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A viuvinha.
Lazinha fez as contas: cem reais para pagar o aluguel, quarenta para a energia elétrica, vinte para a água, cinqüenta para as muambas, quarenta para o botijão de gás. .. e mais isso e mais aquilo... e ainda faltavam cento e vinte para o armazém ..O dinheiro não dava pra pagar tudo, outra vez. A aposentadoria que recebia depois do falecimento do marido era insuficiente para tanto.
Havia comprado algumas muambas para comercializá-las, mas a tentativa não deu certo e ainda estava devendo a última compra que fizera – somando os calotes que recebera, ficara no prejuízo. Tentou pegar roupas para lavar, mas ali por volta todos eram pobres e ela não tinha dinheiro para pagar o ônibus e procurar freguesia mais abastada na cidade. A prateleira da cozinha estava vazia e se não pagasse a conta do armazém, o seu Idalécio não mais lhe venderia fiado. Faltava arroz, feijão, mistura, óleo... faltava quase tudo. O menino ia passar fome.
Encostou a barriga no balcão e esperou que saísse o freguês para chorar as mágoas ao seu Idalécio, dizendo que não tinha o dinheiro que lhe devia e que precisava de algumas coisinhas. Na conta que, ainda estava no vermelho.
Notou o olhar enviesado do crioulo forte e ríspida sua voz de repreensão:
-Isso aqui não é casa de caridade, dona Lazinha...sem dinheiro não dá pra tocar essa porra...já viu como é...tenho minhas contas pra pagar também...
Lazinha implorou : só umas coisinhas, dois quilos de arroz, um de feijão, umas cabeças de cebola, um quilo de lingüiça...
-Lingüiça? ... Ela baixou os olhos, envergonhada, ao perceber a entonação irônica na voz baixa e rouca dele.
O seu Idalécio era mais viúvo que ela: dois anos que a mulher havia se matado .. Tomara o veneno, dizia o povo, pois não suportara os maltratos dele. Lazinha estava viúva há três meses, depois que o marido morrera assassinado por um desconhecido, mas a firma não lhe pagou a indenização, alegando que não havia sido acidente de trabalho.
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Voltou para casa de mãos vazias e cozinhou o fubá com coentro e sal. Deu pra matar a fome do menino. Naquela noite, antes de dormir, ficou pensando nas lingüiças dependuradas no varal, secas, escuras e deliciosas. Tinha vinte e dois anos e o corpo desejável, o rosto ainda com os traços da adolescência, mas meio magro devido às agruras que sempre enfrentara, antes, durante e principalmente depois do casamento e da morte dele.
O armazém do seu Idalécio era grande, o maior da vila e ele, agora com 35, tivera cabeça esperta, soubera empregar o dinheiro ganho nas demandas a serviço dos que preferiam se livrar dos inimigos definitivamente.
Quando o fubá acabou, Lazinha encostou-se no balcão novamente, o vestido melhor que tinha, todo florido, os cabelos arrumados com cuidado e nos lábios o batom que sobrara das muambas encalhadas.
-Só meio quilo de lingüiça, por favor, seu Idalécio...pra fritar pro menino, nem é pra mim...está passando fome...uma latinha de óleo...eu pago depois...quando puder...
-Paga quando? Vai pagar como? Já lhe disse que...ele olhou os lábios vermelhos dela e aquele pensamento lúbrico que não conseguiu reprimir:
- Tem uma linguiçona boa pra você aqui...se der conta dela...hoje o bicho tá pegando...
Lazinha abaixou os olhos sem palavras, sentiu-se humilhada e notou que ele indicava um espaço atrás das prateleiras, no depósito cheio de caixas e mantas de carne seca, sacarias de arroz e feijão, batatas... Ela ainda titubeou, ficou corada de vergonha, mas pensou no filho e entrou meio assustada.
Ele espiou pelas frestas os dois bêbados que haviam chegado e puxou-a de encontro ao seu corpo, ficou segurando-a contra si durante um bom tempo, sentindo o cheiro gostoso dela, aproximou os lábios pedindo um beijo, ela quase permitiu, apalpou os seios pequenos e delicados dela. O ajudante estava fora, fazendo entregas. Que esperassem.... Lazinha sentiu os lábios dele descendo para os bicos dos seios e o calor subiu-lhe pelas pernas. Três meses sem macho era o suficiente para ela e o seu Idalécio, alto e forte, ergueu-a do chão ...Mas os dois bêbados começaram a chamá-lo e ele desvencilhou-se de Lazinha, sem fazer questão de esconder o volume que esticava a perna da calça. Ela, ainda trêmula, fingiu que não via aquele volume assustador e saiu pelos fundos, carregando os gomos de lingüiça e a lata de óleo.
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No dia seguinte viu o filho chupando um pirolito e perguntou onde havia conseguido. Respondeu-lhe que o seu Idalécio tinha lhe mandado um recado dizendo que ela aparecesse no armazém para pagar a conta, já bem vencida.
Botou o mesmo vestido, arrumou-se um pouco e errou o horário. O armazém estava cheio de fregueses e o seu Idalécio e o ajudante não davam conta do serviço:
-Venha amanhã, lá pelas seis horas...quando eu abrir as portas...disse-lhe ele fingindo que a atendia, com o olhar vidrado em suas tetas inchadas, os bicos duros. Ela voltou com o estômago lá no fundo. Fome. As duas fomes. Café, pelo menos um pacote de café, podia ter conseguido, mas nem isso, pensou desconsolada. E a criança,comeria o quê? Nem a merenda da escola, já que, dizia o povo, o prefeito havia desaparecido com o dinheiro destinado a ela.
Levantou bem cedo, muita fome, nem pensou no menino que se viraria sozinho e tomaria o rumo da escola às sete - foi bater na porta do armazém. Estava entreaberta e o seu Idalécio chamou-a para dentro. Fechou a porta e agarrou-a com força, a língua grande procurando os lábios vermelhos de batom e entrando boca a dentro, ela sentiu o gosto de aguardente na saliva, mas engoliu , deixou que a língua vasculhasse e chupou a língua dele , ainda bem que havia se lembrado de escovar os dentes. Era gostosa a sensação da língua úmida a lhe lamber a boca. Quase gozou. Os dedos do seu Idalécio na babaca desprotegida e pensou que ele ia fodê-la ali mesmo,tal a energia com que os metia lá dentro,quase a machucando. Mas não.
Ele usava a camiseta com a marca do armazém e a cueca protuberante de tesão. Forçou o rosto dela para baixo e esfregou-o no tecido de algodão obrigando-a a ficar frente a frente com o caralho teso:
-Chupa...chupa rápido antes que o outro chegue. Me faça gozar. Sei que faz muito tempo que não vê uma pica...teu jeito não engana...
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O rapaz da entrega chegava às sete e havia uma meia hora de prazo . Ela chupara, de vez em quando, o marido falecido,quando ele lhe pedia, fazia a contra-gosto, mas agora era diferente e Lazinha segurou a caceta escura, grossa, nunca havia visto uma igual, não daquele jeito, tão grossa e cabeçuda. Chupou o cacete com gosto de carne amanhecida e mijada e achou bom. Tão bom que nunca pensou antes em se satisfazer assim, se massageando a boceta enquanto chupava aquela cabeça arredondada dela, fazendo a saliva torná-la reluzente, saboreando o líquido que saia da ponta, gosmento e farto...Ajoelhou-se em sua frente para melhor se incumbir da tarefa e percebeu que o agradava, as longas chupadas a percorrer a haste do cacete e a beijar a cabeçona bem destacada. Gozou repentinamente e seus dedos se lambuzaram de gala própria e depois usou os dedos para massagear o caralho esperando ansiosa pelo gozo dele.
Veio em ondas acompanhado de um urro abafado, lambuzando-lhe os lábios, o queixo, as mãos, as pernas peludas dele e forçando-a a engolir um tanto , cuspir outro, engasgando-a e , por fim, deixando –a prostada quase sem poder acreditar que houvera conseguido fazer aquilo. Ela , que sempre fora recatada desde a juventude e durante todo o casamento...
Ele havia preparado uma espécie de cesta básica e entregou-lhe assim que ela se ergueu do chão onde as gotas esbranquiçadas de esperma acusavam o preço da oferta.
Lazinha saiu rapidamente antes que o ajudante chegasse e, dali a dez minutos estava arrumando as mercadorias na prateleira da cozinha. O menino ficaria contente quando visse aquilo que havia conseguido... Café, açúcar, farinha, carne-seca, leite e tudo mais. Havia lavado a boca para tirar o esperma dos lábios e da garganta, mas a lembrança do caralhão dele permanecia em sua mente como uma tocha acesa. Andava pela casa , pelos cômodos , meio bêbada de tesão e , no banheiro, teve que se satisfazer novamente com os dedos batendo sobre a racha insatisfeita.
Quando o filho chegou da escola encontrou o almoço pronto sobre a mesa. Ela comeu com ele tentando desviar o olhar, imaginando que se soubesse de tudo não a perdoaria. Mas era só impressão. Mentiu-lhe que havia conseguido vender algumas muambas na feira e conseguira pagar o armazém..
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Passou três dias sem ir procurá-lo até que ele mandou um recado pelo moleque, dizendo que precisava conversar com ela. Lazinha precisava de sabão em pó para lavar as roupas e precisava também de pão e manteiga. Os menino pedia pão de manhã para comer com o café e ela não tinha. Ia pra escola com as barriga vazia. Manteiga, aquela de lata, marca Aviação era tão gostosa.
Fez a listinha com as necessidades, não muita coisa, só o essencial e levantou-se às cinco da manhã para se arrumar. Lavou-se, perfumou-se e penteou os cabelos, ajeitando as ondas cuidadosamente. Estava tão bonita, pensou olhando-se com admiração no pedaço de espelho pendurado na parede.
Bateu de leve na porta e ouviu o ruído do trinco, entrou rapidamente sem que ninguém a visse e caiu nos braços dele. Ele a afastou um pouco para observá-la e ficou admirado com toda aquela arrumação e o perfume.
-Perfumou a bocetinha, também? Perguntou zombando dela e puxando – a para a cama que havia no fundo do depósito. Sentou-a em seu colo e começou a tirar-lhe o vestido, ela preocupada:
- O ajudante pode chegar e pegar a gente...vou ficar falada no bairro...
- Mandei ele vir mais tarde...lá pelas oito...dá essa buceta pra mim...dá? Deixa eu meter nela? Ele a beijava, agarrava, apertava e fazia as coxas dela se abrirem, sentadas em seu colo, o caralho aparecendo entre os pentelhos dela, a cabeçona reluzente de gosma, lambuzando tudo. Lazinha segurou o caralho e esfregou a ponta dele entre as pétalas da xoxotinha , sôfrega, entre gemidos :
- SSSssssss...ai...ai...ai...devagar....se não machuca....eu quero...mas...
Mas ele descontrolado de tesão, segurou-a mais forte e trouxe a bunda de encontro a si, o cabeção duríssimo já localizado na porta da gruta e ela gemeu, debateu-se, quase gritou, desvencilhou-se e saiu a correr destrambelhada pelo depósito de mercadorias.
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Tropeçou num saco de sal e caiu, ele veio por cima , ajeitou-a para recebê-lo por trás, doía muito, a boceta ainda muito apertada para receber aquilo tudo,fazia meses que não dava...e quanto mais gemia e implorava que não, mais ele se incendiava de desejo , como um cachorro arremetendo no cio...sentou-a novamemente no colo e não teve mais como escapar dos braços longos e duros. Sentiu a boceta ir se abrindo dolorosamente para agasalhá-lo até quase no fim....Então sossegaram os dois, tanto ele quanto ela, beijando-lhe a barba espinhosa, apalpando os peitinhos morenos.
Só depois de vários minutos, engatados, ele a deitou na cama e cobriu-a com seu corpo. Ela quase sumia embaixo dele. Pequena, temerosa, passou a mão entre os corpos e segurou ao redor do cacete para verificar quanto ainda faltava e ainda faltava um bom pedaço. Mas estava aos poucos se acostumando, perdendo o medo, sentindo as pulsações a lhe abrir o canal da boceta, o calor da peça enorme preenchendo completamente suas paredes internas.
Ele estava gostando. Mexia-se bem devagar agora, procurando conhecer tudo por dentro com o instrumento e, ao contrário do que pensava, ela agüentaria sim. Era só não se precipitar....meter devagar...tirar até a metade...empurrar novamente até chegar ao fim...sentir os músculos internos acalentando-o ... sentir a cócega na cabeça do cacete quando ela o espremia e o aguava com seus sucos...
Pensou em quantas putas havia fodido naquela cama e ela era a melhor de todas, justamente porque não era uma puta. Não se lembrava de ter apertado entre os braços um corpinho tão delicado como aquele e, no entanto, tão predisposto a recebê-lo daquela forma – sofrida e prazerosa.
Era ela mesma. O Idalécio desconfiava disso desde que a vira pela primeira vez. Mas e o menino? Teria que aceitá-lo também, pois ela não o abandonaria. Não tinha planejado isso quando mirou a arma no peito do ex-marido, na madrugada escura, quando ele voltava do serviço. Nada é perfeito nesse mundo, mas pra tudo se dá um jeito.
Lazinha gemeu que estava sufocando, queria ficar por cima, seria mais fácil, ele desatolou e virou-se, ficou segurando o caralho apontado, observando o corpinho dela se posicionar, as coxas se abrindo sobre ele, as mãos segurando o pênis enorme, parecia que não entrava, mas ela rebolava devagar, com cuidado foi se sentando até conseguir introduzi-lo completamente e depois sentiu as mãos dele segurando sua cintura para movimentá-la como desejava. Agüentou firme e foderam até as oito, os lençóis úmidos de suor, esperma e gala, quando ouviram o barulho do ajudante encostando a bicicleta perto da janela.
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O povo falava mal , dizendo que ela nem havia esperado o corpo do marido esfriar e já estava se juntando com o seu Idalécio. Mas, com o passar do tempo, o menino aprendeu a fazer as entregas
e ela cuidava do seu macho com tanto amor que o Idalécio jogou o revólver dentro do poço.