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Uma história sobre Ele .
Já havia a sua fama de bom jogador entre os aficcionados de futebol que freqüentavam o campo da várzea. Eu, de vez em quando, ficava por ali, me aproximava para vê-lo jogar e me surpreendia com os dribles que humilhavam os beques adversários e me exaltava com os gols marcados com arte e beleza , apesar de suas pernas tortas.
Nenhum olheiro ainda tivera a perspicácia de atentar para o gênio da bola ali, já presente, porém ainda em formação e desconhecido. Era apenas mais um mulato que gostava de jogar futebol e o fazia porque tinha amor àquele esporte. Talvez nem sonhasse com fama e dinheiro ainda. Queria apenas exercer o que tanto o agradava: jogar futebol.
Eu permanecia agachado, observando-o, e algumas vezes, corria para pegar a bola chutada fora do campo e a entregava em suas mãos. Enquanto a admiração pelo seu talento crescia entre todos que O viam jogar.
Uma vez só, Ele olhou para mim , agradeceu, botou a bola no chão e chutou-a de escanteio. Estava suado e a respiração alterada, já no final do segundo tempo.
Quando o jogo terminou, reuniram-se em grupo, os companheiros, e foram matar a sede na casinha que ficava ao lado do terreno baldio.
Acompanhei-os, andando atrás do pequeno grupo e, depois que haviam se retirado, aproximei-me do velho que ainda segurava o jarro de vidro.
Não foi difícil fazer amizade com o velho. Devia ter seus 70 anos e gostava de rapazes. Vivia sozinho no barraco e sempre preparava um jarro de água fresca, pois sabia que viriam suados, sedentos. Ficava sentado na porta do barraco observando-os nos treinos, todo final de tarde. Não demorou muito para o velho perceber que eu também gostava de rapazes. Passei a freqüentar seu barraco costumeiramente e ele acabou se afeiçoando muito a mim. Contava-me seus causos e segredos quando instigado a falar deles.
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- Conte sobre Ele, Seu Antero...o senhor o conhece há muito tempo,não é ?
-Desde que era menino...agora já tá um rapagão...é um bom rapaz... não é muito bonito de rosto, mas tem pernas fortes e apesar de tortas , joga como um gênio...ninguém aqui é melhor que ele nos dribles...e como gosta de neguinhas...nunca vi outro tão safado .
-Tem outra coisa que gosto muito nEle...o senhor já reparou? Quando Ele corre no campinho... o volume no calção...será que é verdade,mesmo?
- Já vi também... estava mijando ali do lado do barraco...é exagerado, criado...
Dias depois presenteei o velho Antero com uma garrafa de aguardente vinda da fazenda de meu avô, lá de Minas. Era de qualidade excelente, produção própria, limitada. O velho guardou-a para uma ocasião especial.
Porém, naquela mesma tarde, Ele , depois do treino , depois de matar a sede, Ele demorou-se mais no barraco do velho Antero e foi apresentado à garrafa de aguardente...ficamos na salinha conversando , nós três - Ele nos falou que tinha vontade de sair daquele subúrbio e tentar a sorte em times mais famosos, onde teria oportunidades de ser alguém ...acho que então já começava a sonhar com a fama, instigado pelos amigos mais chegados que o faziam ver que Ele não era apenas um bom jogador de futebol...era um craque . Poderia brilhar como estrela em times importantes como Corinthians, Santos, no Botafogo, quem sabe....e enquanto conversava , nós o animávamos , o velho já era realmente o seu primeiro fã, eu era o seu admirador incondicional não só por motivos futebolísticos....
O velho Antero bebeu muito pouco, eu não bebi nada e Ele praticamente tomou a aguardente toda sozinho. Ficou meio grogue, primeiro falastrão, depois o amolecimento natural causado pela aguardente deixou-O sonolento. Deitou-se no velho catre, o velho Antero, encostou a porta do barraco sorrateiramente e animou-me:
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- Tu não queria tanto ver como é? Não perca a oportunidade... vou lhe mostrar...
Eu entendi imediatamente o propósito do velho, mas estava com receio de que Ele não aceitasse e acordasse... Devorei com os olhos aquele rapagão, o rosto comprido, o corpo de atleta, as pernas grossas e tortas... usava apenas o calção esverdeado e largo do time da várzea...vontade não me faltava , mas...
O velho Antero sentou-se no catre, ao lado dEle , chamou-o pelo apelido que se tornaria , no futuro, mundialmente famoso e perguntou-lhe se estava bem...mas Ele apenas resmungou, tentou nos observar e caiu no sono novamente.
Então o velho Antero mandou que eu me aproximasse e pegando minha mão, colocou-a sobre o volume do calção. Eu o acariciei por um momento, os dedos trêmulos enquanto ouvia sua respiração pesada alheio ao que acontecia. O velho separou as coxas possantes, os pés apoiados no chão de terra batida e me fez um sinal.
Eu me ajoelhei e fiquei entre as duas coxas morenas, peludas.
Vi a mão do velho Antero arregaçando a perna do calção largo e desnudando as partes dEle, livrando-as da cueca suada. Era sim, tudo aquilo que eu imaginava. A mão do velho segurou-o, exibiu-o bambo para mim, fazendo-o bater pesado e roliço na coxa esquerda.
-Pau de bêbado não levanta fácil, aconselhou o velho Antero – mas mesmo assim, gosto de ver...faça meu desejo...veja o que você pode conseguir – e o velho carinhosamente forçou minha cabeça para baixo , em direção ao caralho adormecido.
Eu o beijei, os pentelhos fartos que rodeavam o caralho e mais ralos sobre as duas bolas grandes, beijei as duas bolas , aspirei o seu odor forte , enquanto Ele dormia profundamente. E depois mais, abri minha boca e o chupei um pouco, era grosso, macio, salgado. Ele murmurou algo, como se estivesse num sonho delirando e aproveitei para aumentar meus carinhos, apaixonadamente encantado pelo caralhão que começava a despertar lentamente, não ficou completamente ereto, mas devia medir uns 23 centímetros calculei assustado.
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O velho Antero me instigava a continuar, cada vez mais excitado ante a minha obstinada performance:
-Chupa, filho... chupa a cabeça dele...chupa com força...você vai conseguir...
O embebedado aumentou os gemidos e em seus sonhos sentia meus lábios gulosos envolvendo sua chapeleta marrom, gosmenta, continuei friccionando os lábios sobre ela até que senti o tremor do corpo e os jatos de porra percorrendo o céu de minha boca. Engoli tudo de uma só vez . O velho Antero percebeu imediatamente e puxou-me para longe dele:
-Pronto filho... já é o bastante...vamos deixá-lo dormir agora.
E nos afastamos, o velho trêmulo de desejo por nós, eu enlouquecido de amores pelo craque, mas os olheiros, dentro de poucos dias já O haveriam levado embora do subúrbio.
Depois nós só O vimos em noticiários esportivos. Estava começando uma nova vida de vitórias, e o Brasil ganharia sua primeira Copa do Mundo apoiado em suas pernas tortas.
E o velho Antero repetia de vez em quando, acariciando minha nuca: nunca se esqueça: Ele já foi teu...