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O Zundapp conhecia bem o Jardim da Sereia. Levou-me para um lugar mais recôndito, onde habitualmente assegurava-me não passava ninguém, mas onde existia um banco de madeira, salvo erro castanho. Quando nos dirigíamos para lá, vimos vir do sítio para onde nos dirigíamos, um casal de namorados, e o meu companheiro, disse-me baixinho:
- Estes, estiveram a fazer o que nós vamos fazer (ainda bem que não disse, fazer amor, eu ia-lhe abrir as pernas mas aquilo nada tinha a ver com amor, eu apenas me dispusera a aliviar-lhe a tesão como tantas vezes fizera com outros, mas não queria ouvir chamar áquilo “fazer amor”, felizmente o Zundapp estava na mesma sintonia). E o meu amigo confidenciou-me então, que receara com efeito ver o local ocupado, já lhe tinha acontecido isso certa vez que levara para lá uma namorada do liceu, mas desta vez tivemos sorte, o local estava desocupado, e nós abancamo-nos no banco do jardim.
- Ainda não tiraste a cueca, pois não? – perguntou-me. Eu respondi-lhe que não com a cabeça – Então tira-a agora e senta-te no meu colo.
Assim o fiz, as cuecas caíram-me pelas pernas abaixo, eram umas cuecas vulgares de estudante pobre, guardei-as na carteira, junto da caixa das pílulas, teria de as vestir no final para não voltar ao Académico pingando esporra, e sentei-me no colo dele como me mandara, minhas pernas enlaçando-lhe a cintura, uma de cada lado, e sentindo-lhe na minha zona púbica o caralho intumescido. Gostei então da sinceridade dele.
- Sabes Sandrinha – era tão bom ouvi-lo tratar-me por aquele diminutivo que só o Rui me tratava – que não estou em forma. Há dois anos que não sei o que é uma mulher, nunca estive tanto tempo sem mulher desde que perdi os três aos 16 anos. Desde que fui preso que tenho passado o tempo com os tomates cheios, porque mesmo quando me venho a dormir não acordo satisfeito. Por isso, peço-te que me perdoes se me esporrar depressa demais, ou de não te conseguir levar ao orgasmo. Tu sabes que em condições normais, não sou assim, não sabes?
Na verdade, daquela vez que foderamos na república, ele tinha sido fantástico!
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- Está descansado – sosseguei-o – eu estou a começar a apaixonar-me por um rapaz, e não vim aqui por ter tesão de ti como dessa vez. Estou aqui, como tua amiga, e porque estás a precisar de uma amiga como eu. Não vim para me satisfazer .- Abracei-o – Olha, aceita-me agora como uma cona que está neste momento ao teu dispor, e como tua amiga ficará muito satisfeita, se te puder agradar.
Ele, comovido, agradeceu-me e beijou-me ternamente na face. Percebeu que não teria direito a reclamar um beijo na boca. Tacteei-lhe o pénis por cima das calças de ganga azul escura que trazia, enquanto as mãos dele me masturbavam ternamente a ratinha, e o seu dedo indicador como uma pilinha, ia entrando e saindo cada vez mais velozmente do meu buraquinho, embora ele não precisasse de ser mais alargado, e me ia levando ao delírio. Se o malandro brincava assim comigo, ia ter de me satisfazer plenamente, não podia só ficar nos preliminares, entrar, esporrar-se e ir embora, como os meus clientes faziam.
Quando lhe desapertei o fecho para finalmente fazer minhas mãos tomarem contacto com a piça dele, e a retirei para fora, apercebi-me de uma cabeça de homem espreitando por detrás de uns arbustos, nas costas do Zundapp, ainda que um pouco retirados. Compreendi que o local já fora referenciado por alguns “voyeuristas”como zona de quecas, e que estávamos ali perante um indivíduo que gostava de apreciar o desempenho dos outros, enquanto provavelmente “descascava bananas à mão”por não se conseguir excitar de outra forma. O Zundapp não iria gostar de o saber, mas eu achei delicioso ter um espectador, porque apesar de eu ser, o que na gíria portuguesa se designa por uma coirona, tudo aquilo era novo para mim, a foda no jardim, um ponheteiro espiando-nos, e cada vez sentia mais tesão com aquilo.
- Estás toda húmida! – notou ele. Pois estava!
O Zundapp era bem abonado, seu pénis media uns 20 centímetros, e eu gosto deles assim, o que mais me aborrece no Rui, agora meu marido, é a sua pilinha diminuta, embora ele seja um amor. O intruso não a poderia ver, mas eu deliciei-me em contemplá-la, enquanto lhe começava a tocar uma ponheta.
- Eu queria meter-ta lá dentro – disse-me ele – e se continuas a ponhetear-me, com a tesão que trago, ainda me venho todo aqui fora, e vou ter de esperar mais um ano para comer uma mulher.
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Era verdade. A sua glande circuncidada, estava já coberta de esporra que parecia golfar daquela rachinha, e toda aquela haste tremia avisando uma descarga dos balões, como eu via muitas vezes acontecer aos rapazes inexperientes, que vinham pela primeira vez às putas, e se esporravam todos por vezes sem mesmo se terem metido dentro de nós. O que dois anos sem exercício fazem a um homem! Assim, antes que ele se viesse e ficasse frustrado, guiei-lhe com as mãos a cabeça da pixota até à porta da minha entrada, e com jeitinho fui-lhe introduzindo o pau. Quando o senti todo lá dentro, comecei a movimentar meu cu para cima e para baixo (como estava por cima competia-me a mim comandar as operações), e como era bom sentir-lhe o pau entrando e saindo e obrigando-me a manter a cona aberta. As ancas dele acompanhavam os meus movimentos e eu podia ver como ele estava fazendo um esforço danado para não se vir, nosso espectador não devia estar perdendo nada, e devia estar tão louco de satisfação como nós os dois, quando meu desencaminhador me gritou, não posso mais, e antes que eu me viesse ejaculou abundantemente dentro de mim.
Não o recriminei mas fiquei danada. Logo agora, quando eu estava na melhor parte, já tinha aquecido. Ele notou-o.
- Desculpa, Sandrinha, mas há tanto tempo que não tinha um buraquinho desses, que já nem me lembro como se faz
Era fácil para ele falar, pois ao menos tinha-os despejado. Mas eu não queria ficar a ver navios. Ainda não eram quatro horas.
- Achas que tens tempo de regressar a horas? E que ainda a consegues pôr de pé outra vez?
- Se a minha piça for esperta, que procure encher a barriga enquanto pode – respondeu-me –Ela já sabe que quando entrar na cadeia, vai ter um longo jejum de um ano.
Era o que eu pensava. Minha boca baixou até à cintura dele, as mãos dele entraram-me pela blusa e ficaram tacteando-me os seios, coisa que eu adoro que me façam durante o acto sexual, minha língua limpou-lhe todos os vestígios de esporra da cabeça dele, não sabia a mijo, ele lavara bem a pila antes de sair do café, só sabia a esporra, e eu contrariamente a muitas mulheres gosto do sabor da esporra, e enquanto o masturbava ia-lhe fazendo um broche. O seu caralho, ao principio flácido, começou de novo a pôr-se em pé, e ainda mais o ficou, quando eu esquecida da imprudência que seria um presidiário a cumprir pena ser agarrado numa saída precária cometendo actos impróprios num local público, e lhe poderia mesmo valer recusada a sua condicional dentro de um ano, lhe tirei as bolas para fora do fecho, e alternando os movimentos da língua e das mãos, nelas e no pau, as masturbei e as lambi.
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- Estou no ponto – disse-me então ele. Eu também estava. Encostei novamente minha cintura à dele, e desta vez foi ele quem ma meteu. Primeiro no pito, novamente. O pau dele socou-me o pito com força, eu tive meu primeiro orgasmo, mas ele aguentou-se, mal me vim tirou-a fora, completamente tesa ainda, e assim lambuzada com o meu liquido e a sua própria esporra, aconchegou-me por cima da saia o traseiro com as mãos, de maneira a que o olho do meu cu ficasse mais à mercê do seu caralho, percorreu-me as costas com suas mãos por dentro da minha blusa, e sem pedir licença enrabou-me. A primeira impressão foi de dor, embora ele tivesse sido cuidadoso. Mas custava-me sempre ser penetrada pelo cu. Mas uma vez aquele talo enfiado na totalidade, o rego aberto, ele entrava e saía com facilidade com os meus movimentos oscilatórios das ancas, e o prazer era mais intenso atrás do que à frente embora nunca me tivesse conseguido vir quando me iam ao cu, pelo contrário, sempre que dera anteriormente a parte de atrás ficara com vontade de apanhar igualmente pela da frente. Como ele se estivesse a aguentar bem depois daquela esporradela prematura, sugeri-lhe, mas em voz alta, de modo a que o sujeito de detrás dos arbustos, pudesse ouvir, e completamente esquecida da falta de higiene que é levar com uma piroca nua nas duas entradas:
- Só no cu, não! Vai tirando e metendo no meu pito, quero que me vás ao pito – as próprias palavras grosseiras me provocavam tesão, tudo estava sendo gostoso demais, quando me levantara de manhã não poderia sonhar com uma tarde daquelas. Obedientemente, o Zundapp ia metendo num buraco, ora no outro, o caralho dele estava cada vez mais grosso e rijo e minha ratinha sentia um calor que poucas vezes sentira antes, os nossos movimentos em sintonia eram cada vez mais rápidos, mas mesmo assim eram infindáveis nossos movimentos, nosso anónimo espectador tivera tempo para tocar duas ou três ponhetas se lhe apetecesse, ou se tivesse tesão para tanto. Nenhum de nós se queria vir e retínhamos ao máximo o momento do clímax do nosso tesão, estou convencida que se ele não tivesse horas para se apresentar no presídio, eu esqueceria o Rui à minha espera no Académico, e ficaria ali lutando com ele até ser noite, tão bem me estava sabendo aquela pilada.
- Onde queres que me venha? No cu ou na cona? – e eu compreendi que os limites dele estavam chegando ao fim, para ser sincera os meus também. Na cona, respondi-lhe, mas espera um momento, estou-me quase a vir, tudo bem, é quando quiseres, ele estava controlado com o desjejum que lhe proporcionara, nossos movimentos pélvicos rebobraram de intensidade, agora a piça dele entrava e saía com toda a velocidade do meu túnel, eu abrira as pernas e levantara-as na direcção da cabeça dele para que aqueles assaltos de entrar e sair se achassem mais facilitados, o meu rabo redondinho devia ser um delírio para o mirone dissimulado que já devia ter gozado com o casal anterior, gritei-lhe, agora! vem-te!, e o Zundapp que só esperava por isso desaguou todo dentro de mim, minhas coxas ficaram besuntadas com o líquido dele, mas eu vinha-me igualmente, e sentia-me toda húmida, feliz como uma menina na primeira vez
Tinha um maço de lenços de papel, eu própria lhe limpei a pila e os tomates, ele já não teria tempo de passar no WC do Académico para se lavar, depois limpei-me a mim, vesti as cuecas, e regressamos de mãos dados. Pelo canto do olho notei que o mirone ainda ali se encontrava, e pela posição derreada deduzi que só agora ele se preparava para tocar ao bicho.
À porta do Académico despedimo-nos com um beijo amigo. Eram quase quatro e meia, e ele tinha de se despachar.
- Para o ano – disse-me ele, meio a sério, meio a brincar – quando sair vou-te procurar de novo.
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- Não abuses da sorte – retorqui-lhe – Pede antes para que eu encarreire, e tenha encontrado o meu amor.
Quando subi ao segundo andar do Académico, do grupo com o qual entrara só o Rui se encontrava, fumando cigarro atrás de cigarro. Declarou-se logo ali a mim, pelos visto tendo-me visto ir foder com outro curara-lhe a timidez. Eu narrei-lhe o que tinha se passado, e porque o fizera, gozara mas aquele momento não representava mais do que um momento de prazer, porque o amava a ele. Contei-lhe o que talvez vos venha a contar, como fora violada por meu padrinho, e que já tivera comércio com homens, e porquê. Ele compreendeu e aceitou-me. Estamos casados há quase vinte anos, e temos três filhos, e de vez em quando, ele que nunca me foi infiel por vontade própria, aceita que eu saia e durma com algum engate de ocasião mais avantajado de “pendentes” do que ele.
Permitam-me só que conclua. No dia seguinte com o Rui, voltei ao recanto da Sereia onde fodera com o Zundapp, apenas com o propósito de me certificar se o segundo elemento presente tinha deixado indícios da sua tara. Com efeito, ainda na relva se distinguiam alguns vestígios esbranquiçados de esperma, que provavelmente nem seriam apenas do dia anterior.
- Ontem sem contar satisfiz dois homens. – comentei.
O Rui não me comera, nem me vira em nenhuma sessão erótica. Mas no seguimento daquela aventura, eu aceitara-o como namorado. Por isso, enlaçou-me, puxou-me para ele, e corrigiu-me:
- Três!
Tinha razão. Dos três só a ele ainda o continuo a fazer.