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A porta.
O fato aconteceu quando dona Margarida resolveu trocar a porta da despensa que estava toda carcomida pelos cupins e muito estragada pela ação da chuva. Essas portas de agora que parecem feitas de farelo de madeira e cola. Não valem nada.
Pegou o telefone e discou o primeiro número que viu com a indicação de marceneiro, que trabalhava com perfeição e cobrava baratinho.
-Isso não existe, mas vamos lá, resmungou ela para o marido aposentado que dormitava na varanda da frente, lendo o jornal do dia anterior.
-“Vamos enviar o Valdemar para sua residência, às três da tarde, está bom assim, minha senhora?” Ouviu a voz do outro lado estipulando o preço e anotando o endereço.
Dona Margarida achou ótimo e pediu para o marido dar uma volta no comércio para ver se encontrava uma porta nova, boa e barata.
-“Isso não existe, mas vamos lá”, respondeu o seu Anselmo levantando-se da cadeira preguiçosamente, dispondo-se a cumprir as ordens da patroa.
- E que entreguem essa porta antes das três horas da tarde....
O velho Anselmo botou o chapéu de feltro, que o sol estava ardido, pegou a carteira, a bengala e saiu.
A bondosa senhora aproveitou para varrer a varanda da frente, já desimpedida de seu inquilino mais freqüente e depois fez o almoço, carne, feijão, arroz, verduras e legumes. Preparou também o suco de caju que o marido nunca dispensava.
Tomou um belo banho, vestiu saia e blusa leves, coloridas, passou um pouco de carmim no rosto e esperou o marido voltar. Ele voltou uma hora depois já dentro do caminhão que entregava a porta arrematada por um preço mais barato, já que estava um pouco empenada, mas nada que a inutilizasse para o uso nos fundos da cozinha.
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Depois do almoço, o velho Anselmo recolheu-se para o quarto e, como de costume, caiu na cama onde costumava dormir até às seis, quando se levantava para assistir o noticiário na televisão.
Às três e meia da tarde estacionou o furgão lá na frente, rente à calçada e dele desceu o marceneiro, o Valdemar, carregando a caixa de ferramentas.
A respeitável senhora foi recebê-lo no portão, deu passagem e ouviu a primeira manifestação do rapaz, desengonçado e, no entanto, simpático, bonito, até:
-Dona Margaridona! Prazer em revê-la ! Quanto tempo!
Atônita, ela vasculhou a memória para encontrar algum ponto de apoio, forçou os neurônios para tentar se lembrar se o conhecia e de onde . Nada encontrou... Ele já havia se dirigido para os fundos da cozinha , na parede esquerda e verificava , apalpava tudo para avaliar como o serviço deveria ser feito.
“Será que é o filho de dona Carolina? Será que cresceu tanto, desde a última vez que o vi?! Parece um pouco com ele... mas não é...tenho certeza.”
Pegou um pano de prato e com ele enxugou as mãos suadas ao contato com as dele, grandes, esfoladas pelo serviço de marceneiro:
- Desculpe-me, mas não consigo me lembrar se o conheço ou não....
-Qualé, dona Margarida?! Querendo me tirar, agora? E o cornão, como está? Tá dormindo, tá ?
Dona Margarida arregalou os olhos, profundamente ofendida, as palavras atropelando as sílabas de indignação:
- Você não tem respeito, meu rapaz? É doido varrido? Não o conheço, nunca o vi antes e meu marido não é nada disso que está insinuando!
- Não brinca, dona Margarida! Resolveu dar uma de doméstica, logo hoje? Por que não voltou mais na rua das piranhas? Já faz tempo que não aparece por lá! O pessoal sempre pergunta pela senhora....
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Imediatamente ela se aprumou , pronta a acordar o marido e exigir uma atitude que escorraçasse aquele indivíduo de dentro de sua residência. Só não o fez com gritos histéricos porque imaginou o escândalo que isso causaria nas vizinhanças, mas alertou-o com voz mais pausada:
-Não ligo para a polícia imediatamente, porque sei o senhor se retirará sem causar mais problemas... Retire-se, por favor!
O Valdemar deu uma risadinha sarcástica, manejou a chave de fenda desapertando os parafusos que prendiam a velha porta ao batente, mas não modificou o tom de voz :
-Continua igualzinha, sua velha safada...gosta de uma briguinha antes de abrir o bocetão... Vê aí que tá tudo em cima...o bichão tá pedindo carinho....já faz mais de ano que você babou nele, faz não?
Dona Margarida sentiu o sangue ferver dentro das veias e por pouco não agarrou a escada onde ele havia trepado para derrubá-lo e dar-lhe umas boas bofetadas na cara! Espumou de ódio:
-Retire-se, estou ordenando! Estou falando sério! Vou acordar meu marido! Você terá que provar, com testemunhas, tudo o que está inventando descaradamente!
-Testemunha, dona Margarida?! O Galego mudou-se para o interior há mais de seis meses, e as meninas não estão nem aí pra esse negócio de testemunha, não...Elas correm da polícia como o diabo da cruz...mas e aí...voltando ao assunto...
Ele desceu da escada, encostou a porta velha contra a parede e aproveitou o movimento para acariaciar-lhe as polpas da bunda :
-Bundão gostoso, Dona Margarida...bem usado, mas gostoso ainda...
Dona Margarida! A rainha do boquete....sabia que nunca ninguém me chupou melhor que a senhora?! To falando sério...não é pra agradar , não....verdade....
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Dona Margarida desvencilhou-se rapidamente das mãos espertas dele, afastou-se escandalizada, tapando a boca com as mãos, enojada:
-Meu Deus! Quanto disparate! Como é possível ser tão descarado? O senhor não tem respeito nem pela própria mãe, tenho certeza!
-Não bota a mãe no meio, Dona Margarida...mãe é sempre santa...Olha aí...Essa porta nova tá mais empenada que meu pau quando fica bem duro!
O Valdemar pegou a porta nova, encostou-a no batente, medindo largura e altura, os encaixes estavam certos, mas a parte empenada não nivelava perfeitamente:
-Vai assim mesmo? Vai ficar um pouco difícil de abrir e fechar ... mas não vai ser culpa minha....esse negócio de abrir e fechar...Dona Margarida...ninguém faz isso melhor que a senhora....né , não?...
E, ato contínuo, encaixou a porta no batente, pegou os parafusos, apertou-os com destreza, deu umas três movimentadas na porta, verificando que funcionava até bem. Trancou-a por dentro de modo que quando dona Margarida se deu conta, tal o estado de estupefação se encontrava, sentiu que ele a erguia do chão, colocando-a sentada sobre a mesa da cozinha. Tentou gritar, mas já a língua enorme dele entrava até o fundo de sua garganta e a boca tampava seus lábios com movimentos longos, tirando-lhe quase todo o ar e a respiração. Depois resfolegou:
-Hoje vamos numa rapinha mesmo, porque ainda tenho muito serviço pra fazer, mas agora que já sei o endereço, fica mais maneiro....
Meio desfalecida, com a mente em profunda confusão, a veneranda senhora tentou se debater, sem nenhum êxito e censurou o marido que não acordava para salvá-la daquela situação absurda. Percebeu que o Valdemar lhe puxava as calcinhas pernas abaixo e seus dedos se atolavam certeiros na racha cabeluda , ao tempo em que o peito dele a abrigava a dobrar as pernas para cima como se fosse uma galinha assada.
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Ele abriu as calças e libertou o cacete pulsante e de ponta muito farta, úmida e escorregadia como um bagre!.
-Minha Nossa Senhora, me socorra! Gemeu ela no mesmo instante em que se via obrigada a abrir completamente as coxas para recebê- lo, sofregamente.
-Bucetão largo, Dona Margarida! Buceta gostosa que a senhora tem....aposto que o corno nem sabe usar essa birosca! Fala a verdade....ele ainda fode ou já aposentou?
Dona Margarida olhava espantada para o queixo mal barbeado dele e comprimia as partes instintivamente para que ele não repetisse as palavras, taxando-a de bocetuda novamente e os sucos espirraram sobre os pentelhos dele, num orgasmo há muito não vivido! Ele fodeu sua boceta como um touro, chacoalhando a mesa com ela juntamente.
E, no último safanão da virilha, esporrou dentro dela uma torrente de lava! Depois desabou sobre ela com todo o seu peso e gemeu:
- Puta vida! Esgotei os bagos como na primeira vez, lembra?!
Dona Margarida sentia-se duplamente transtornada : primeiro por ser confundida com alguma prostituta qualquer, outra por ter gozado gostosamente ao sentir o varapau percorrendo e preenchendo seu labirinto secular.
Depois, enquanto Dona Margarida se recompunha apressadamente, meio apalermada ainda, o Valdemar recolheu, satisfeito, os parafusos que restaram no chão, guardou as ferramentas dentro da caixa e apresentou a nota da cobrança. Era o mesmo preço que havia sido combinado pelo telefone.
E ao se despedir ainda teve a pachorra de apalpar-lhe o bico do seio, com o convite desaforado:
-Aparece por lá, tá fazendo falta, sua danada! Liga lá pra firma....a senhora sabe que sempre tem bala na agulha!
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O velho Anselmo ainda estava dormindo. Ficou paralizada na varanda da frente, observando o furgão acelerado, sentindo a gosma que melava todo o seu sexo e procurou imaginar quais as palavras para justificar e quantas ave-marias teria que rezar na confissão da missa, no domingo.
Mas logo seus pensamentos foram perturbados pela gritaria dos netos que regressavam da escola.
Levantou-se e correu para o banheiro antes que o velho Anselmo acordasse.
“Isso não existe, mas vamos lá!” Gemeu agachando-se e observou, desgostosa, o fio de porra e gala escorrendo da boceta para o vaso.
Ah! gostei! Muito legal! Cara, você tem um estilo que se parece muito com o meu:humor e erotismo. Incrível! Mas você consegue tornar a coisa mais excitante que engraçada. E muito mais imaginativo.Tô virando seu fã! Bye, amigaço!