Clube dos contos eróticos

Relatos eróticos escritos por Amigaço

Nome Categoria Autor Visitas Votos Classif.
Uma história sobre Ele. II. Gays Amigaço 2347 2 Nota 5
Amanhã. 1 1 Comentários Hetero Amigaço 1297 1 Nota 5
Os marinheiros. 2 2 Comentários Gays Amigaço 2324 3 Nota 5
A porta. 1 1 Comentários Hetero Amigaço 2164 5 Nota 4.5
Na choupana . Gays Amigaço 3768 6 Nota 4.5
Caçando as raízes. Gays Amigaço 4126 4 Nota 4.5
Na ausência dos patrões. Hetero Amigaço 2102 3 Nota 4
Como criar um conto pornô. 2 2 Comentários Incesto Amigaço 4961 10 Nota 4.5
O colecionador de ninfetas. Hetero Amigaço 3613 2 Nota 4.5
Escondendo o chapéu. Gays Amigaço 2759 4 Nota 5
Monólogo do mendigo seduzido. Hetero Amigaço 2344 3 Nota 4.5
O gari da minha rua. Gays Amigaço 3959 6 Nota 4.5
Por um punhado de amor. Gays Amigaço 2910 4 Nota 5
O mistério da boceta. Hetero Amigaço 1937 2 Nota 4.5
A chapeleta. Gays Amigaço 3516 2 Nota 5
A ponte dos desejos. Incesto Amigaço 11259 5 Nota 4
A Freira da Favela do Pico Velho. Hetero Amigaço 3408 5 Nota 4.5
Bizarrices. Hetero Amigaço 2468 1 Nota 5
Sobre viver e morrer. Gays Amigaço 1593 4 Nota 4.5
Um romance unilateral. Gays Amigaço 1534 6 Nota 4.5
A viuvinha. Hetero Amigaço 3429 3 Nota 4.5
Amizódio. Gays Amigaço 2794 7 Nota 4.5
Os bons e os maus. Gays Amigaço 3865 7 Nota 4.5
Punheta. Hetero Amigaço 2529 5 Nota 4.5
Como uma puta. Traição Amigaço 4876 6 Nota 4.5
DesAparecido. Gays Amigaço 3628 9 Nota 4.5
Festa do Peão. Hetero Amigaço 3270 4 Nota 4.5
O marido perfeito. Hetero Amigaço 3266 3 Nota 4.5
O Pedrão da Mula II Gays Amigaço 3973 9 Nota 5
O ocaso de Joãozinho. Gays Amigaço 3894 7 Nota 4.5
Fazenda Pindapora.1850. 1 1 Comentários Sado Amigaço 3741 8 Nota 4.5
Desejo mortal. Gays Amigaço 3397 10 Nota 4.5
A Manquinha e o marginal. Gays Amigaço 3254 10 Nota 4
Vendedor de enciclopédia. Hetero Amigaço 2326 6 Nota 4.5
O segredo de Raimundo. Gays Amigaço 4990 13 Nota 4.5
Chuva dourada. Hetero Amigaço 2302 11 Nota 4.5
Uma história sobre Ele Gays Amigaço 3396 23 Nota 4.5
Exame de próstata. Gays Amigaço 4892 10 Nota 4.5
O noviço na praça. Gays Amigaço 2620 14 Nota 4.5
Aquele da borracharia. Fetiche Amigaço 8002 38 Nota 4.5
A festa de Bebeto. Gays Amigaço 4346 21 Nota 4.5
Barraco democrático Orgias Amigaço 4608 22 Nota 4
O Pedro da Mula. Gays Amigaço 6998 47 Nota 4
As vidas do Sr. Lucas. Gays Amigaço 10156 32 Nota 4
O casamento. Hetero Amigaço 7217 88 Nota 3.5
A bicha da mineração. Gays Amigaço 4877 71 Nota 4
Barranqueiros Sado Amigaço 12740 106 Nota 3.5
No boteco do Xeréu. Gays Amigaço 7993 74 Nota 3.5
Confissões de uma ninfomaníaca. Hetero Amigaço 5992 69 Nota 3.5
O Palestrante. Gays Amigaço 4765 83 Nota 3.5

Um romance unilateral.

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Escrito dia 22 de novembro de 2007 na categoria Gays por Amigaço

Esta história foi-me contada por um primo de quem há muito tempo sou confidente e, portanto, sei que não há nela devaneios absurdos ou mentiras. Apenas a realidade que muitos teimam em não aceitar, em não ver, nem reconhecer como inevitáveis.

Meu primo, cujo nome é Felipe, era filho único e seus pais possuíam uma sorveteria no centro da pequena cidade onde moravam, no interior do Estado de São Paulo.

O garoto passava uma grande parte do dia ali na sorveteria, brincando ou ajudando a servir os fregueses, quando não estava na escola. Sua vidinha de menino era normal como a de todos outros tantos, até que surgiu nela um outro personagem. Surgiu na figura de um tio que possuía na época seus vinte e cinco anos. Chamava-se Altério e foi obrigado a passar uns tempos escondido ali em sua casa para fugir do casamento forçado, já que havia abusado de uma garota e estava sendo procurado pelos parentes dela na intenção de reparar o erro por meio do casamento. Meu primo Felipe ficou sabendo disso não diretamente, mas por conversa entreouvida atrás das portas. O tio Altério fingiria que estava ali para ajudar no serviço da sorveteria até que a situação se acalmasse.

Ocorreu que, já na primeira vez que olhou para o tio ,nasceu-lhe uma grande simpatia por ele. A princípio imaginou que aquilo seria apenas simpatia. O tio era um rapagão alegre e forte, taludo mesmo, algumas meninas da vizinhança logo se encantaram com ele, mas como estava com aquele problema, não podia se expor e ficava quieto em seu canto sem sair, sem muito conversar com estranhos ou fregueses. Aos poucos, com o passar dos dias, meu primo Felipe começou a notar que o sentimento que havia dentro dele pelo tio, não era apenas simpatia. Era admiração, curiosidade, ternura, amizade, e finalmente aquilo que mal compreendia ainda: amor e tesão.

O tio Altério, claro, que nem sonhava o que estava acontecendo na cabeça do menino, tratava-o como se trata uma criança, fazia gracejos e brincadeiras, e, certo dia, sobre o balcão da sorveteria, puxou uma folha de papel e começou a rabiscar um desenho de um cavalo com uma paisagem de montanhas, casa, coqueiros, sol e nuvens ao fundo. Enquanto ele desenhava tentando exibir seus dotes artísticos, meu primo Felipe ficou ali pertinho dele, observando os traços, as imagens e sentiu um calor dentro da alma e no coração. Mais que isso, sentiu que a presença e a proximidade do corpo do tio causava-lhe estranhas sensações e desejos.

Estava se apaixonando pelo tio Altério e isso lhe ocorria assim naturalmente, sem que o homem tivesse feito qualquer ação para despertar aquele sentimento. Não tinha culpa alguma no processo de sedução desencadeado, é preciso que se esclareça. O tio, definitivamente não era homossexual. E nem meu primo Felipe sabia ainda conscientemente que o fosse. Sentimentos confusos para um garoto, mas sentimentos dos quais não podia se livrar ou evitar. Como uma força superior que o obrigava a sentir e agir daquela forma inusitada.

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À noite, depois que todos se recolhiam aos seus quartos, Felipe permanecia acordado em sua cama, pensando no tio, e seus pensamentos tornavam-se cada vez mais intensos, mais claros e ele não tinha mais dúvidas: queria observar como era aquele corpão branco e forte, aquelas mãos másculas, aquelas pernas peludas, aquele...sim...ele já queria, já sonhava ... como seria o pênis dele...ansiava por ver aquela marca que havia desgraçado a vida da guria e que os havia aproximado também.

A porta do único banheiro que havia na casa tinha a fechadura e por um diminuto orifício era possível observar o homem tomando banho e ele tentou essa estratégia no momento em que sua mãe, minha tia, estava lá na frente cuidando da sorveteria. Mas ele não conseguiu ver muito a não ser as costas largas, as pernas peludas e a bunda arredondada, pequena e bonita dele. A cortina de plástico impedia-o de ver o que tanto desejava. Um vulto apenas e, no entanto, aquela visão esmaecida foi o bastante para despertar nele um desejo tão intenso que voltou correndo para o quarto, onde trancou-se e se masturbou pensando na imagem que havia vislumbrado através da cortina de plástico.

O quarto de meu primo Felipe ficava próximo ao que o tio estava ocupando e o de seus pais , mais afastado, após o banheiro. O menino observava que o Tio Altério se levantava às vezes, de madrugada, para dar uma mijada e numa rápida tentativa, levantou-se uma noite e foi espiar pela fresta da porta entraberta. Viu então o que tanto sonhava ver e o tio percebeu que o espiava, tranquilamente abanou aquilo tudo ante os olhos atônitos do sobrinho e inocentemente perguntou-lhe se estava “apertado também...” deu-lhe espaço em frente ao vaso sanitário e voltou para seu quarto, caiu sobre a cama e dormiu pesadamente.

Felipe não conseguiu dormir durante o resto da noite. Passou-a, até amanhecer o dia, com aquela imagem perturbadora na mente, imaginando como seria bom e gostoso segurá-lo nas mãos, acariciá-lo como se fosse seu...e se isso ainda não fosse o bastante para seus devaneios, imaginou-se beijando não os lábios do tio, pois isso sabia que estava fora de cogitação, mas beijar mesmo aquela coisona bela que ele possuia embaixo da cueca amarrotada.

E as noites se seguiram e cada noite era uma nova provação para o moleque apaixonado, que só conseguia dormir após ter se masturbado pensando no tio, nas coisas que haviam conversado inocentemente durante o dia , trabalhando na sorveteria. A voz do rapagão-homem-macho era como música a seus ouvidos e ele rebuscava na mente as palavras ditas procurando descobrir entre elas um sinal de cumplicidade . Mas não havia nada. Apenas brincadeiras entre o tio meio ressabiado com seus problemas e sobrinho em segredo apaixonado. Felipe se desesperava. Levantava-se no escuro para, na madrugada quente, ficar parado à porta entreaberta do tio, observando o corpo másculo sobre a cama, escondido pela penumbra, os lençóis enrolados a seus pés, devido ao calor. Não se cansava de admirá-lo.

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Até que decidiu entrar. Enquanto o tio Altério roncava em sono profundo, ajoelhou-se ao lado da cama dele e aproximou o rosto silencioso para aspirar o odor dele, as axilas peludas, foi descendo o rosto , trêmulo de temor que o tio despertasse e o surpreendesse naquela atitude suspeita. Que faria ele ao descobrir o sobrinho com os lábios a centímetros da abertura onde o cacete branco, grosso e semi-ereto se escondia?

Através da penumbra do quarto, Felipe percebia os contornos e muito, mas muito mais que a visão, o cheiro do sexo, único e inesquecível para todo o sempre. O beijo sobre ele. A prova máxima do amor impossível, talvez impaciente por isso mesmo, tão perturbador. Felipe o beijou e o tio Altério se revirou sobre os lençóis fazendo o garoto se assustar e voltar tropegamente a seu quarto.

Ao telefone, durante as manhãs, Felipe ouvia o Tio Altério conversando com um irmão distante e entre monossílabos e “ ainda não...” percebia que a presença dele em sua vida não seria muito duradoura. Sentia então uma inexplicável tristeza e a certeza de que o perderia, como se um dia tivesse sido seu. Mas, de certa forma, seria.

Felipe condicionou-se a dormir sistematicamente das vinte horas às quatro da madrugada, quando um despertador interno o avisava de que era o momento apropriado. Então, sondava para verificar se realmente todos dormiam, procurava ouvir o ressonar do tio e ia . Pé ante pé, ajoelhado ao lado dele, respirava o odor másculo , beijava os pêlos castanhos no peito e descia invariavelmente até encontrá-lo duro, exposto, surgindo pela abertura da braguilha da cueca amarrotada. A cabeça apontada para seus lábios. Os beijos sobre ela tão suaves, tão delicados que o homem jamais acordava e nem mais se revirava sobre a cama impedindo-o de beijá-lo.

Há dez dias hospedavam o tio que parecia já impaciente com a situação, telefonava ao irmão freqüentemente pedindo informações do caso com a guria e referia-se a ela como puta safada. Meu primo Felipe observava-o entre tímido e esperançoso de que à noite, o sono lhe fosse muito profundo.

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E era. Tão profundo que Felipe pôde segurar o caralhão entre as duas mãos e mover seus dedinhos de forma que, arregaçado, mostrou toda a sua magnitude. A chapeleta nua brilhou ante seus olhos maravilhados e ele lambeu-a uma vez, guardando o sabor, apreciou-o e fez novamente, ouviu o suspiro profundo – estaria ele sonhando com alguma boceta? – chupou a ponta dela e o jato saltou triplicado sobre ele, sobre os lábios, sobre o rosto, sobre as mãos. O tio acordou,certamente, mas ele Felipe já estava transpondo a porta, trancou-se em seu quarto , surpreso com a própria ousadia , sem no entanto se limpar dos esporros que o atingiram. Ficou no escuro, provando a substância para ele tão preciosa- a primeira oferenda do homem a quem amava..

No décimo quinto dia, o telefonema foi recebido com satisfação indisfarçada pelo tio Altério “ tudo certo,então?... e Felipe soube que ele poderia partir já na manhã seguinte.

Os pais do menino alegraram-se pela sorte do Tio Altério e Felipe foi chorar escondido atrás da casa, no corredor que havia entre a sorveteria e a residência.

Mas naquela noite, às quatro da madrugada, ele fez de modo que pudesse ser uma despedida realmente inesquecível para ele, Felipe.

No horário em que já estava acostumado,ao entrar no quarto, verificou que a suave luz do abajur estava ligada, o tio Altério estava completamente nu, apenas o lençol a lhe cobrir a face, as pernas peludas abertas sobre o colchão, o cacete desenrolado alcançando o umbigo.

Felipe fechou a porta atrás de si e aproximou-se dele, subiu na cama e posicionou-se ajoelhado entre as duas coxas de atleta varziano. Ele ressonava mais profundamente que nas noites anteriores e Felipe acariciou cuidadosamente as bolas peludas dentro do saco. Curvou-se e beijou-as sem se preocupar com o ruído, a porta estava trancada, lambeu-as uma por vez, seus lábios começando a percorrer a haste que se estendia dura sobre o abdômen, tão larga, tão grande agora sob à luz do abajur como ele nunca vira antes.

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O sono do tio parecia ficar mais profundo à medida que sua boca se aproximava da cabeçorra , um gemido abafado assim que ele enfiou-a completa dentro da boca e chupou-a gulosamente até que o gosto do macho se esmaecesse em sua saliva.

A respiração pesada do tio Altério aumentava e, por um momento Felipe notou a mão dele se erguendo para tocá-lo, mas logo voltou a descansar sobre o colchão e Felipe olhou para o rosto encoberto pelo lençol, segurando a caceta e fazendo os lábios dançarem sobre a ponta vermelha, uma fonte inesgotável a lhe lambuzar os lábios escorregadios, obrigando-o a engolir gosma um pouco de cada vez.

O tio parecia estar no quinto sono e nada nesse mundo o despertaria - tão profundamente adormecido que Felipe sentiu-se seguro para avançar, dando vazão a todo o amor que sentia por ele, a boca chupando-o não completamente porque não conseguia, mas com tanta perícia que parecia ter nascido já com aquele dom, com tanto ardor que era como se quisesse consumi-lo para sempre..

E quanto mais se esforçava para tê-lo, mais o tio mergulhava em seu sono lúbrico, gemendo baixinho de prazer.

Finalmente o rosto embaixo do lençol se moveu para o alto, o corpo todo se retesou, o gemido maior assustou o menino, ao mesmo tempo em que – ao sentir – o primeiro calor no fundo da garganta – sabia , ele estava gozando. Teve o impulso de puxá-lo de modo que somente a cabeça ficasse pulsando entre os lábios e sorveu tudo o que o tio lhe ofertava. Encheu-se completamente. Sentiu-se alimentado de amor. E o tio amoleceu sobre a cama sempre a manter o rosto desconhecido.

Meu primo Felipe sabia, pois era menino, mas não era obtuso, que não mais voltaria a vê-lo e mesmo que isso acontecesse,não se repetiria com a mesma magia daquela noite.

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Na despedida apertou-lhe a mão grande e calosa de estivador:

-Foi um prazer, tio...

-O prazer foi meu, sobrinho... Apareça por lá pra uma visita....

Mas Felipe sabia que o convite não era de coração.

Que poderia haver de comum entre um sobrinho apaixonado e um tio dorminhoco e hétero? Existem sentimentos que já nascem assim...sem chance. Mesmo sabendo-se que um sono tão pesado como aquele não existe.

Ao terminar a sua história, Felipe lembrou-me que aquilo que parece aos outros tão sem importância, para aquele que a viveu é imprescindível não esquecer.

Para revivê-la indefinidamente.

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