iam os estudos e “os namoros”. Bruna sentiu-se percorrida pelo olhar do patrão de quase cinqüenta anos e reteve essa impressão sem se acanhar nem se zangar. Por último, Julia e Clara vieram tentar tirá-la de Isabel. Bruna não pôde deixar de notar como as meninas, agora com 13 e 14 anos, estavam crescidas e tinham tomado corpo. Julia estava inacreditavelmente linda. Seus seios recém-despontados harmonizaram seu corpo, suavizando a curva das nádegas que sempre foram pronunciadas. Clara estava longe de ser o patinho feio da família, mas ainda era muito nova. Na veradde, Bruna não tinha críticas a essa família à qual ela sempre quisera pertencer. Isabel puxou-a pela mão e arrastou-a para dentro de casa.
Chegando ao quarto, Isabel abriu sua bolsa e tirou dela um embrulho, entregando-o a Bruna. Era um vestido lindo e novo. Isabel confessou tê-lo usado uma ou duas vezes, mas garantiu que decidiu dá-lo a Bruna assim que o pôs no corpo. Era um vestido azul, de alças finas, sem decote. Bruna precisou pô-lo na hora. Assim que ela se despiu, ficando só de calcinha e sutiã, Isabel soltou um “uau!”, admirada pela perfeição do corpo da amiga, boquiaberta diante da perfeição da leve curvatura que a barriga assume antes de se tornar baixo-ventre. Elas eram da mesma idade, mas Isabel sempre fora magra e alta, toda mais retilínea. Bruna deixou o vestido descer pelo corpo, sentindo-o tomar suavemente as suas formas. O tecido finíssimo revelou imediatamente a bela ondulação da cintura e a pronunciada curvatura das costas. Isabel ficou tão satisfeita que pulou no pescoço da amiga, dando-lhe um beijo fundo na bochecha, sentindo a pele morna e a firmeza sensual daquele corpo de menina do campo. Quando Bruna retribuiu, seus lábios esbarraram na comisura dos de Isabel, que, aparentemente, tentou demorar-se, mas logo recuou, um pouco embaraçada. Bruna levantou os braços, deu uma volta e agradeceu, deslumbrada. As amigas conversaram até as oito da noite, quando a mãe de Bruna bateu à porta para chamá-la. Antes de se depedirem, Isabel convidou Bruna para uma festa que haveria na casa domingo à tarde e lhe disse para vir com o novo vestido. Bruna foi para casa exultante, atropelando as frases para relatar à mãe tudo que Isabel lhe contara.
Às três horas em ponto do domingo, Isabel colou o nariz no vidro da porta da frente da enorme residência colonial. Quem atendeu foi Caio, dando em Bruna dois beijos carinhosos, que ela retribuiu timidamente, sem conseguir se livrar da imagem dos gêmeos, postados pouco atrás, desta vez com ar gentil e sorridente, mas o mesmo olhar cheio de malícia que ela conhecera bem. Quando Bruna deu o segundo passo para dentro, foi surpreendida por um altíssimo “Feliz Aniversário!” gritado em uníssono por toda a família. Como evitar a cara de espanto? Não era seu aniversário! Foi Isabel que explicou tudo. Eles sabiam que ela tinha completado quinze anos e queriam ter festejado a data, mas fora impossível, daí o atraso. Bruna não cabia em si de felicidade. Festejar seus quinze anos com a “sua” família era o maior presente que ela poderia receber. Ela foi levada ao salão de festas, onde a longa ostentava um lindo bolo branco. Bruna se sentiu como uma noiva. Para ela, aquele não era um bolo de aniversário, mas um bolo de noivado, o bolo do noivado dela com a família dos seus sonhos. E foi como noiva que ela percorreu o imenso salão, agradecendo a cada um com um beijo sincero. Ela estava quase febril quando foi beijar as mais novas e, por fim, Isabel. Abraçadas, as duas amigas se emocionaram juntas e, embora um pouco transtornada, Bruna não deixou de perceber o beijo no pescoço, quente, sensual, úmido, que lhe deu Isabel com os lábios entreabertos. Ela não teve dúvida de que fora intencional.
A festa transcorreu normalmente. Música, salgadinhos, bolo, refrigerantes... e até champanhe! A família ficou reunida durante cerca de duas horas, até que D. Flora e Seu Rodrigo subiram e alguns dos filhos se dispersaram. Bruna ficou sentada com Isabel no divã do salão, observando as “brincadeiras de menino” entre caio, os gêmeos e, vez por outra, Luciano. Ela logo reparou como, no fundo, o eixo central é sempre o sexo. Se a brincadeira é de lutar, os golpes “baixos” logo acontecem e as mãos protegem as partes genitais como para chamar atenção sobre elas. Se a brincadeira é de tocar ou fazer cócegas, um logo procura a coxa ou as nádegas do outro, quando não tenta trazer sua mão sobre seu sexo, como se estivesse brincando com uma menina fácil ou com um afeminado. Por várias vezes, Bruna acreditou distinguir ereções, nos três mais jovens, que as disfarçavam ajeitando seus membros por dentro do bolso. Quando os gêmeos atacaram Luciano, ela o viu fingindo tentar agarrar os pênis deles e dizendo “Não estou vendo nada aí!”. Ela não pôde evitar o sorriso e o pensamento de que Luciano não podia imaginar o quanto estava enganado. Ela e Isabel riam uma para a outra, divertindo-se com a diversão dos meninos. Aos poucos, eles se cansaram e cada um foi para o seu lado. Isabel olhou Bruna fixamente nos olhos.
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- Você percebeu?
- Percebi. Por que você fez aquilo?
- Porque você está linda.
- Que nada!
- Não estou brincando, Bruna. Você é a menina mais bonita que eu já vi.
- Mas eu acho você linda!
- Se é verdade, minha opinião tem que pesar muito pra você.
As duas meninas estavam sérias, olhando-se ininterruptamente. O olhar de Isabel era tão intenso e sincero, que Bruna não teve dúvida da seriedade daquele momento e da veracidade do que ela dizia.
- Acho melhor a gente sair daqui, Isabel.
- Também acho, respondeu a lourinha, já saindo do divã e oferecendo uma mão a Bruna.
As duas meninas subiram silenciosamente a escada central da casa e caminharam pelo longo corredor até o quarto de Isabel, que fez a amiga entrar e trancou a porta atrás de si. Depois, caminhou até a cama, onde Bruna já estava sentada e sentou-se ao seu lado.
- O que é que eu faço? perguntou Bruna.
- Nada, respondeu a outra, procurando sua boca.
Bruna se retraiu um pouco, mas Isabel insistiu e foi colher seus lábios. Bruna então consentiu e as meninas se beijaram profundamente, misturando suas línguas e salivas. O corpo de Bruna logo atendeu ao chamado, começando a acender-se, respirando forte e gemendo baixinho. Isabel livrou-se do próprio vestido e começou a tirar o da amiga, acariciando suas coxas, a cintura, as costas, os seios, a nuca, o cabelo... Depois ela se virou para que Bruna abrisse o seu sutiã e fez o mesmo para ela, pegando um seio em cada mão, acariciando-os, sentindo o enrigecer dos mamilos. Só de calcinha, as meninas se deitaram e passaram longos momentos se beijando e acariciando. Isabel não cessava de elogiar as lindas formas de Bruna, a cor da sua pele, a trama do seu cabelo forte e brilhante, seus seios de mamilos morenos... “Você pode, Isabel”, sussurrou Bruna, quase num gemido, sentindo em seguida lábios quentes e molhados pressionarem com doçura o seu seio e a língua procurar o bico. Sua excitação foi crescendo e induzindo-a a soltar-se cada vez mais, liberando os movimentos do seu corpo e sentindo os de Isabel se tornarem também cada vez mais voluptuosos. Foi Bruna que tomou a iniciativa de ir, por fora da calcinha, acariciar o sexo da amiga. Isabel estava usando uma minúscula fio-dental preta que envolvia praticamente apenas o par de lábios carnudos da vagina generosa de menina grande. Bruna sentiu o tecido liso bem molhado contra os seus dedos e começou a friccioná-lo lentamente no sentido da fenda, causando contorções em Isabel, que passou a devorar sua boca com vigor crescente, escancarando as pernas e fazendo movimentos de pélvis. Bruna acariciou-a assim durante algum tempo, mas, não ousou ir mais longe. Isabel, então, ajoelhou-se na cama e começou a retirar sua calcinha. Bruna viu o encanto em seus olhos, quando a menina descobriu seu sexo. O primeiro impulso de Isabel foi o de dar um beijo no pequeno triângulo de pelinhos rasos, causando um sobressalto em Bruna, mas fazendo-a relaxar e abrir mais as pernas. Logo abaixo do vértice, os grandes lábios, carnudos como os seus, porém menos extensos, surgiram entre o par de coxas bem torneadas e firmes.
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Isabel abriu bem as pernas de Bruna e ajoelhou-se entre elas, contemplando o sexo discreto e fechado, dividido apenas pelo fino traço sombrio que surgia dos pelinhos do púbis para terminar poucos centímetros abaixo. Ela se deitou de bruços e, após olhar sorridente para Bruna, deu uma longa lambida na fenda convidativa, que ela já imaginava intocada. O calor, a umidade e a fricção da língua causaram um sobressalto em Bruna, que logo começou a acariciar os cabelos de Isabel e sentiu suas pernas ficando leves e querendo levitar. As lambidas se sucederam e Bruna foi se oferecendo cada vez mais, puxando as próprias pernas para trás e tentando abrir-se ao máxmo para Isabel, cuja avidez ia aumentando num crescendo. A lourinha deu as últimas pinceladas generosas e em seguida separou abriu a vagina de Bruna com os polegares, exibindo dois pequenos lábios rubros e encharcados, de bordas perfeitas e, na extremidade inferior, o orifício ainda obstruído da sua virgindade.
- Nunca, Bruna?
- Nunca. Quer dizer... Aí, nunca.
- Só aí?
- É.
- Eu não gosto de deixar atrás. Dói.
- Eu acostumei. De tanto fazer.
- E eu posso saber por que não na frente?
- Ainda não.
Isabel passou a língua longitudinalmente na fenda aberta e ouviu um gemido como resposta. Em seguida, cotucou com a ponta da língua o orifício vaginal, forçando-o um pouco para tocar o hímen. Bruna sentiu uma ondinha de prazer invadi-la, mas não permitiu à amiga uma longa exploração do lugar. Isabel subiu, então, em direção ao clitóris, que ela descobriu generoso e protuberante, na convergência dos lábios. Bruna, que se deitara totalmente de costas com a cabeça no travesseiro, conseguia ver o contorno de seus lábios vaginais e a língua de Isabel escovando seu clitóris. A sensação foi logo ficando tão intensa que ela teve que puxar suas pernas para trás coma as mãos, para não “desmontar” em cima dos ombros de Isabel. Ela as puxou para si pelas panturrilhas, o que ofereceru à amiga o espetáculo magistral da sua vagina inteira e, alguns centímetros abaixo do períneo, que lhe pareceu realmente estreito, o orifício anal. Isabel afastou-se e contemplou-o no fundo da separação das nádegas carnudas de Bruna, reparando também as marcas das dobrinhas das coxas, aquelas dobrinhas que apareciam tão deliciosamente sensuais quando Bruna estava em pé e só de calcinha. Afundando a cabeça ao máximo entre as pernas da amiga, Isabel recomeçou suas linguadas a partir do ânus, passando pelo períneo, percorrendo a vagina, chegando ao clitóris de Bruna. Ela fez isso repetidamente, levando a amiga ao delírio e fazendo-a conter gemidos que despertariam a atenção da casa. Vez por outra, ela ia beijar a boca de Bruna, seus seios, morder seus mamilos. Quando ela decidiu se dedicar ao clitóris, levou Bruna ao mais intenso orgasmo que sua amiga jamais sentira masturbando-se. A insistência das lambidas, o calor, a fricção contínua causaram espasmos tão fortes que Bruna chutava o ar com as pernas e balbuciava coisas sem nexo, como uma fala de bebê. Ela achava que Isabel devia parar, mas sua amiga não parava, sugando e friccionando mais e mais aquele órgão eréctil que havia chegado ao seu volume e rigidez máximos. Ela esmagava os próprios seios e apertava os mamilos com força, numa aflição deliciosa e infinita. Quando Isabel deixava por um momento o clitóris, era para percorrer com a língua a fenda molhada da vagina escancarada de Bruna e sorver suo sumo, que passara a escorrer francamente. Mais abaixo, o outro orifício pulsava e Bruna desejou senti-lo preenchido. Ela pensou em Tonho, depois em Gabriel, que lhe dava tanto prazer... Por mais que Isabel a excitasse com suas mãos e língua, nada se comparava ao vigor com que Tonho, os gêmeos, Gabriel a penetraram tão profunda e intensamente. Por mais molhada que ela estivesse, nada se comparava aos jatos de esperma em seu ventre, enquanto ela provocava orgasmo após orgasmo masturbando-se furiosamente. Isabel tentou introduzir um dedo em seu ânus, mas ela o sentiu ínfimo, ridículo e pediu que a amiga parasse. Finalmente, cansada, ela se deixou acariciar e beijar por Isabel durante mais aluguns minutos, mas foi incapaz de retribuir o prazer que a amiga lhe proporcionara. Bruna era um corpo para homens, um corpo aberto, um corpo a ser penetrado e preenchido pelo corpo do macho.
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Ao despedir-se de Isabel, Bruna sentiu perfeitamente que havia deixado uma insatisfação. Poucos anos antes, isso a teria perturbado a ponto de tirar seu sono, mas agora ela associava essa lacuna a mais uma conquista. A insatisfação criada indicava uma certa dependência de Isabel para com ela. Essa dependência lhe convinha, pois poderia vir a ser-lhe útil no futuro. Não é que ela não sentisse uma grande afeição por Isabel, mas agora ela sabia separar sentimento e interesse. E ela jamais sacrificaria nada ao seu interesse maior, que era o de vir a pertencer à família dos donos da fazenda e passar enfim para o mundo que ela julgava merecer. Ter estado com Isabel naquele dia simbolizou a concretização do seu “noivado” com a família toda. Bruna não era lésbica, mas, caso quisesse alcançar seu objetivo, sua opção sexual teria que passar para segundo plano, porque seu objetivo poderia vir a ter que ser alcançado através de Isabel ou de uma de suas irmãs. Naquele dia, Bruna teve mais uma comprovação de que nada se interporia ao seu projeto.