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Fazenda Pindapora.
Nascemos e fomos criados na fazenda de Pindapora, próxima a Sertãozinho no Estado de Minas Gerais, no ano da graça de 1830 aproximadamente, mas não constamos dos registros da commarca..
Neste diário escrevo os fatos ocorridos comigo e com minha irmã para que nossos sofrimentos não sejam relegados ao esquecimento,como se jamais houvessem acontecido.
Nossos pais eram pessoas humildes, imigrantes italianos e trabalhavam agregados ao Coronel Salvador Moraes, título auto-concedido como é de praxe - famoso na região por seu caráter enérgico, determinado e maldoso. Tínhamos dezoito anos ambos, eu e minha irmã, éramos um casal de gêmeos em plena adolescência. O Coronel Salvador Moraes nos observou melhor e começou a cobiçar nossa juventude , nossos traços europeus, bem distintos da maioria e decidiu que já estávamos na idade de dar-lhe algum prazer.
Sem que pudéssemos ao menos perguntar por que, o coronel resolveu separar nossa família mandando nossos pais para uma outra fazenda muito distante, de onde sequer poderiam ter notícias nossas, pois que a fazenda ficava em outra commarca e não havia comunicação possível, pois eles não sabiam sequer escrever e enviar uma simples missiva.
Todos nós ficamos muito entristecidos com aquela decisão, mas nenhum de nós tinha coragem de desobedecer a uma ordem do Coronel, evidentemente.
O Coronel Salvador Moraes era casado com Dona Senhorinha Moraes, mas ela não fôra capaz de lhe dar filhos.. O fato de não ter filhos com D.Sinhorinha e consequentemente herdeiros para toda a sua riqueza certamente o atormentava e muito.
Talvez tenha sido esse o motivo e a razão de tentar destruir os filhos dos seus subalternos. Subalternos sim, pois devido à sua riqueza e poderio político na região, ele era visto como um rei que fazia e desfazia segundo a sua vontade.
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Muitos senhores de terra já haviam se desfeito dos escravos, dando-lhes carta de alforria, dando-lhes a liberdade, mas o Coronel não admitia ficar sem os seus escravos que, segundo ele , eram os braços que tinha para trabalhar nas minas de ouro, nas lavouras de café e nos canaviais. Ameaçava mandar matar os que chegavam com idéias de abolição. E, na verdade até políticos importantes temiam contradizê-lo.
Uma semana depois que nossos pais haviam sido transferidos para a outra fazenda, o Coronel mandou nos chamar e nós fomos conduzidos até a Casa Grande.
Permanecemos aguardando por meia hora, perfilados, e finalmente ele entrou no corredor e ouvimos o som de suas botas no assoalho do escritório onde costumava decidir seus negócios.
Minha irmã estremeceu e olhou assustada para mim, porém eu estava tão assustado quanto ela e não podia lhe dar consolo. Não tinha sequer idéia do que nos aguardava. Até àquela idade éramos completamente inocentes e nem eu nem ela tivéramos qualquer contacto íntimo com qualquer pessoa, visto que nossos pais, nos haviam educado dentro dos preceitos do catolicismo, da moral e dos bons costumes. Esse foi um outro motivo para que o Coronel nos tivesse escolhido como suas vítimas, tenho certeza agora, tantos anos já decorridos.
Corria o ano de 1850 e a Lei do Ventre – Livre que dava liberdade aos que nascessem filhos de escravos estava ainda para ser assinada. Muitos escravos se rebelavam contra as crueldades do cativeiro, mas nas fazendas do Coronel Salvador Moraes isto representava a morte sumária ou então muito sofrimento ao insurrecto.
O Coronel estava acompanhado por um de seus capatazes, o tal chamado de Salestiano, um dos que ele confiava a guarda e a punição dos que ousassem desobedecer suas imposições.
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Os dois aproximaram-se de minha irmã e começaram a examiná-la como se examina um animal qualquer a fim de serem determinados sua qualidade e seu preço.
Olharam-lhe os dentes, as pernas, os braços, os cabelos, o traseiro e, para o constrangimento dela, ergueram –lhe as saias e apalparam suas partes íntimas , seios e vagina.
- É uma bela potranca... forte o suficiente para agüentar qualquer um e bonita, muito bonita mesmo...concluiu o Coronel, enquanto o Capataz mantinha erguida a saia dela e observava com olhos lúbricos as formas de seu corpo.
-E o rapazote, Coronel? Quer dar uma avaliada nele também? Perguntou o Capataz Salestiano aproximando-se de mim.
- Ele tem a boca da irmã e a bunda grande...tá no ponto certo...desça as calças dele..vamos dar uma olhada nesse cu...
Imediatamente o Capataz Salestiano segurou-me, desceu minhas calças e virando-me de costas para o coronel obrigou-me a ficar curvado de modo que minha bunda estivesse à mostra e abriu-me as nádegas, expondo – me aos olhos do Coronel.
-Deve ser bem apertado... Vai sofrer um bocado... Tu já imaginaste, Salestiano... o caralho do negro Jacobino entrando aí?
O Capataz riu e eu não podia encarar minha irmã, por tanta vergonha e tanta humilhação, mas sabia que precisava manter os olhos baixos – olhar para seu rosto poderia significar insubordinação, desacato e muitas chibatadas nas costas...
Ao tempo em que conversavam calmamente, podia-se notar o crescente interesse do Coronel em práticas mais objetivas. Segurou o braço de minha irmã e obrigou-a a lhe massagear as partes íntimas, a mão dela teve que apalpar-lhe as virilhas, a braguilha e logo ele se expôs, obrigando-a a segurar seu pênis e o constrangimento que vi em seu rosto, jamais esquecerei - ela olhava-me pedindo ajuda para tirá-la daquela situação embaraçosa e, no entanto, eu não podia ajudá-la. Pude notar que, apesar de seu corpo enorme, o pênis daquele homem tão poderoso, do Senhor dos Engenhos, não media mais que cinco ou seis centímetros, fino como um charuto mirrado.
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Não admira que o Coronel costumasse escolher seus Mandantes pelo tamanho exagerado de seus membros... Parece-me que realizava-se como voyeur vendo outros infligir sofrimentos que ele mesmo não conseguia, devido ao seu tamanho exíguo. E, no entanto, foi usando aquilo que o Coronel tentou desfazer a virgindade de minha irmã. Levaram-na os dois para o leito que havia ali no escritório, o Coronel deitou-se sobre ela, abriu-lhe as coxas, forçou um pouco e começou a mover-se e revolver-se por cima dela....gozou rapidamente deixou-a, o pequeno pênis pingando esperma.
Eu confesso que não sentia desejo algum por homens, nem sequer pensava na possibilidade de contato com outros machos e apreciava mesmo as negrinhas escravas e as mestiças de índios com portugueses. Mas meu destino estava fadado a seguir outros caminhos assim como o de minha irmã.
Foi depois que o Coronel se afastou das coxas de minha irmã que o Capataz Salestiano se aproximou dela e ficou esperando que o Coronel desse o seu consentimento.
-Quero ver sujeira... Quero ver sacanagem... , rosnou ele para seu encarregado e depois para mim – ordenou-me com voz firme – à qual nem me passou pela cabeça desobedecer:
- Aproxime-se você! Venha ajudar...
Eu me aproximei, trêmulo de medo, e o Capataz Salestiano havia já aberto suas calças, havia se livrado do cinturão de couro e o seu pênis bem mais volumoso que o do Coronel pendia meio duro, meio mole entre suas pernas.
-Ajude o Salestiano a foder sua irmã... Mexa essa bunda branca e gorda!...
Eu não conseguia olhar para os olhos de minha irmã, mas sabia que ela os mantinha fechados, a cabeça virada para o lado, desesperada, sem poder reagir àquela situação infame.
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-Limpe a boceta de sua irmã – ordenou-me o Coronel Salvador segurando-me pelos cabelos, empurrando minha cabeça em direção a ela e eu senti enjôo e tristeza, mas minha boca foi esfregada rudemente ali e eu me vi obrigado a cumprir a determinação dele. Na verdade não a limpei – apenas meus lábios ficaram lambuzados pelo gozo do Coronel e isso pareceu satisfazer os dois que se excitaram mais e mais.
O Capataz mostrou-me seu pênis completamente duro, foi a primeira vez que vi um membro viril tão avantajado e aquilo me pareceu feio, nojento, abbjeto, indecente mesmo... Obrigou-me a segurá-lo, masturbá-lo, e por fim exigiu que o segurasse enquanto o empurrava para dentro da boceta dela. Minha irmã gemia de dor, gemia muito e começou a chorar, então ele parou e mandou-me que molhasse a cabeça dele com meu cuspe. Eu sentia as lágrimas escorrendo-me pelo rosto, mas não tive outra opção: cuspi uma quantidade de saliva na palma da mão e esfreguei a cabeça do seu pênis até que ficasse lubrificada, e a seguir ele o encostou entre os lábios da vagina...
O Coronel aproximou-se mais e esfregando suas partes, resfolegava de tesão ao ver a introdução lenta até que minha irmã estrebuchou, ficou meio desmaiada e o Capataz a possuiu selvagemente, fazendo seu pênis atolar-se entre as carnes dela. Parecia que estava phodendo uma pessoa morta, pois ela não esboçava mais qualquer reação..
Depois das primeiras enfiadas, o Capataz Salestiano observou as grandes manchas de sangue que tingiam as coxas dela e os lençóis da cama. Olhou para o Coronel e riu desbragadamente - já estava atingindo o clímax, enquanto o Senhor dos Engenhos o instigava a continuar phodendo, aproveitando para masturbar-se ao ver a cena lamentável.
Fomos depois levados para a senzala da velha negra incumbida de cuidar de nossos ferimentos. Minha irmã ferida fisica e espiritualmente, eu ferido e ultrajado irremediavelmente em minha masculinidade. Durante a escravidão, quebrava-se primeiro a alma dos servos, para depois escravizar-lhes com maior eficiência os corpos.
A negra velha fez o melhor que pôde para nos ajudar e sua primeira ação foi ferver um pouco de água e lavou as partes íntimas de minha irmã. Eu me aproximei para observar e vi os lábios de sua vagina dilacerados, manchados de sangue já ressecado junto com o esperma que o Capataz havia despejado durante o seu gozo. A velha negra usou um ungüento conhecido pelos escravos, aplicado após os castigos no tronco e minha irmã foi se recuperando no prazo de uma semana. Ainda era a menina tímida e recatada de sempre, mas algo havia sido destruído dentro dela e não era apenas a virgindade.
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A velha escrava parecia estar acostumada àquela incumbência e a cada vez que eu iniciava minhas lamentações sobre a nossa sorte , ela cobria-me a boca com sua mão, numa atitude evidente para proteger-me. Sabia que não adiantava reclamar e o melhor era aceitar os fatos conforme nos eram impostos.
A seguir ocorreu o fato que demonstrou até onde ia o sadismo e a lascívia tanto do Coronel quanto de seus Capatazes, corrompidos pelo pouco de poder que o patrão lhes outorgava. Tanto eu quanto minha irmã, fomos levados para uma das salas, na verdade um cubículo dentro da Casa Grande onde só existiam as paredes nuas e ali ficamos aprisionados sem contato com o mundo exterior.
Sem água e sem comida. Durante os primeiros dois dias não nos dávamos conta da situação e no terceiro dia sem água a sede começou a nos torturar. No quarto dia, sem água ou comida, o desespero era tanto que nos olhávamos e não encontrávamos palavras para nos consolar. No quinto dia,minha irmã procurava pelas paredes algum inseto para devorá-lo, mas nem isso existia. Eu lambia minha pele tentando extrair dela o suor e não sabia que isso só aumentava a sede. Minha boca estava tão seca que mal podia orar e pedir clemência a quem pudesse nos ajudar. Não aparecia ninguém para abrir aquela porta. Poderíamos morrer ali dentro de inanição e ninguém se daria conta do crime praticado. Tantos já haviam morrido pelas mãos ou ações do Coronel Salvador Moraes que pouca diferença faria para os imperialistas ou republicanos.
Então no sexto dia, sem pão e sem água, estávamos tão famintos e abatidos que sentimos uma réstia de esperança e alguma alegria ao ouvir a chave girando dentro da fechadura e a porta se abrindo. Minha irmã arrastou-se até ela e ficou ajoelhada aos pés do Coronel Salvador Moraes.
Com ele entraram mais três homens: o Capitão- do- mato Gregório e dois escravos muito fortes e jovens.
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O Coronel disse ao Capitão Gregório que não ia precisar de sua presença ali dentro e ele se retirou. A porta foi trancada novamente e o Coronel se aproximou de nós:
-Estão com muita fome, não é? Estão com sede?
Eu implorei primeiro, minha irmã depois... Ambos usando o pouco de energia que nos restava, imploramos piedade. Mas ele tinha um sorriso diabólico nos lábios e perguntou-nos:
-Vocês estão com tanta fome que aceitam qualquer coisa, não é? Engolem qualquer coisa, mesmo – pois não?
Nós concordamos que sim... Mas logo ficamos sabendo das intenções do Coronel:
-Pois este aqui é o nego Jacobino... Ele é um dos melhores... e esse outro é o Angolanno...vocês não conhecem eles? Já ouviram falar da fama deles? Eles vão salvar suas vidas... se vocês forem espertos...a menina pode ficar com o Jacobino...você o quer, meu anjo?
Minha irmã parecia não entender direito o que ele dizia e afirmou que sim. Então o Coronel Salvador deu passagem e o Jacobino adiantou-se, desceu as calças de algodão cru e um pênis quase cavalar em suas medidas saltou ante os olhos marejados de lágrimas dela. O coronel virou-lhe o rosto, forçando-a a encará-lo:
-Chupe esse pistolão negro, minha santinha... Chupe com bastante força e você terá um bom alimento... Eu lhe garanto...mas terá que se esforçar para ganhar teu sustento...
O Coronel Salvador fez um sinal para o escravo e ele imediatamente guiou o pênis e roçou a ponta dele entre os lábios ressequidos de minha irmã. Imediatamente ela fechou os olhos, abriu a boca e engoliu a ponta, chupando-o como uma desesperada, tentando saciar a sede e a fome ao mesmo tempo. O resultado disso foi quase instantâneo e o escravo ficou excitado, o pênis cresceu até um tamanho exagerado, enquanto os lábios dela procuravam chupar o líquido que se juntava na ponta e umedecia-lhe toda a boca.
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O Coronel instigava-a a chupar mais, engolir mais,
com mais força, mas aproveitava para lembrá-la que, se desse uma mordida, pequena que fosse, estaríamos ela e eu arruinados...ele falava como se estivesse fora de si e ela o obedecia cegamente, eu observava aquilo sem forças para mais nada que não fosse a infame vontade de imitá-la, numa tentativa de me livrar da fome e da sede.
Minha irmã, meio enlouquecida, continuou a chupar o membralhão cada vez mais intensamente até que o escravo desalojou-o de sua boca, segurou o próprio caralho e masturbou-se freneticamente. Quando sentiu que o gozo se aproximava, enfiou a cabeça do membro entre seus lábios e ela começou a deglutir todo o esperma com sofreguidão.. Saciou-se o quanto pode até que a peça escorregou úmida para fora, bamboleante e aplacada. Minha irmã deixou-se cair ao solo e desmaiou em seguida.
O Coronel observou tudo com os olhos arregalados, em êxtase profundo. Em seguida olhou para mim... o escravo Angolanno esperava, a mão espalmada sobre o membro esticado sob a vestimenta rude .
- Você terá até mais que sua irmã, se se esforçar... faz mais de mês que esse negrão está guardando o que será seu... debochou ele. E ameaçou:
-Está me parecendo que você não é muito interessado...não deve estar com tanta fome...vou mandar que o escravo se retire...
-Não...por piedade...não faz isso...eu quero...eu quero sim... gemi atordoado.
E sem pensar em mais nada que não fosse a sede e a fome que me deixavam zonza a cabeça, avancei sobre o membro já ereto, colei meus lábios na ponta úmida e tentei desesperadamente extrair dali tudo que pudesse me oferecer. Procurava manter os olhos fechados para não ver, mas meus lábios sugavam desesperados a cabeça do pênis. Não demorou muito para que várias ondas enormes de esperma quente e grosso como um mingau encheram-me a boca e desceram para o estômago que recebeu aquilo como uma dádiva divina. Desesperado, eu o segurei e apertei-o para chupar as últimas gotas que ainda haviam dentro dele.
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E foi assim, dessa forma humilhante e desumana que conseguimos nos livrar daquele pesadelo... Conduziram-nos depois para os cuidados da velha negra que nos alimentou devidamente com abundante angu e galinha gisada. Mais uma semana de recuperação e minha irmã orava constantemente para que o Coronel não nos importunasse, porém suas preces não pareciam ter muito valor...
Várias semanas se passaram até que uma fuga de cinco escravos ocorreu e o Coronel colocou seus Capitães- de- mato no encalço deles. Estava possesso com o prejuízo, pois mesmo que fossem capturados e recambiados para a fazenda, deveriam ser castigados seriamente, o que em muitos casos resultava em aleijamento. A velha negra nos avisou que deveríamos nos preparar para o pior, pois quando isso ocorria, o Coronel sempre buscava as vítimas para descarregar o seu ódio, como se pretendesse provar a si mesmo que ninguém o afrontava sem que alguém pagasse caro por isso.
E tão certas foram suas palavras que naquela mesma noite levaram-nos ao inferno do casarão, onde as coisas aconteciam longe dos olhos bondosos de Dona Senhorinha Moraes. Foi lá que tanto eu como minha pobre irmã perdemos nossas virgindades definitivamente. Ela, é verdade, já havia recebido na vagina o membro do Capataz Salestiano, mas eu ainda não havia sido estuprado.
Era noite, quase meio da noite já, e o Coronel havia se embriagado, assim como os três Capatazes escolhidos a dedo por ele. Levaram-nos para um quarto nos fundos do casarão onde ninguém tinha o direito de se aproximar sem ordens do Senhor. Estavam lá o Capataz Salestiano um outro Capataz chamado Cipriano, o Capitão- do- mato denominado Gregório e os dois escravos que haviam nos “alimentado” durante o episódio da fome: o Angolanno e o Jacobino.
Minha irmã ao vê-los todos nus, começou a chorar já premeditando o que nos estava reservado, mas eu, talvez já convencido da inutilidade de tentar escapar de suas garras, tentei consolar suas lágrimas, o que tornou-se um pouco cômico, devido às risadas que essa tentativa gerou entre os homens.
Estavam todos completamente nus, menos o Coronel, com certeza para não se sentir diminuído em frente aos enormes cacetes que balançavam livres entre as pernas daqueles rudes caboclos e escravos escolhidos cuidadosamente pela sua depravada personalidade.
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Ele comandava todos os movimentos e todos os atos. Os escravos também haviam bebido, numa generosa concessão do Senhor Patrão e Dono. Primeiro ele sentou-se com minha irmã em seu colo, ergueu-lhe as saias, livrou-a dos panos de baixo, abriu-lhe as pernas e mostrou suas vergonhas para que os homens a olhassem o quanto quisessem. Mas não permitiu que nenhum tocasse nela, a princípio. Eles olharam demoradamente e concordaram entre si que aquilo era um presente inesquecível que o Coronel lhes oferecia: “Bocetinha branca por essas fazendas é bem difícil de conseguir, patrão...” brincou um deles.
O Coronel Salvador se excitou com a situação e quanto mais ela se encolhia envergonhada com aquela obscena exposição , mais ele se atrevia e então acabou tirando-lhe todas as roupas de modo que ela ficou inteiramente nua sentada em seu colo. Ele segurou-lhe os peitinhos e exibiu os bicos rosados para a apreciação: Vejam só que beleza...é européia da gema...já viram bicos de tetas parecidos assim?
Depois lembrou-se de mim e ordenou-me que examinasse os cacetes para definir qual deles seria o maior. Eu estranhamente já não me sentia tão humilhado ao me ajoelhar em frente a eles, apalpar-lhes os cacetes um por um e concluir que, embora não estivessem ainda completamente duros, parecia-me que o escravo Jacobino tinha o mais grosso de todos. Mesmo envergonhado por ter que usar aquelas palavras, passei-lhe essa informação, mas ele ralhou comigo:
-Como é que podes chegar a esse resultado se não estão tesos ainda? O que estás esperando para fazer o teu trabalho? Ordenou-me.
Nada que ele exigisse poderia me espantar e lembrando-me da referência que havia feito sobre minha boca ser exatamente igual à de minha irmã gêmea, compreendi o que deveria fazer e ajoelhei-me ante as pernas do Capataz Salestiano. Segurei-lhe o membro e o meti na boca de uma só vez. Chupei-o inteiro umas três vezes até que endureceu completamente e depois que ficou bem duro puxei-o para fora da boca e medi-o colocando o dedo polegar na base peluda e o dedo mindinho tocando o final da glande túrgida.
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-Tem um palmo de minha mão, senhor...
-E que gosto tem isso, garoto? Você gostou de chupar esse caralho?
-Gostei senhor... tem gosto salgado... Eu respondia como se estivesse hipnotizado por alguma força superior à minha e como se não tivesse mais vontade própria.
-Então o traga até aqui para sua irmã prová-lo também...
Ele continuava embalando minha irmã , como se estivesse embalando em seu colo uma filha, e aproximou os lábios dela para que o servisse. Mal ela tocou no órgão, ele avolumou-se mais, a ponta arroxeada penetrou em seu lábios e ela regurgitou, levou um forte tapa do Coronel e começou a chupá-lo como da vez que chupara o escravo anteriormente, entre gemidos de desgosto e nojo.
Depois exigiu que eu examinasse o Capataz Cipriano e o homem colocou-se a dois passos da poltrona onde o Coronel massageava a vagina de minha irmã . Tive dificuldade em enfiá-lo todo na boca, pois era excessivamente grosso. Tentei diversas vezes, os homens riam de meus esforços e finalmente, consegui engolir a glande inteira e não mais que isso.
-Quanto mede esse? É maior que o primeiro? É mais grosso?
-Tem um palmo e três dedos, senhor... é muito grosso e não entra.....
-Traga-o até aqui...vamos ver qual dos dois gêmeos tem a boca maior...coloque-o na boca de sua irmã...isso...vai, meu anjo...engole...mais...
E assim ele ficou nos testando – obrigando minha irmã a engolir o máximo que conseguia, depois eu novamente, até que o Capataz Cipriano começou a gemer e na iminência de esporrar, o Coronel mandou que ele se acalmasse e ele se afastou teso.
Testei a seguir o Capitão-do-mato Gregório e verifiquei que seu pênis era semelhante a do Cipriano, grosso, as veias bem salientes, porém o saco devia ter o dobro em volume se comparado aos outros. O homem segurou suas bolas, destacando-as bem e mandou-me que as beijasse a e as lambesse.
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O Coronel observou esse detalhe e exigiu que minha irmã lambesse as bolas peludas e as enfiasse na boca uma por vez. Tal como eu, minha irmã já havia atingido aquele estágio onde apenas se obedece sem ter forças para questionar ou se recusar.
Ela fez o que o Senhor ordenava – lambeu-lhe as bolas grandes, enfiou uma depois outra dentro da boca e deixou que escorregassem para fora, úmidas de saliva, enquanto eu obedecia a ordem de me curvar aos pés do escravo Angolanno. Já o conhecia, embora da primeira vez estivesse em situação tão desesperadora, que nem sequer havia notado detalhadamente sua ferramenta. E aquilo era assustador. Duríssimo como estava, media quase dois palmos de minha mão e bastou meus lábios se aproximarem da cabeça dele para que várias cuspidas de líquido seminal me lambuzassem toda a boca – mas ele não estava gozando.
-Ele está gozando em sua boca? Perguntou o Coronel atento a todos os detalhes.
-Não, senhor... não é gozo...é algo que espirra...não sei o que é.....respondi tentando não lembrar da quantidade de mingau branco e espesso que já havia engolido dele naquela ocasião.
-Pois trate de enxugá-lo..ora pois...não o faça gozar ainda...a brincadeira mal começou...
Quando por fim ia me curvar para avaliar o último dos cinco , um fato inusitado ocorreu e o escravo Jacobino estremeceu, deu um forte gemido, seu caralho enorme pulsou forte ante meu rosto e enormes ondas de porra saltaram sobre o assoalho formando poças esbranquiçadas do tamanho de patacas.
O Coronel olhou aquilo, deu uma gargalhada e observou zombeteiro :
-Puta que pariu... seu negro safado! Não é à toa que tu és o reprodutor oficial de todas as minhas fazendas! Veja só que desperdício! Quantos negrinhos escravos se perderam nessa!
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Sua expressão, porém, mudou repentinamente, verificando que o caralho do escravo predileto continuava teso como antes do gozo, ordenou:
-Mede essa pistola, rapaz! Veja se não é a maior de todas... Verifique se consegue fechá-la com sua mão ... é grossa, não é ? É a mais grossa de todas?
- Sim, senhor... tem mais de dois palmos e não consigo segurá-la em volta com a minha mão ... Todos riram de minha observação e o Coronel completou:
-Pois é esse aí mesmo que vai ser introduzido na boceta de sua irmã e no seu cuzinho...ou eu estou a falar besteira?
Eu me desesperei ante aquela sentença impiedosa e, pela primeira vez, ousei manifestar-me:
-Pelo amor do mais sagrado, Senhor... Não permita isso... Se tiver que ser feito, que não seja com ele...
O Coronel não me ouviu, pois já fazia sinais para que os homens me segurassem e eu fui colocado sobre suas pernas poderosas: minha irmã ficou com as coxas abertas sobre sua perna esquerda e eu fui colocado de bruços sobre suas perna direita. Ele nos segurava fortemente a ambos e nos ofereceu aos depravados:
-Você, Jacobino...que já tem a prática...pegue o pote de banha ...passe bastante na boceta dela e no cu do rapaz.....isso...deixa tudo bem...liso...não quero ver estragos...por enquanto não...
-Venha, Salestiano! Primeiro você na bocetinha dela e depois no cuzinho dele! Quero ver todos phodendo! Depois você, Cipriano... um de cada vez...atoche na boceta primeiro , depois no cu...vamos se revezando...venha Gregório...já estão mais abertos...isso ....na cona e no cu...cuidado pra não machucar...tua vez, Angolanno...cuidado...de vagar....isso...pode botar um pouco mais...ela agüenta....agora vem no cuzinho dele...passa mais banha nesse caralho,homem... a banha ...se não o menino não vai agüentar o tamanho do Jacobino...
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Eu ouvia minha irmã gemendo e não era apenas dor...havia mais que dor e desespero nos gemidos dela. De repente ouvi a voz de zombaria do Coronel :
-Ela tá gozando, Cipriano! Olha aqui a bucetinha da safada! Toda melada de gala! Ela tá é gostando! Venha Jacobino...ela já tá pronta pra receber o teu...mas não vá gozar na primeira enfiada, seu nego safado! Tem o cuzinho dele também pra ser arrombado...não vá gozar , tô lhe ordenando...
-Apois não, Senhor...vou me controlar...ei...ei...ei...tá apertada ainda...me dê essa banha ... assim ...não entra...
- Ui...pelo amor de Deus – era a voz chorosa de minha irmã implorando – não esse ...por favor...eu não agüento...
O Coronel zombava, maldosamente:
- Não queres o do Jacobino? Queres que ele atole no cu do teu irmão, então? Assim você fica livre? Queres? Você é quem sabe...Preferes ser phodida por ele ou será teu irmão...?
Pelos gemidos que ouvi, imagino que o escravo meteu a metade daquele instrumento na vagina dela e ao ver os sons roucos que ela deixava escapar, acho que teve um desmaio de dor, o Coronel viu o estrago que poderia ocorrer em seu útero e mandou que ele se afastasse sem completar o seu intento.
Eu caí num choro convulsivo enquanto sentia que a banha era novamente esfregada por fora e por dentro de meu cu que já havia recebido os quatro e estava largo, lacerado, mas mesmo assim - ao perceber que o escravo Jacobino estava prestes a se introduzir, senti um frêmito, um desejo de me desvencilhar e sair em desabalada carreira, mesmo sem saber para onde. Tentei me livrar de seus braços.
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Porém o Coronel Salvador jogou minha irmã ao chão, ela caiu como um saco inerte e ele agarrou-me forçando-me a erguer a bunda para recebê-lo.
-Abre o cu dele! Abre o cu dele! Ouvi a voz do escravo Jacobino quando ele se colocava entre minhas pernas e o Coronel separava minhas nádegas, o cabeção monstruoso e liso arregaçando completamente a entrada de meu cu e aprofundando-se impiedosamente dentro de meu reto.
Quase desmaiei de dor e aflição e depois, completamente lânguido e frouxo, senti que ele phodia-me com o pau quase inteiro , chegando perto do estômago como se quisesse me transpassar pela boca..
A mesma quantidade que havia ejaculado no assoalho foi injetada em meu reto de modo que quando se afastou, escorreu tudo de volta pernas abaixo.
Assim continuaram até se fartar e minha irmã voltava à razão para ser possuída novamente até desfalecer . Não sei dizer quantas vezes eu e minha irmã fomos phodidos e quantas esporradas ocorreram dentro de nós durante aquele tempo todo que fomos seviciados.
Naquela noite o Coronel não dormiu, pois durante a madrugada chegaram os Capitães - do- mato com três dos escravos capturados e apesar de estarmos dilacerados por dentro, tivemos que assistir ao castigo aplicado no tronco , tínhamos febre e tremíamos contando as cento e vinte chibatadas nos lombos negros até o sangue escorrer sobre as pedras. O suplício terminou duas horas depois e fomos levados finalmente para dentro da senzala.
A negra velha nos assistiu e curou nossos ferimentos, como sempre fazia e pude perceber, pela primeira vez, uma lágrima escorrendo pelo seu rosto enrugado. "Um dia minhas rezas vão ser ouvidas..." sussurrou ela.
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Meses depois, uma doença grave nos pulmões começou a amansar os ímpetos sádicos do Coronel Salvador Moraes, genuíno descendente dos primeiros portugueses deportados que chegaram por aqui.
Depois de sua morte, a pedido de Dona Senhorinha, um padre Jesuíta levou-nos embora da Fazenda Pindapora. Encaminhado para o Seminário, eu me tornaria padre, não porque acreditasse em Deus, mas porque era uma das poucas opções de ser respeitado na sociedade e de poder ajudar aqueles que a escravidão esmagava.
Minha irmã, porém, jamais se recuperou e morreu na prostituição..Notícias de nossos pais jamais tivemos e creio que morreram na dura labuta da lavoura, longe dos filhos, sepultados como simples imigrantes.
A escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.