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Entre as numerosas histórias de sexo que tenho para contar, contam-se inúmeros casos de adultério, nem todos tão recuados no tempo. Quando lhes narrei o primeiro par de cornos que meti no meu marido após o casamento, não imaginava que ele me traria à memória uma série infinita de outros casos, alguns pitorescos, e por isso talvez dignos de serem narrados. Como este que vos apresento, se o quiserdes ler.
Já deixei registado que eu e meu marido somos formados em Direito. No entanto, o Rui já há uns anos que trabalha como director numa empresa nacional do sector da energia, pois a sua área predilecta foi sempre a gestão. No ano passado, meu marido teve de passar um mês e meio em Angola – que saudades eu conservo do agora País onde nasci! – uma vez que a sua empresa está, como tantas outras portuguesas, a procurar expandir seus negócios por aquele gigantesco e promissor Estado.
Meu marido, como já disse, não é de meter o pau noutra mulher que não eu, (julgo que por ter a pila pequena) e já há muito que deixou de encontrar gosto em fazer sexo sozinho, como fazia quando o conheci. Ficou por isso muito aborrecido por ter de passar tanto tempo sem minha companhia, tanto mais que as hipóteses de lá ir visitá-lo eram escassas, e eu procurei consolá-lo. Podia ser que agora, fazia-lhe ver, movido pela necessidade ele se decidisse finalmente a procurar nos braços de alguma angolana alguém, que ao menos temporariamente, lhe fizesse esquecer meu corpo. Eu pelo menos, não contava, mesmo com os meus filhos para cuidar, passar tanto tempo sem provar pau. Ele jurou-me que não o faria, e ocorreu-me então uma ideia.
Uns dias antes da partida, passei num sex-shopp no Porto, e perante a gama de artigos para masturbação, hesitei se lhe compraria uma boneca insuflável. Não o fiz porque considerei que poderia ser mais complicado passar com ela no aeroporto – imagine-se a bronca que seria um quadro superior de uma conhecida empresa nacional, ser apanhado no embarque, ou no desembarque, com tal acessório! – e optei antes por uma pequena vagina rosada em borracha, encimada por algo que pretendia fazer as vezes de pentelhos, reproduzida com grande fiabilidade anatómica, e com uma pequena membrana plástica, que assegurou-me a vendedora – foi uma jovem muito bonita que me atendeu - mesmo sem sangrar se rasgaria na primeira vez que fosse penetrada, como se rompera a nossa quando nos tiraram os três. E para mim comprei um vibrador de silicone, 16 cms. de comprimento e 8 de perímetro, que poderia ser utilizado ligado à corrente, ou com pilhas, e cuja rotação, assegurava-me a mesma jovem vendedora atingia não sei já que velocidade por minuto, mas em todo o caso, se fosse verdade, era um valor impressionante, até porque o caralho verdadeiro de nenhum homem seria capaz de se lhe equiparar em dinamismo. Em todo o caso eu não o comprara com ideia de o usar, pelo menos da forma que queria que o Rui pensasse que eu o iria utilizar enquanto ele estivesse fora. Apesar de toda a nossa confiança, continuo a gostar de o enganar. E ele, que o eu engane. À lista de compras acrescentei uma caixa de camisas de Vénus, 10 unidades, extremamente lubrificadas.
Na véspera do embarque, ofereci-lhe a vagina postiça, mostrei-lhe o vibrador que supostamente comprara para me masturbar na sua ausência, e disse-lhe que como combináramos ele ligar-me todas as noites por volta das 23 horas, quando em Luanda fosse meia-noite (combináramos aquela hora, por não ser muito tarde, nem muito cedo, e sempre para o telefone de casa, não queria que me ligasse à noite para o telemóvel, pois poderia estar ocupada com alguém, e não me interessar atender, ele concordara), e disse-lhe:
- Se estiveres com muito tesão, e como não queres tocar ao bicho sózinho quando me ligares à noite, usas esta vagina postiça. E enquanto tu te vens do lado de lá da linha, eu utilizo o vibrador como se fosse a tua pila, e sempre vamos tendo sexo por telefone.
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Nunca tínhamos feito tal coisa, e ele ficou excitadíssimo com a ideia, como fica sempre que um de nós sugere algo de novo para apimentar nossa relação. Vi logo que apesar dos momentos intensos de sexo que nos últimos dias tínhamos vindo a fazer, ele sobretudo procurando compensar a falta que iria sentir, me pediria para nos masturbarmos mal chegasse ao continente africano. Eu não queria que isso acontecesse.
- Mas atenção! Só o faremos quando estiveres mesmo com vontade. Só assim é que isto terá piada – observei-lhe.
Nas três ou quatro primeiras noites, ele não me falou de nada. Tinha ligado de tarde para os telemóveis dos miúdos, sabia que estavam bem, falou-me do trabalho, o serviço era complicado, dizia-me, havia alguns problemas a resolver que se relacionavam com a organização do mercado interno, enfim, o trabalho dele. Eu também ainda não sentira falta de sexo, tínhamos fodido como tordos nos dias antecedentes. No quarto dia disse-me que acordara com o pau de pé, e no quinto que lhe apetecia despejar os balões. Eu disse-lhe que ainda era cedo, ele perguntou-me se eu já fodera com outro naqueles dias, disse-lhe que sim embora fosse mentira, só para o deixar com mais tesão. Chamou-me ternamente puta como me chama sempre em tais momentos, tinha comido piça de homem, acusava-me, por isso não me apetecia masturbar com ele. Eu humedecia ouvindo-o dizer-me aquilo!
Sugeri-lhe, já que estava com tanto tesão, que usasse a vagina postiça que lhe comprara, pois que na verdade eu andava satisfeita, e não via porque iria utilizar já o vibrador quando me tinha de tarde consolado com uma pila de verdade, bem grossa e grande. Quando desligamos, eu que o conheço bem, sabia que nessa noite seu pau teso, e seus tomates cheios não o iriam deixar dormir, enquanto não tomasse um bom banho de água gelada para esfriar.
No dia seguinte, após o jantar disse a meus filhos que provavelmente viria tarde, o que me acontece por vezes, meus filhos rapazes acho que nunca desconfiaram de nada, mas a Sandra dá-me a entender por vezes que sabe de minhas escapadelas, e que elas acontecem com conhecimento do pai, é um assunto que terei de falar com ela um destes dias. Vesti a saia mais curta que tenho, muito embora ela me dê abaixo dos joelhos, (afinal tenho 46 anos!), botas de cano alto, um blusão de couro, reencaminhei as chamadas do telefone de casa para o meu telemóvel, o vibrador na carteira e dirigi-me a um bar numa localidade a cerca de 50 Kms. de casa, onde vou muitas vezes, e onde o risco de ser conhecida é mínimo .
A clientela é composta sobretudo por homens de meia idade, provavelmente casados, que ali vão em busca de engate fácil, quase sempre com apartamentos disponíveis nas imediações onde comem suas conquistas de ocasião, alguns casais julgo que tendencialmente swing, e mulheres como eu querendo ser conquistadas uma noite. Um local agradável onde todos vão ao mesmo, e ninguém incomoda. Uso mais estes locais para procurar amante do que a Net, talvez porque quando comecei, não existia a Net nem os telemóveis, e os bares e as discotecas eram os locais onde íamos à procura de sexo, e os parceiros eram escolhidos olhos nos olhos.
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Entrei, pedi um gin tónico, reparei num quarentão de pele escura, que nunca vira por aqueles lados, ar de ex-jogador de futebol. Insisti em olhar para ele convidativa, nestes locais é normalmente assim que faço, se ele quiser mete conversa. Foi o que se passou, regra geral todo o homem, à excepção do meu que nem com carta branca minha se decide a corneear-me, é fácil, quer sempre, mais um copo, um esfregar do corpo na minha perna, na anca, uns toques nas mãos e no colo, uma carícia mais ousada…
Eram dez e pouco da noite, e eu teria de me despachar, meu marido era pontual na chamada, era preciso que eu estivesse fodendo com o meu encontro fortuito quando ele me ligasse, para que tudo fosse perfeito. O meu parceiro insinuou que seria melhor deixar que ele me ligasse primeiro, mas eu para tornar tudo aquilo ainda mais fantástico inventei-lhe horrores de meu marido. Era um tipo ciumento e possessivo, dizia eu – quem me tem lido sabe bem que nada disso é verdade – que me ligava para me controlar, e que eu andava farta daquilo e queria traí-lo bem no momento em que falava com ele, através da linha para me vingar de tanta desconfiança.
Vi que a minha história, e sobretudo o meu desejo, o deixaram excitado. Quando conto este tipo de coisas, meus olhos pousam discretamente na braguilha das calças do homem que me ouve, e quase todos eles ficam a com a grila em pé. Alcindo, era o seu nome, não foi excepção. Qual o homem que não sonha comer a mulher de um marido ciumento e desconfiado?
Havia apenas um problema. Alcindo não possuía nenhum apartamento nas redondezas onde me fizesse baixar a calcinha. Não havia tempo a perder. Propus-lhe o meu escritório, tenho um sofá longo na sala de espera que já foi testemunha de algumas quecas minhas, a 50 kms dali. São meia hora de auto-estrada, até menos tempo áquela hora. Fomos na carrinha dele, uma Ford Focus, metalizada, ninguém estranharia vê-la estacionada à porta do meu escritório.
O Alcindo despiu-me totalmente, e eu a ele. Ponheteei-o um pouco para que sua piroca ficasse mais dura, e cobri-a com um preservativo. Sua boca sugou-me os seios, enquanto eu lhe fazia uma mamada como sei fazer tão bem, sua língua desceu meu corpo, deteve-se no meu umbigo, seus dedos introduziam-se em minha racha, sua língua continuou a descer, fez-me um minete, enquanto eu lhe esfregava o caralho nas minhas mamas e as besuntava com as gotas de esporra que saíam dele. Foi então que o telemóvel tocou, passava um pouco das onze da noite.
- É o corno? – perguntou ele.
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- É – confirmei. Encostei o telemóvel ao ouvido, e deitei-me para trás no sofá, as pernas bem abertas para receber o dardo que se avizinhava do meu grelo, a mão esquerda sacando o vibrador da carteira, o que deixou Alcindo muito surpreendido pois não imaginava que eu tivesse aquilo na carteira.
- Nem um pio – recomendei-lhe - Não quero que meu marido desconfie que estou com outro homem. – Ele deitou-se por cima de mim, gozando todo o interdito daquela situação, a imoralidade do acto do adultério enquanto o tangueado falava comigo da costa ocidental de África, e sua estaca rija e dura penetrou na minha abertura húmida, ansiosa por a receber. Só então atendi a chamada.
O Rui nem imaginava que não estava a ser atendido de casa. Depois dos usuais cumprimentos, e algumas palavras de circunstância, começou a dizer que sentia muito a falta de meu corpo, eu pedi-lhe que em calão ele me dissesse que órgãos do meu corpo ele sentia mais a falta, e ele falava, do teu pito e do teu cu, das tuas mamas, de uma ponheta tocada por tuas mãos, e o Alcindo com as mãos tocava com sofreguidão cada parte do meu corpo por ele nomeada.
- Por favor, Sandrinha - suplicava – masturba-te ao telefone, para que eu me possa vir a fazer de conta que te estou a comer!
Meu marido estava a ficar desesperado, mesmo descontando algum teatro no seu choradinho destinado a avivar-me a tesão. Eu apesar de ter enfiado um belo espécie de piça, que estava a ser muito bem utilizado no meu entre pernas, ainda mais excitada fiquei ouvindo-o falar, e dizia-lhe que também estava cheia de tesão dele, que era mentira ter ido para a cama com outro após a sua partida, que minha coninha ansiava pelo momento em que receberia de novo aquele piçalho pequenino mas que me dava tanto prazer, e me fizera três filhos lindos e maravilhosos. Alcindo penetrando-me com todo o vigor, delirava com aquilo, compreendera que fora falsa a história que lhe contara, embora não fizesse a mais pálida ideia de porque é que eu lha contara, e socava-me mais violentamente. Importava era que ele não se viesse antes do Rui, e eu também não.
- Tens a vagina postiça à mão?
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- Tenho – respondeu-me. - E tu tens o vibrador ?
- Tenho, só falta “encarapuçá-lo”.
Com os dentes rasguei o papel da carteira, tirei a camisa de Vénus, e desenrolei-a sobre o vibrador, cobrindo-o como cobriria um pénis erecto. Ele do lado de lá, dizia-me que estava a fazer o mesmo, só que ele cobria mesmo um pénis real com a sua camisinha.
- Liga-o – pediu ele. Eu liguei, tinha pilhas, ele ouviu o barulho das rotações do vibrador funcionando.
- Enfia-o todo no pito – comandou ele. Mas eu não o podia enfiar no sítio que ele pedia por já estar ocupado com outro bastão. Como o Alcindo se achava todo deitado em cima de mim, levantei minhas pernas o máximo que podia na direcção da cabeça, as minhas mãos tocaram nas do Alcindo que não paravam de me apalpar as coxas e as nádegas enquanto sua pila socava minha fenda, passei-lhe o vibrador, ele compreendeu o que eu pretendia, e sem uma palavra, sem um creme que não fosse o do preservativo, enfiou aquele cacete suplente no meu cu. A milhares de quilómetros de distância, meu marido enfiava também sua pilinha na vagina de borracha que eu lhe dera. Quando a película que lhe defendia a entrada se rasgou, ele gritou-me ao telefone, tirei-te os três, como se mos estivesse tirando de verdade, ele que me conheceu sem eles e nunca tirou os três a ninguém. Imaginei-o socando com os quadris aquela vagina postiça como se estivesse socando com garra a minha verdadeira, eu tinha duas pilas nas minhas entradas embora só a que estava cravada na frente, entrando e saindo vertiginosamente fosse de carne e osso, mas era verdade que a de trás tinha um rotação doida, atingia-me facilmente o troço e eu não sabia dizer qual delas a melhor, era uma confusão de gemidos de prazer na linha, no escritório, o telemóvel caíra-me ao chão, meu marido gritava, estou-me a vir, Alcindo também mas meu marido nem o ouviu com o entusiasmo que estava, eu vinha-me sentido o jacto de esperma a sair da cabeça do meu amante de ocasião e as rotações do caralho postiço no cu.
- És sempre assim, engatando homens e contando-lhes mentiras? – perguntou-me Alcindo quando me levava embora, para o mesmo local onde nos encontráramos, pois eu deixara lá meu carro. Quando lhe admiti que fazia por vezes brincadeiras como aquela, e que meu marido alinhava nelas, e se divertia tanto como eu, respondeu-me:
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- Pelo que vejo, vocês os dois estão bons um para o outro!
Pois estamos. Por isso é que há quase vinte anos estamos juntos, e não sabemos o que é monotonia!