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DesAparecido.
Um molecote ainda em tempo de descobrir minha sexualidade. Um moleque de estatura regular a não ser pelas nádegas bem mais volumosas que as dos outros meninos. Mas tinha um pintinho insignificante que eu esperava que crescesse muito mais.
Eu gostava de ir à chácara dos pais do Aparecido. Ele era já um peão desenvolvido, bem desenvolvido para a idade, um sararazão, meio truculento, e nunca havíamos conversado a não ser na roda de amigos que freqüentavam a chácara de vez em quando. O Aparecido era um caipirão, assim como nós, só conversava a respeito de pescarias e prender passarinhos em gaiolas .
E assim, sem mais nem menos, eu vi um dia ele se afastar um pouco para mijar e tentei não olhar, mas quando percebi o modo como ele sacudia aquilo depois da mijada, fiquei muito interessado nele.
Comentei com o Arnaldo que achava que o Aparecido tinha um pintão bem grande e o Arnaldo estranhou minha conversa e contou para o Aparecido.
Os pais de Aparecido eram evangélicos e eu achava que ele não gostava daquelas conversas. Notei que o Arnaldo procurava me evitar depois que eu havia feito aquela observação. Já o Aparecido, que nunca me havia dado muita atenção, chamou-me, certo dia, para caçar passarinhos durante uma tarde qualquer. Eu detestava caçar passarinhos, mas gostava da idéia de ficar sozinho com ele nos pastos.
Numa terça-feira, depois do almoço, eu rumei para a chácara e a mãe do Aparecido, com seu ar austero e o cabelo enrolado no alto da cabeça, disse-me que ele estava lá pros lados da baixada perto do córrego, caçando passarinhos.
Eu gritei o nome dele e ele levantou-se dizendo que não devia fazer tanto barulho, pois aquilo não era jeito de pegar passarinhos. Mostrou-me a armadilha armada a alguns metros e eu me agachei a seu lado atrás da moita, ficamos esperando que algum passo-preto viesse comer os farelos de milho. Ele estava sentado sobre um tronco caído, com as pernas abertas, e naquele tempo, nem se usava cuecas... ia ser um moreno muito atraente quando se tornasse homem, pensei olhando entre suas pernas. Ele seguiu meu olhar e deve ter imaginado que eu não estava ali agachado em sua frente por causa de pássaros ou alçapões ou armadilhas ou caçadas.
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-Quer que eu mostro? Perguntou-me coçando a região observada...
Eu fiquei um pouco sem graça e surpreendido, pois sendo filho de evangélicos, achava que não gostasse daqueles assuntos... mas qual...
Afastou a perna do calção cinzento e deixou aparecendo tudo: os pentelhos bem crespos, o pintão marrom, o saco grande e redondo... dez vezes maior que a minha miniatura , seria pouco. Observei encantado durante o tempo em que permaneceu exposto e depois ele se guardou, mas já não estava do mesmo tamanho. Eu disse que tinha até vergonha de mostrar o meu porque era muito pequeno comparado com o dele, mas ele , evidentemente, não estava a fim de ver o meu.
-Quer que eu dou uma mijada pra você ver?
Foi aí que tive a certeza de que o Arnaldo havia contado tudo sobre o que eu havia dito ao vê-lo mijar,dias atrás..
Levantou-se e olhando o passo preto que rodeava a armadilha, enquanto pedia silêncio, abaixou o cós do calção e exibiu o pintão ainda encurvado para baixo. Estava a meio metro de meu rosto. Balançou-o umas três vezes antes de o jato de urina começar a jorrar sobre a grama. O som espantou o passarinho e a mim. Ele mijava forte, a cabeçona um pouco mais destacada, encoberta pela capa grossa da ponta. O pássaro levantou vôo e fugiu, mas eu fiquei aprisionado.
Então esperou um pouco, desenrolou-a, deixando exposta toda a cabeçona e zangou-se, referindo-se ao passo preto que voara para longe :
- Perdi mais um...esse não volta mais...já vi que hoje, não vou ter sorte...
Fiquei então sabendo que ele pegava pássaros não porque os admirava, mas para vendê-los na feirinha. Canarinho, passo-preto, coleirinha, pintassilgo.. Sempre tinham um bom valor...
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Teve certeza de que eu gostava do negócio,pois meus olhos não mais conseguiam se desviar daquele cacetão arregaçado que ele exibia com certo orgulho:
-E aí....gostou ? O Arnaldo falou que acha que você chupa...gosta de chupar... é verdade,mesmo?
Claro que era mentira, eu nunca havia comentado aquela minha vontade com ninguém... não sei como ele , o Arnaldo, havia desconfiado disso...
Eu fiquei bem corado de vergonha e ele percebeu na hora...
-Eu não conto pra ninguém... pode confiar...ninguém vai saber...chupa o meu...
O Aparecido se aproximou mais, mais, mais, eu vi a cabeçona lustrosa a centímetros de meus lábios... uma gota de mijo brilhando na ponta...ele sacudiu o caralho , apertou- bem até que as últimas gotas caíssem e praticamente roçou-o em minha boca. Eu senti pela primeira vez o calor, o odor, o cheiro macho, a vontade invencível de segurar-lhe o pênis e acariciá-lo com as mãos.
Aquilo era pecado, para ambos, pensávamos, e o fato de assim pensar, tornava o ato mais obsceno, mais desejável, mais...
-Dá uma chupada nele... eu não falo nada...
Sem poder resistir eu segurei a haste muito grossa e acariciei, parecia acetinada... puxei a pele...mirei a cabeçona bem mais larga que o restante, bem mais lustrosa que o resto, bem mais cheirosa que qualquer coisa que já havia provado.
E então não teve mais volta,minha natureza decidia.
Ajoelhado em sua frente eu dei uma lambida na ponta, no olhão melado, cuspia e repetia e quanto mais o lambia mais o trem se entesava, crescia, pulsava e se avantajava... Tomou uma forma e tamanho irreconhecíveis de momentos antes. Parecia não caber toda dentro de meus lábios.
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Ele empurrou e senti minha boca se abrindo completamente para abrigá-lo. Nada havia mais gostoso nesse mundo do que satisfazê-lo, pensei, enquanto chupava o cabeção inteiro, misturando minhas salivas com o suor e os sebinhos escondidos atrás da chapeleta .
-Pronto... balbuciei tirando-o dos lábios e admirando o resultado de meus esforços.
-Só isso? Eu nem gozei ainda... faz eu gozar,então...como é que vou voltar com o pau desse jeito? Bate uma punheta aí...
Olhei para ele, angustiado, pois temia que ele espalhasse o boato entre meus amigos, mas nessa hora, não há como mudar o rumo das coisas. Segurei o pintão enorme, meio encurvado para o lado esquerdo e comecei não só a punheteá-lo, mas também a chupar toda a cabeçona, fazendo-a entrar e sair de meus lábios ainda inexperientes mas gulosos.
Não demorou um minuto e ele enrijeceu-se todo, afastou-se de mim e eu vi o longo arco esbranquiçado voando no ar, por sobre minha cabeça, caindo na grama com um ruído pesado, molhado.
Pouco depois ouvimos o som da armadilha sendo acionada e ele percebeu que um canário amarelo estava preso lá dentro. Correu para lá , meteu cuidadosamente a mão e agarrou o pássaro que se debatia tentando escapar. Colocou-o dentro da gaiola e mostrou-me a beleza aprisionada:
- Vale umas vinte pratas, no mínimo!
Voltamos eufóricos para a casa dele, o Aparecido segurando a gaiola com seu troféu e eu com o pássaro dele para sempre aprisionado em minha mente.
Por onde andará hoje o Aparecido e seu pássaro encantado?