| Nome | Categoria | Autor | Visitas | Votos | Classif. | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| O casamento. | Hetero | Amigaço | 7378 | 88 | ||
| A bicha da mineração. | Gays | Amigaço | 5048 | 71 | ||
| Barranqueiros | Sado | Amigaço | 12885 | 106 | ||
| No boteco do Xeréu. | Gays | Amigaço | 8151 | 74 | ||
| Confissões de uma ninfomaníaca. | Hetero | Amigaço | 6167 | 69 | ||
| O Palestrante. | Gays | Amigaço | 4943 | 83 | ||
| Moto taxista | Gays | Amigaço | 7566 | 76 | ||
| Curto e grosso. | Gays | Amigaço | 7816 | 74 | ||
| Frutas,legumes e verduras. | Hetero | Amigaço | 6076 | 81 | ||
| João e o sonho. | Gays | Amigaço | 5938 | 86 | ||
| A filha do Senador. | Hetero | Amigaço | 6284 | 65 | ||
| Ressurreição. | Gays | Amigaço | 10672 | 83 | ||
| Corte de energia. | Gays | Amigaço | 9747 | 110 | ||
| A madame e o negão. | Hetero | Amigaço | 29056 | 151 | ||
| Chifres. | Traição | Amigaço | 8174 | 89 | ||
| O largado. | Exibicionismo | Amigaço | 18306 | 75 | ||
| A despedida | Gays | Amigaço | 4752 | 68 | ||
| O restaurante. | Fetiche | Amigaço | 5315 | 62 | ||
| Eu, Tio Euzébio e Branquinha | Hetero | Amigaço | 77370 | 256 | ||
| O cigano. | Hetero | Amigaço | 3606 | 75 | ||
| Seu Chicão foi meu primeiro macho | Gays | Amigaço | 7748 | 100 | ||
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Adoro fazer a feira. Desde que descobri que a feira é muito mais excitante que o supermercado..Todo sábado levanto-me cedinho, seis horas da manhã já estou preparando o carrinho. E,em meio à multidão misturo meus desejos aos outros desejos das outras donas de casa de conseguir o melhor, o mais atraente, o mais saboroso. Saboreio o cheiro dos legumes, dos vegetais, das frutas, dos feirantes, dos rapazes e dos homens, principalmente. Eles vêem de periferias distantes de meu bairro, trazendo as cores, os odores, a variedade de tamanhos e formas e sabores. Os tomates vermelhos do pecado, os pepinos gordos, firmes, retos ou tortos ao capricho da natureza que, evidentemente, varia sempre de maneira tão provocante. E aos produtos da natureza juntam-se os produtos da manufatura humana, os salames, as lingüiças, os queijos. O cheiro do queijo é semelhante ao dos caralhos , às vezes. Duvido que as outras também não percebam isso, como eu não ignoro . É tudo sexo. Como aquele olhar safado do mulato sarará que me cobiça a bunda enquanto mostra sua mercadoria coçando o saco por cima da banca de bananas. É por isso que uso a calça bem justa , aquela que exibe toda a forma arredondada e os sinais da calcinha por baixo. Bananas prata, maçã, nanicas, mas enormes. E o outro sujeito claro que cuida das melancias não pode deixar de cuidar também de meus melões morenos que teimam em se sobressaltar do decote ousado da blusa fina e transparente que faço questão de estrear na feira.
Minhas mãos passeiam por sobre as variedades, apalpando pêssegos graúdos e acariciando ameixas de um vermelho escuro, como cabeças de caralhos tesos. E quando o galego esguio e alto me convida a experimentar uma delas, perguntando se gostei do tamanho, eu sinto um frison percorrendo minha boceta gulosa . O pernambucano que exibe as mandiocas inacreditáveis em selvagem grossura, ladeado pelo vendedor de cocos que os ergue no ar mostrando os braços fortes e o sovaco suado. Sempre me aproximo para aspirar seu odor enquanto os dedos curiosos examinam os pêlos que cobrem as bolas expostas aos passantes .
O carrinho já está repleto e pesado. Chega o momento em que devo escolher quem o empurrará ladeira acima até minha cozinha , ajudar a guardar tudo na despensa, na geladeira, nos armários.
Há tantos : meninos em busca de trocados,trombadinhas aproveitadores de madames desatentas, moleques cheiradores, rapazes desocupados tentando agradar, e , entre tantos , há o filho da lavadeira, que fugiu da escola e está começando a desenvolver os músculos na academia do bairro. Eu avalio o volume da mala e faço um julgamento sobre sua cabeça com o cabelo raspado ao estilo Romário. Os olhos negros ,espertos e desavergonhados fixos no montinho de minha boceta sob a malha da calça branca . Os braços fortes já segurando o carrinho a indicar ser ele mesmo. Espero não ter me enganado no tamanho. Tomara que a propaganda não seja enganosa.
Sobe a ladeira , a bunda e as pernas musculosas em movimento lento e contínuo sem descuidar de meu rebolado à sua frente , guiando-o até meu portão. A coroa viúva e tesa e o peão ainda em formação, porém já mal intencionado .
Em frente à pia da cozinha , eu roço meus quadris em seu calção e o pepino cai ao chão de modo que é preciso me curvar para apanhá-lo. Ele se aproveita para apertar mais , enquanto retira o conjunto de tomates e berinjela e os exibe orgulhoso . Eu os acaricio ternamente e sua mão entra no meio, os dedos apalpam os gomos de minha boceta sumarenta. Eu também estou curiosa e procuro medir as conseqüências . É de ótimo aspecto e tamanho. Mais do que esperava, excelente nabo já bem criado.. Meus melões já estão expostos também e ele os massageia , parecendo querer conferir a textura e firmeza, os bicos de cereja , chupados ambos pela boca onde as primeiras penugens do bigode macio despontam. Eu aspiro o cheiro do repolho e do suor misturados em forte e inebriante combinação afrodisíaca.
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Não deveria estar usando as calcinhas, seria mais fácil, mas mesmo assim a mão se intromete no elástico e os dedos se afundam entre os lábios úmidos da boceta. Deixo que saboreie minhas cerejas maduras até que o salame adquira o desenvolvimento máximo e minha boca se aproveita para degustá-lo inteiro , desde o cogumelo vibrante até a raiz no ninho de pentelhos bom-bril.
A calcinha se rasga quando me posto de quatro no chão da cozinha e ele se aproxima por trás, ajoelhado, resfolegando enquanto, inexperiente, erra o alvo e o linguição bate na porta errada. Eu o planto no caminho certo e sinto o avanço avassalador que separa, distende, alarga e completa , enche tudo à sua passagem . A boceta se adapta com movimentos de sucção , chupando-o , envolvendo-o em calores e humores ,desejando-lhes as boas vindas. A sensação é tão arrebatadora que desfaço os arranjos de alface rentes ao meu rosto , entre gemidos e suspiros . Eu fodo em círculos e deixo que me foda abertamente com todos requintes , todos os ruídos, todos os molhos derramados no ladrilho .
E finalmente ocorre a fecundação no lodo fértil , os lábios da boceta empapados, meus joelhos doloridos , meus olhos semi-cerrados em busca de alguma organização naquela bagunça doméstica. O som das moedas tilintando no bolso traseiro do calção largo do rapazote ao se recompor me traz de volta à realidade, e ele tem a fineza de me ajudar a recolher tudo a seus lugares.
Feira, agora, só na semana que vem.